IN MEMORIAM (DA MOUNETTE) – 11

Poesia Felina – 17, publicada em 16/07/2015 no blogue Gatos, Gatinhos e Gatarrões, com ilustração de Catherine Labey.

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IMAGENS DO PASSADO: LEE FALK E RAY MOORE

Nestas fotos, extraídas do Jornal do Cuto nº 46, de 17/05/1972, figuram os dois criadores do FANTASMA, o primeiro herói mascarado da BD, hoje já em declínio de popularidade, na ausência do seu mentor literário e dos desenhadores que lhe deram “corpo e alma” nas décadas mais gloriosas da sua existência, como Ray Moore, Wilson McCoy e Sy Barry.

Lee Falk, que foi também o criador de Mandrake, faleceu com idade avançada (87 anos), em 13/03/1999; Ray Moore, cujo trabalho mais conhecido é o Fantasma, com um estilo de ilustração influenciado pelo dos pulps, deixou este mundo em 13/01/1984, com 76 anos.

Pouca gente sabe que, em Portugal, o Fantasma se estreou na revista O Pirilau, em 1940, com desenhos de Ray Moore, reaparecendo 12 anos depois na Colecção Condor, ilustrado por Wilson McCoy. Mandrake também chegou a estar anunciado n’O Pirilau.

A 1ª página dominical do Fantasma, desenhos de Ray Moore (28/05/1939)

IMAGENS DO PASSADO: JOSÉ GARCÊS NA SOBREDA

Mestre José Garcês — um orador cativante para uma assistência numerosa e interessada

Nesta foto, extraída do Mundo de Aventuras 460 – 2ª série, de 5-8-1982, José Garcês conversa animadamente com um grupo de alunos e de professores da Escola Preparatória da Sobreda (Caparica), onde se realizaram, entre 20 e 28 de Maio desse mesmo ano, por iniciativa de Luiz Beira, duas consecutivas exposições de Banda Desenhada Portuguesa, às quais estiveram presentes outros artistas, como Catherine Labey, Augusto Trigo e Carlos Alberto Santos.

A reportagem publicada no Mundo de Aventuras salienta a adesão, o entusiasmo e a curiosidade dos jovens alunos dessa escola e do vizinho externato A Colmeia, perante as úteis lições dos mestres que ainda não conheciam, numa “maravilhosa festa recreativa, didáctica e pedagógica”, como lhe chamou Luiz Beira.

Ao recordarmos este evento, em que José Garcês foi um dos principais intervenientes, aproveitamos a oportunidade para o felicitar, com muita amizade, pela passagem do seu 90º aniversário (23-7-2018), desejando-lhe as maiores felicidades e uma vida o mais longa possível — em que avultam os inúmeros marcos de uma memorável carreira ao serviço da cultura e das artes portuguesas e a satisfação do dever cumprido para com as gerações dos 7 aos 70 anos (parafraseando outro venerável expoente da BD, o Tintin), que acompanharam, com entusiasmo e admiração, os seus trabalhos.

IMAGENS DO PASSADO: “OS BEATLES”

Quatro lendas da música “pop” que revolucionaram a sociedade de uma época, em todo o mundo ocidental, sobretudo entre a juventude… numa foto dos seus primeiros tempos, publicada na revista Zorro nº 110 (14/11/1964). Da esquerda para a direita: John Lennon, Ringo Starr, Georges Harrison e Paul McCartney.

Foi Larry Barnes quem os descobriu, durante uma digressão na Escócia, em 1960. Ringo Starr só se juntou ao grupo em 1962. A sua primeira gravação data de Setembro de 1961 e incluiu dois trechos: “Love me do” e uma nova versão de um velho êxito: “P. S. I love you”. Esse primeiro disco não chamou muito as atenções. Mas o segundo, com o título “Please, please me”, bateu todos os recordes.

A partir desse estrondoso êxito, a carreira ascensional dos Beatles tornou-se um fenómeno, difundindo a sua imagem e a sua música em todo o mundo. Ainda hoje são uma lenda, que influenciou várias gerações!

IMAGENS DO PASSADO – 1

Esta foto histórica, com quatro dos maiores desenhistas brasileiros do século XX, verdadeiras glórias da ilustração e das “histórias em quadrinhos”, foi extraída de uma revista da EBAL (Editora Brasil-América Lda.), a Epopeia-Tri nº 55 (Fevereiro 1986).

Ivan W. Rodrigues foi autor da “História do Brasil em Quadrinhos” (2 vols.) e de outras obras documentais de referência; A. Monteiro Filho, precursor de toda uma geração de desenhistas, lançou as histórias em quadrinhos no Brasil; André Le Blanc foi o primeiro artista brasileiro do seu género a fazer carreira nos Estados Unidos; e António Euzébio tornou-se o capista, por excelência, da EBAL, com obras admiráveis espalhadas por dezenas de revistas (muitas das quais distribuídas também no nosso país).