EXPOSIÇÃO “GENTE DA AMADORA – HISTÓRIA E MEMÓRIAS ILUSTRADAS”

No próximo sábado, 14 de Abril, pelas 16:00 horas, é inaugurada na Casa Roque Gameiro a exposição “Gente da Amadora – História e Memória Ilustradas”, uma mostra sobre personagens históricas da cidade da Amadora (a capital portuguesa da BD), produzida a partir das ilustrações de Nuno Saraiva que serviram de tema à imagem gráfica da última edição do Festival Amadora BD (Outubro e Novembro de 2017).

Entre as personagens representadas, figuram cinco indelevelmente ligadas ao mundo da 9ª Arte: Stuart Carvalhais, António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), José Garcês, José Ruy e Vasco Granja, todos eles moradores ou naturais desta cidade.

A organização é da Câmara Municipal da Amadora. A Casa Roque Gameiro — um dos seus edifícios históricos de mais artísticas tradições — fica na Praceta 1º de Dezembro, nº 2, Venteira-Amadora, e abre todos os dias, excepto às segundas-feiras e aos feriados.

Contactos: 21 436 90 58 / http://www.cm-amadora.pt

(Nota: texto adaptado do blogue BDBD).

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A BD ITALIANA EM DESTAQUE NUMA NOVA COLECÇÃO PÚBLICO/LEVOIR

Mais uma boa notícia para o público bedéfilo: vai estar nas bancas, durante 10 semanas, já a partir da próxima 5ª feira, dia 12 de Abril, uma colecção de álbuns cartonados, dedicada aos principais heróis da Sergio Bonelli Editore, muitos deles só conhecidos em Portugal através das edições brasileiras (cuja distribuição entre nós está suspensa, irremediavelmente, há muitos meses).

O volume que abre a colecção, intitulado “A Lenda de Tex”, assinala mais uma etapa na carreira internacional deste consagrado ícone da BD western, que começou a ser publicado também em Portugal por editoras independentes como a Polvo, depois de uma solitária presença numa colectânea do Correio da Manhã. 

Alargando o universo texiano a histórias e heróis de outro género, igualmente célebres (como Dylan Dog, Dampyr, Martin MystèreJúlia, Dragonero e Mister No), a Levoir e o jornal Público merecem fartos aplausos, por apresentarem, pela primeira vez, no nosso mercado obras relevantes de alguns dos melhores autores italianos da actualidade. Um lançamento vaticinado ao êxito e que se espera tenha continuidade, pois no vasto catálogo da Sergio Bonelli não falta por onde escolher… 

AS QUATRO ESTAÇÕES – 12

EM PLENO INVERNO

Neste chuvoso final de Inverno, por vezes com ventos agrestes e um frio quase glacial, vem a propósito recordar novamente O Papagaio, a melhor revista infantil do seu tempo, e um dos mais prolíficos colaboradores da sua última fase, Jorge Brandeiro (vulgo Rembrandas), que fez histórias aos quadradinhos e assinou muitas capas, recheadas de garridas e alegres personagens (mesmo quando o tema era o Inverno) que lhes conferiam um encanto especial, ainda liberto das sombras do declínio que se aproximava, quando as aventuras de Tim-Tim “emigraram” inesperadamente para outra revista.

Neste nº 665, publicado em 8/1/1948, o célebre herói de Hergé, cuja popularidade em Portugal já atingira também o auge, graças aos leitores d’O Papagaio, tentava desvendar o segredo da “Licorne”, com a ajuda do seu fiel e truculento amigo capitão Hadoque.

COIMBRA BD 2018 (DE 8 A 11 DE MARÇO)

A Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada avança para a sua terceira edição, que decorre de 8 a 11 de Março, e apresenta-se como uma aposta firme da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) no panorama cultural. Esta edição, que se irá concretizar, principalmente, na Casa Municipal da Cultura, apresenta um conjunto de acções que procuram representar o que de melhor se cria ao nível da Banda Desenhada, atingindo públicos diversos, desde o infanto-juvenil às famílias e a todos aqueles que, em diferentes faixas etárias, cultivam o gosto por esta expressão artística, perspectivando- -se um aumento dos níveis de fidelização ao evento.

Na esteira do êxito alcançado nas edições anteriores, a edição de 2018 da Coimbra BD aposta num programa diversificado e de elevada qualidade, destacando-se pela sua primeira internacionalização, com a presença de dois convidados, oriundos de Itália (Walter Venturi) e da Sérvia (R. M. Guéra). Além destes, marcam presença quatro autores nacionais convidados, representantes da escrita, do argumento para BD ou da criação artística, ao nível da ilustração, áreas reveladoras do vasto universo da 9ª Arte. São eles Manuel Morgado, Filipe Faria, André Lima Araújo e Ricardo Venâncio.

Destaque ainda para a homenagem a Fernando Relvas (com uma mostra dos seus trabalhos e lançamento do álbum O Espião Acácio, o seu primeiro grande êxito na revista Tintin) e para a exposição 70 Anos de Tex: A colecção de José Carlos Francisco (um notável acervo, com trabalhos de diversos autores estrangeiros sobre o mais célebre cowboy da BD italiana, que será exposto em público, pela primeira vez, no Coimbra BD).

(Nota: para mais informações sobre este evento e, principalmente, a exposição de José Carlos Francisco, consultar o Tex Willer Blog e o Era Uma Vez o Oeste).

