CAMPEÕES DA EUROPA A DOBRAR!

Hóquei em patins - Euro 2016 - 2

A equipa portuguesa de hóquei em patins, que disputou recentemente o torneio realizado em Oliveira de Azeméis, sagrou-se campeã da Europa da modalidade, título que já não conquistava há 18 anos. Assim, no mesmo mês, Portugal obteve dois retumbantes triunfos em competições disputadas com as melhores selecções europeias, e em modalidades relevantes do desporto mundial. Parabéns, campeões, magos do futebol e do hóquei sobre rodas, pelas vossas vitórias e por prestigiarem o nome de Portugal!

Hóquei em patins - Europeu 2016

A VITÓRIA DE UMA “PEQUENA ALDEIA”!

I - Euro 2016

Primeira página do i, edição de 11/7/2016, que reproduzimos com a devida vénia, felicitando o jornal pela sua criatividade. Herói da BD bastante popular no nosso país — onde se tornou conhecido desde 1961, rivalizando com Tintin —, é, no entanto, a primeira vez que vemos Astérix empunhar a bandeira portuguesa, em homenagem aos heróis desportivos que no Stade de France, e sem ajuda de nenhuma poção mágica, resistiram também ao assédio de adversários mais poderosos. Gália e Lusitânia juntas contra os “romanos”… eis uma mensagem (sub-reptícia) que devia ultrapassar as fronteiras do futebol. Obrigado, Astérix! Parabéns, Selecção!

FOMOS VENCEDORES… MESMO SEM RONALDO!

A ARMA SECRETA DE PORTUGAL

É fácil perceber por que é que Fernando Santos agradeceu também aos gregos, no seu discurso de vitória. Foi com a mesma táctica que eles, os gregos, superaram as nossas jogadas, derrotando-nos imprevistamente na final do Euro 2004. Fernando Santos estudou bem a lição… e também ganhou. A sua “arma secreta” veio da Grécia!  

Que os adeptos franceses, tão maus perdedores, saibam aprender também a lição.

DN - Euro 2016

(Artigo reproduzido, com a devida vénia, do Diário de Notícias de 11/7/2016)

O “PORTUGUÊS VOADOR” DO EURO 2016

DN Ronaldo 1 633

(Artigo supra reproduzido, com a devida vénia, do Diário de Notícias de 8/7/2016)

Gazzetta dello Sport: «Desta vez, Ronaldo deixou-o ficar mal na fotografia [James Chester, defesa galês que saltou com Ronaldo]. Acabou com ele, coitado. Foi uma grande noite para CR7, em Lyon: marcou um golo, saltando literalmente sobre o defesa galês, deu o segundo golo e venceu o duelo com Bale pela Bola de Ouro, colocando Portugal na final. É um campeão! Chester caiu no chão, ele permaneceu suspenso no ar, mais tempo, muito mais, como se fosse o Michael Jordan do futebol. Magia! Levitação!»

                                                                                         

HUMOR A VERDE E BRANCO

Humor a Verde e Branco (exposição)

Entre 6 e 24 deste mês, vai decorrer em Moura uma exposição de cartunes de Carlos Rico — nome bem conhecido no meio bedéfilo nacional —, intitulada “Humor a Verde e Branco”. A mostra refere-se a uma selecção de cartunes, sob a forma de tiras, publicados semanalmente no jornal do Sporting Clube de Portugal, entre 2005 e 2012.

A produção da exposição é tripartida entre o Núcleo Sportinguista de Moura, a Câmara Municipal de Moura e o jornal do Sporting, tendo ainda a colaboração da Inovinter. A inauguração está prevista para as 18:00 horas do dia 6 de Junho e contará com a presença de algumas personalidades afectas ao clube leonino, recente vencedor da Taça de Portugal (o que deve ter posto Carlos Rico nos píncaros da Lua!).

Parabéns, amigo Carlos, e que continue a contar muitos êxitos na sua carreira artística!

 

TEMAS DESPORTIVOS

A PRIMEIRA VOLTA À FRANÇA

Cyclists, among which Antonin Magne (1904-1983) and Andre Leducq (1904-1980), relaxing around a drink during a stage of the Tour de France, Frontpage of French newspaper  Lillustre du petit journal, 1933, Private Collection,Inventada antes do “pontapé na bola”, a modalidade desportiva mais popular dos primórdios do século XX começou a ganhar força quando o director do jornal L’Auto, Henri Desgrange, para aumentar as vendas do seu periódico, decidiu organizar o primeiro Tour de France em bicicleta, empreen- dimento que suscitou reacções controversas e esteve mesmo em risco de não passar do papel… por falta de concorrentes!

