AMADORA BD 2018 PRESTES A ARRANCAR

Sem grandes alardes na imprensa (pelo menos, que tenhamos dado por isso), o 29º Festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora prepara-se para abrir as suas portas, entre 26 de Outubro e 11 de Novembro de 2018. tendo novamente como palco o Fórum Luís de Camões, na Brandoa. Da sua programação, pelo que já se sabe, constam várias exposições, com destaque para as de Francisco Sousa Lobo, autor galardoado na edição anterior com o prémio de “Melhor Álbum Português – PNBD”, e de Álvaro, que ganhou na categoria “Melhor Álbum de Tiras Humorísticas”.

Haverá também uma grande homenagem a um Mestre da BD portuguesa, Artur Correia (falecido em Março deste ano), com uma exposição retrospectiva que apresenta o melhor da sua vasta obra, nas áreas da BD e do Cinema de Animação.

Todos os anos o Festival da Amadora escolhe um tema ou um país convidado. Na presente edição, as honras cabem ao Brasil, que será, portanto, a figura central do certame, representada por um grupo heterogéneo de autores contemporâneos (alguns com uma carreira começada noutra década).

Completando o arco de exposições, haverá ainda outros pólos de interesse, capazes de atrair, como é hábito, numeroso público: visitas guiadas, lançamentos de novidades por várias editoras, sessões de cinema, oficinas de BD para crianças e adultos e a indispensável feira do livro; além da tradicional cerimónia da entrega de prémios.

Mais informações podem ser consultadas aqui

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“LARGO WINCH” – UMA NOVA COLECÇÃO PÚBLICO/ASA

Uma nova colecção da parceria Público/ASA, com uma das séries de maior sucesso da BD franco-belga das últimas décadas, criada por Jean Van Hamme (argumento) e Philippe Francq (desenho), semanalmente nas bancas, às quartas-feiras.

Para os amantes de intrigas complexas, em que a toada narrativa e o ambiente cénico se combinam de forma dinâmica, demonstrando a técnica perfeita de dois autores apostados em dar corpo a uma série de temática diferente (ancorada na actualidade de várias décadas) e a um herói improvável que tem muito de real.

Esta semana foi posto à venda o 3º volume, com um álbum duplo: H/Dutch Connection. Os textos de Carlos Pessoa no Público, alusivos a esta série, podem também ser lidos nos nossos blogues A Montra dos Livros e O Gato Alfarrabista Júnior.

CURIOSIDADES LITERÁRIAS: CAMÕES E O SEU GATO

O curioso texto que se segue é da autoria de Théodore de Banville (1823-1891), poeta, dramaturgo e crítico francês, autor das célebres Odes Funambulesques” e de outras obras que lhe valeram o epíteto de “poeta  da felicidade”. Amigo de Victor Hugo, Charles Baudelaire, Théophile Gautier  e Arthur Rimbaud (cujo talento descobriu), foi considerado ainda em vida como um dos poetas mais eminentes da sua época.

“Le Chat”, texto traduzido por Catherine Labey, de que publicamos alguns excertos (com uma referência ao nosso maior vate e ao seu poema de dimensão universal, Os Lusíadas”), é uma apologia do gato… ou a arte de falar de tudo e de nada sobre um assunto predilecto. Para os amantes de gatos e não só, vale a pena ler o texto completo, disponível num e-book gratuito (em francês), na Internet. A ilustração deve-se também a Catherine Labey, em cujo blogue Gatos, Gatinhos e Gatarrões este texto foi inicialmente publicado.

“O GATO” – Extractos

(…) De todos os animais, o Gato é aquele em que o instinto é o mais persistente, o mais impossível de eliminar. Selvagem ou doméstico, mantém-se ele próprio, obstinadamente, com uma serenidade absoluta, e portanto nada pode fazê-lo perder a sua beleza e graça suprema. Não há condição tão humilde e aviltante que chegue a degradá-lo porque ele não o consente, e preserva sempre a única liberdade que pode ser outorgada às criaturas, a vontade e a determinada resolução de ser livre. E de facto ele é-o, porque só se entrega quando quer, concedendo ou recusando a seu bel-prazer o seu afecto e as suas festas, e é por isso que se mantém belo, ou seja, igual ao seu tipo eterno. (…)

(…) Mas tudo neles foi concebido para a cilada, a surpresa, o ataque nocturno; os seus olhos admiráveis, que se contraem e se dilatam de uma maneira espantosa, vêem melhor de noite que de dia, e a pupila que de dia é como uma estreita linha, de noite torna-se redonda e larga, polvilhada de areia dourada e cheia de lampejos. Carbúnculo ou esmeralda viva, ela não é apenas luminosa, ela é luz. Sabe-se que numa altura em que o grande Camões se encontrava sem dinheiro para comprar uma vela, o seu gato proporcionou-lhe a claridade dos seus olhos para escrever um canto d’Os Lusíadas. Ora, aqui está uma maneira verdadeira e positiva de encorajar a literatura, e julgo que nenhum ministro da educação fez alguma vez outro tanto. De certeza que, ao mesmo tempo que o alumiava, o bom do Gato lhe oferecia a sua macia e sedosa pelagem para acariciar, e vinha em busca de festas pelo prazer que elas lhe davam. (…)

COMIC CON LISBOA – SESSÃO DE AUTÓGRAFOS COM DAVID RUBIN, DESENHADOR DE “BEOWULF”

David Rubin e a sua arte, neste caso um magnífico autógrafo

Com a presença de David Rubin, desenhador espanhol, autor do álbum Beowulf, recentemente lançado pela novel editora Ala dos Livros. realizou-se na tarde do passado sábado, dia 8 de Setembro, na Artist’s Alley (Comic Con), uma sessão de autógrafos, com a presença de numeroso público.