I.R.$ – UMA NOVA COLECÇÃO DA PARCERIA PÚBLICO/ASA (POR STEPHEN DESBERG E BERNARD VRANCKEN)

Uma nova colecção de BD franco-belga, inédita ainda em português, com argumento de Stephen Desberg e desenhos de Bernard Vrancken, que faz o leitor mergulhar no mundo da alta finança, com toda a corrupção que o envolve. Larry B. Max é um agente dos assuntos fiscais que tem na sua mira os “paraísos” onde o dinheiro circula livremente e as teias da corrupção ocultam grandes fortunas obtidas por meios ilícitos.

Uma série de enredo original, constituída por nove volumes duplos (cada um deles com uma aventura completa), que estará semanalmente nas bancas, a partir de hoje, 28 de Fevereiro. Outro grande lançamento editorial deste ano de 2018 que, para os leitores de Banda Desenhada, promete ser fértil em novidades.

DELICIOSOS DOMINGOS

Por Marita Moreno Ferreira

O que faz do domingo um dia tão delicioso? O pequeno almoço na cama ou a sorna sem rotinas obrigatórias? A preguiça ou um filme que se vê no sofá? As almoçaradas com a família ou os amigos?

A resposta não está na convenção de um dia de descanso, como o sábado, sugerido pelas linhas-guia dos escritos religiosos. Nem no código do trabalho. Ou no ritmo hiper galopante do que consideramos ser as rotinas obrigatórias dos nossos dias.

Domingos ou outros dias para esticar preguiçosamente as pernas são dias deliciosos porque temos tempo para pensar e estar connosco. Para repensar os rumos que tomamos e fazer um balanço do que realmente vale a pena. Ou simplesmente para relaxar e sentir o corpo, respirar e outras pequenas coisas essenciais que não nos damos ao trabalho de respeitar todos os dias.

Mesmo assim há quem se infernize com a antecipação de voltar ao trabalho na segunda. Sem dar conta de que reiniciar mais uma semana também é um poderoso gatilho para mudar e começar de novo se alguma coisa não está a dar certo.

Afinal, somos todos cientistas de primeira água, ocupadíssimos, durante toda a vida, a falhar e a voltar a tentar, a aprender com os nossos erros. Por isso, todas as segundas-feiras são para ser naturalmente contabilizadas como novas fases de testes. Aproveitemos.

Voltando aos nossos deliciosos domingos, que bem sabe ficar a olhar para o tecto na cama, demorar a decidir o que se toma como pequeno almoço, o que vai deixar de se fazer porque, de repente, se tem consciência de que somos livres e podemos mudar as nossas escolhas rotineiras como nos apetecer.

O problema é que não temos noção disso todos os dias, vá lá saber-se porquê…

Domingos são dias de nada e, como o nada não existe, são dias de tudo. De todas as possibilidades em aberto. Já pensaram bem nisso enquanto se arrastam de um lado para o outro a pensar como podem aproveitar melhor a folga para ser tudo sem ser nada?

Santa Abacate nos dê muitos domingos deliciosos para entendermos de uma vez que é possível ser e ter tudo quando não nos apetece fazer rigorosamente nada.

AMADORA BD 2017 – NUNO SARAIVA E UM CARTAZ RECHEADO DE MEMÓRIAS

O Festival Amadora BD continua a decorrer até ao próximo domingo, dia 12 de Novembro, com um punhado de magníficas exposições, desde as de Will Eisner e Jack Kirby (comemorativas do centenário destes “monstros sagrados” da BD norte-americana) e dos portugueses Nuno Saraiva e Rui Pimentel, que estão patentes no Fórum Luís de Camões (Brandoa), à de Fernando Relvas na Galeria Artur Bual.

Além da cenografia, que reforça um dos aspectos mais positivos do Amadora BD, nas suas anteriores edições, e do valor artístico da maioria dos trabalhos expostos, outro pormenor que merece atenção é a quantidade de figuras representadas no cartaz do Festival, da autoria de Nuno Saraiva, cuja obra Tudo Isto é Fado! foi distinguida em 2016 com o prémio de melhor álbum português de BD.

Todas essas figuras são de personalidades ligadas à vida da Amadora, num perpassar de memórias que evocam sobretudo a actividade artística e cultural, desde o século XIX ao tempo presente, formando um curioso e ecléctico conjunto que nas páginas seguintes do programa do Amadora BD está devidamente identificado.

Entre elas, surgem alguns dos maiores vultos da BD portuguesa, como Stuart Carvalhais, António Cardoso Lopes Jr. (Tiotónio), José Garcês, José Ruy e Vasco Granja, moradores ou naturais do concelho da Amadora. Parabéns ao Nuno Saraiva cujo prémio fez jus à sua meritória carreira artística — pela ideia e pela realização deste cartaz, que é sem dúvida um dos mais interessantes da vasta galeria do Amadora BD!

EXPOSIÇÃO DE ANICA GOVEDARICA NA LX FACTORY

Originária da Croácia, Anica Govedarica, que forma com Fernando Relvas um casal de artistas, é uma pintora e ilustradora já com apreciável currículo, cuja obra mais recente está exposta na Livraria Ler Devagar (sita na rua principal da LX Factory — uma antiga fábrica de grandes dimensões que se transformou num dos sítios mais frequentados de Alcântara, conjugando comércio, cultura e diversão).

Vale a pena uma demorada visita, até ao próximo dia 23 de Novembro, tanto à livraria, cujas imponentes estantes sobem até aos tectos altos, como à exposição de Anica, patente no 1º andar, onde pairam gaivotas habitantes de lugares urbanos que coexistem, harmonicamente, com outras realidades que nos passam despercebidas. Os quadros e a original inspiração de Anica são a chave desses “Mundos Alternativos”.

O nosso Gato Alfarrabista e os Gatos, Gatinhos e Gatarrões da Catherine (que também gostam de gaivotas), ficaram encantados.