Já se tinham realizado com êxito outras provas velocipédicas, como a corrida Paris-Marselha, mas Desgrange, apoiado pelos patrocinadores do jornal, quis apostar mais forte. Corria o mês de Julho de 1903 quando os franceses viram, pela primeira vez, nas suas estradas, um grupo de 60 ciclistas que não andava em passeio, mas sim atrás de uma meta que os levaria à glória, se fossem os primeiros a cortá-la em Ville d’Avray, na periferia de Paris.

Maurice Garin (ao centro)A prova, dividida em seis longas etapas com mais de 2.000 quilómetros, por caminhos quase intransitáveis e mal sinalizados, que eram um calvário para os corredores, agravando as suas dificuldades e a sua fadiga — pois as etapas começavam ainda de noite e só terminavam mais de dez horas depois —, foi, no entanto, coroada de êxito, graças aos bons esforços da equipa organizadora, entre cujos membros se destacou Géo Lefèvre, jornalista de L’Auto (actual L’Équipe). O vencedor foi o veterano Maurice Garin, mas só vinte ciclistas o seguiram na marcha triunfal até ao Parc des Princes, em Paris.

Tour de France - tintin 1Assim nasceu a Volta à França (La Grande Boucle, como ficou conhecida nos anais desportivos), onze anos antes de eclodir a Primeira Guerra Mundial, conflito que envolveu a Alemanha, a França e outros países europeus, provocando a suspensão do Tour, que só recomeçou em 1919.

Esta é a história que Jean Graton e Christian Denayer nos contam no curto episódio que a seguir apresentamos, extraído do Tintin belga nº 25 (17º ano), de 18 de Junho de 1962, revista onde Graton realizou muitas histórias curtas sobre o Tour de France e outras provas desportivas.

Tour de France - tintin 2 et 3

Tour de France -  CA 134  908Alguns desses episódios foram publicados também no Cavaleiro Andante, cujos leitores não tardariam a render-se ao desenvolto estilo gráfico e à eficácia narrativa do futuro criador de Michel Vaillant (aliás, Miguel Gusmão, como foi baptizado naquele popular semanário).

Especialista em temas desportivos, Graton não deixou os seus créditos por mãos alheias, ilus- trando episódios sobre várias modalidades, desde o ciclismo e o automobilismo ao voleibol, ao hóquei, ao basquetebol e até ao boxe!

Graças a essa extraordinária versatilidade, o jovem desenhador sagrou-se como o maior cronista desportivo do Tintin belga, dando largas à sua veia criativa e ao dinamismo do seu traço e conquistando paulatinamente um lugar de honra entre as mais jovens promessas da prestigiosa “escola de Bruxelas”.

Tour de France -  premier T de F  1 e 2Tour de France -  premier T de F  3 e 4

TEMAS DESPORTIVOS

HISTÓRIA DO CAMPEONATO MUNDIAL DE FUTEBOL (2)

Cartaz da Copa do Mundo 1934A segunda Copa do Mundo realizou-se em Itália, no ano de 1934, já com os regimes fascistas a expandir-se pela Europa — o que permitiu ao ditador Benito Mussolini usar em seu próprio benefício a vitória no torneio, disputado por 16 países de três continentes, incluindo, pela primeira vez, o africano. A equipa de Portugal, treinada por Ribeiro dos Reis, participou também na fase de qualificação, mas foi eliminada pela Espanha, com duas derrotas, uma delas histórica e “humilhante”: 9-0 no primeiro jogo, em Madrid. As redes espanholas, defendidas pelo famoso Ricardo Zamora, sofreram apenas um golo no segundo encontro. Balanço final: 11-1 a favor de nuestros hermanos, que no futebol, pelo menos, nos têm dado “água pela barba”.

Itália (vencedora da Copa do Mundo 1934)

Graças a esta grande competição internacional organizada pela FIFA, que chegava também à Europa, depois de atribulado início num país da América do Sul, o Uruguai — primeiro vencedor da prova (ver aqui o post anterior), mas que recusou participar no torneio europeu, resignando ao título —, o futebol começou a impor-se como o desporto das multidões e a servir de meio de propaganda política aos regimes mais totalitários, num continente que se aproximava a passos largos da maior hecatombe da sua história.

História world cup - 7 e 8História world cup - 9 e 10História world cup -11 e 12

A rematar este 2º capítulo da história do Campeonato Mundial de Futebol, com desenhos de Colin Andrew, publicada entre os nºs 244 e 251 do Mundo de Aventuras (2ª série), aqui têm outra página com Gauchito, a impagável “mascote” da Copa do Mundo da Argentina (1978), em que os árbitros e os guarda-redes continuam a estar na “berlinda”.

Gauchito 2