Entretanto, Beowulf já ocupa posição honrosa no pódio das mais recentes edições portuguesas de BD distribuídas pela FNAC; e é uma das obras nomeadas na categoria “Best Adaptation from Another Medium” dos Prémios Eisner 2018.

Nota: ver também aqui o post do Gato Alfarrabista Júnior.

BEOWULF, DE DAVID RUBÍN, ESTREIA-SE EM PORTUGAL COM O SELO DE UMA NOVA EDITORA

Sem grande aparato, mas posicionando-se já como uma válida aposta no efervescente meio editorial português de Banda Desenhada, a novel editora Ala dos Livros anuncia o seu primeiro lançamento, aproveitando a vinda ao próximo COMIC CON, a realizar em Lisboa, nos dias 6 a 9 de Setembro, do autor galego David Rubín.

Trata-se de um dos melhores elementos da pujante escola contemporânea espanhola, que tem dado cartas na BD mundial e começa também a ser devidamente apreciada pelos leitores portugueses. Na sua estreia entre nós, David Rubín apresenta-se com uma obra de ressonâncias épicas, magnificamente ilustrada e colorida, cujo imaginário se inspira num dos mais prodigiosos heróis da mitologia escandinava: Beowulf, o exterminador de monstros e outras criaturas malignas que povoam as fantásticas lendas dos povos nórdicos.

Não só pela concepção plástica e narrativa, como pelo vigor formal de um estilo que cativa irresistivelmente o olhar dos leitores, esta obra valeu a David Rubín uma nomeação para os cobiçados Prémios Eisner do corrente ano.

(Clique aqui para ver mais informações noutro dos nossos blogues, O Gato Alfarrabista Júnior, com páginas do álbum e nota do Editor).

UMA NOVA EXPOSIÇÃO DE NINA GOVEDARICA

Nina Govedarica, artista de origem croata e esposa do saudoso Fernando Relvas, falecido em Novembro de 2017, inaugura no próximo sábado, dia 7 de Julho, às 17h00, uma nova exposição de pintura, com o título “Quietude”, na Livraria e Galeria de Artes Leituria, sita na Rua Dona Estefânia, 123-A, Lisboa.

À Nina, as nossas felicitações pela obra pictórica que tem realizado, com temas que despertam sempre a atenção, expondo-a ao público com frequência.

NOVELA GRÁFICA IV – O REGRESSO DE UMA COLECÇÃO QUE JÁ SE TORNOU HISTÓRICA

Com “Os Guardiões do Louvre”, uma das últimas obras de Jiro Taniguchi, autor já conhecido dos habituais leitores destas Novelas Gráficas, arrancou no passado dia 6 de Junho a quarta série de uma colecção incontornável, que tem revelado (e continuará a revelar) obras de alguns dos maiores criadores da 9ª Arte nos tempos modernos (e oxalá com maior abertura, de futuro, aos autores portugueses). 

Saudamo-la, por isso, com prazer e com renovadas expectativas, felicitando o jornal Público e a editora Levoir pelo êxito crescente e pela regularidade das suas parcerias. Na próxima quarta-feira, dia 13, sai o 2º volume, com uma emblemática história de Jacques Tardi: Ici Même, cujo argumento se deve ao saudoso Jean-Claude Forest.

(Nota: os textos de João Miguel Lameiras alusivos a esta colecção podem ser seguidos em dois dos nossos blogues, O Gato Alfarrabista Júnior e A Montra dos Livros).

EXPOSIÇÕES NO CPBD E NA BEDETECA DA AMADORA

Exposição do CPBD, dedicada a Viriato na Banda Desenhada

Por amabilidade de Carlos Gonçalves, membro da Direcção do Clube Português de Banda Desenhada, recebemos uma reportagem fotográfica das sessões realizadas no passado sábado, dia 2 de Junho, na Bedeteca da Amadora e na sede do CPBD (como oportunamente anunciámos), durante a inauguração de várias exposições e do lançamento (há muito aguardado) do álbum de Fernando Relvas “O Espião Acácio” — obra incontornável, autêntico clássico, de um dos maiores nomes da BD portuguesa —, coincidindo com a mostra dedicada aos 50 anos da revista Tintin (edição Bertrand), onde ela foi originalmente publicada.

Partilhamos com os nossos leitores algumas imagens desses eventos, com agradecimentos a Carlos Gonçalves e ao repórter fotográfico Dâmaso Afonso.

Exposição do CPBD: Viajantes de Papel na Lusofonia Gráfica

Exposição 50 anos da revista Tintin, na Bedeteca da Amadora

Catherine Labey e Anica Govedarica

Sessão de lançamento do álbum O Espião Acácio (Bedeteca da Amadora)

Assistência atenta durante a apresentação do álbum de Fernando Relvas

Mesa de apresentação do álbum O Espião Acácio