APRESENTAÇÃO DE UMA BD ESPECIAL SOBRE O CLIMA NO MUSEU BORDALO PINHEIRO

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Reportagem Especial é um notável trabalho sobre as consequências das alterações climáticas no nosso país (e o que deve ser feito para as evitar ou minorar), editado pela Agência Portuguesa do Ambiente, no âmbito do projecto ClimaAdapt.Local, com guião de Bruno Pinto, grafismo de Penim Loureiro e cores de Quico Nogueira, que está desde há meses disponível em versão digital (http://climadapt-local.pt/), como refere o texto que a seguir reproduzimos, publicado no Diário de Notícias em 8/11/2016.

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O REGRESSO DE ASTÉRIX E OBÉLIX

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Notícia publicada no jornal Público (edição de 20/1/2017), de onde a reproduzimos, com a devida vénia. Nesta nova aventura, como foi revelado na conferência de imprensa realizada nesse mesmo dia, em Paris, Astérix e Obélix fazem nova digressão fora da Gália, visitando monumentos históricos e, sobretudo, apreciando a gastronomia local. O novo álbum (37º da série), cujo título ainda se desconhece, tem a assinatura da mesma talentosa dupla de autores que realizou os dois volumes anteriores: Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, cujo trabalho mereceu unânimes elogios tanto do público como da crítica, confirmando a escolha acertada de Albert Uderzo.

Mas a nova aventura de Astérix e Obélix não será o único acontecimento deste ano em que se comemoram o 90º aniversário do nascimento de Uderzo e o 40º da morte de René Goscinny, os míticos criadores dos dois heróis gauleses. Já no 1º semestre sairá uma nova edição de Astérix entre os Belgas, o último álbum assinado por ambos. E em Bruxelas uma grande exposição no Centro Belga da Banda Desenhada, a decorrer entre 16 de Maio e 3 de Setembro, homenageará a genial dupla que inventou na revista Pilote um dos maiores sucessos editoriais em língua francesa.

LUIZ BEIRA – UMA GRANDE HOMENAGEM EM VISEU

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Com a devida vénia, reproduzimos na íntegra o post seguinte, publicado no blogue BDBD (com um belo texto de Carlos Rico), sobre a homenagem que será prestada a Luiz Beira, no próximo sábado, dia 28 de Janeiro, tendo como cenário a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva, em Viseu, a que está acoplada a Bedeteca que tem o seu nome.

Ao homenageado, nosso amigo de longa data e companheiro de muitas jornadas bedéfilas, enviamos sinceros parabéns, desejando-lhe a continuação de uma carreira recheada dos maiores êxitos e em que a paixão pelas Artes (com destaque para o Teatro, a Poesia, o Cinema e a BD) seja sempre a Musa que ilumina e inspira o seu talento.

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No próximo dia 28 de Janeiro, sábado, pelas 16:00 horas, a Câmara Municipal de Viseu (CMV) e o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) promoverão uma justíssima homenagem a Luiz Beira — meu ilustre amigo e colega de blogue —, integrada nas comemorações do 15.º aniversário da Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva.

Estas comemorações visam homenagear algumas das figuras que mais se notabilizaram neste período de vida da Biblioteca e o nome de Luiz Beira — o primeiro de um conjunto de doze — vem a propósito uma vez que, como é sabido, doou a Viseu grande parte do seu acervo de Banda Desenhada, com a finalidade de aí ser fundada uma Bedeteca, o que viria oficialmente a acontecer em 31 de Maio de 2002.

Na Bedeteca Luiz Beira (que está acoplada à Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva) podem ser consultados milhares de documentos como sejam álbuns, revistas e fanzines de banda desenhada (alguns dos quais de incontestável raridade e valor histórico), bem como livros de Teatro, Poesia e outros temas.

Mas Luiz Beira está intimamente ligado à cidade de Viriato, não só através da Bedeteca como do próprio salão de Banda Desenhada, cuja génese em muito se deve às digressões que, inicialmente, as exposições das Jornadas BD da Sobreda (também elas uma criação de Luiz Beira) faziam a Viseu. E não poderíamos, obviamente, esquecer a longa e assídua colaboração com a revista “Anim’Arte” (que ainda mantém) ou a publicação de todas as peças de Teatro que o Gicav lhe editou, em seis volumes, há alguns anos.

É, pois, por tudo isto e com inteira justiça que a CMV e o Gicav se preparam para homenagear este amante das Artes, inaugurando uma exposição que permanecerá patente ao público até dia 22 de Abril. Quem puder deslocar-se a Viseu, no dia 28, e assistir à homenagem pública, será muito bem-vindo, pois o Luiz merece, nesse dia tão especial para ele, estar verdadeiramente entre amigos (e são muitos os que a Banda Desenhada, o Teatro, o Cinema e a Televisão lhe têm trazido ao longo dos anos…). Fica o convite feito.

Eu, por mim, lá estarei para lhe dar um fraternal abraço, participar na festa e fazer a merecida reportagem para publicar, dentro de dias, no nosso blogue.    CR

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JOSÉ GARCÊS E A HISTÓRIA DE SILVES EM BD

Texto de José de Matos-Cruz

historia-de-silvesUm privilegiado cruzamento entre modos actuais de informação, meios consagrados de divulgação e métodos artísticos de expressão, consuma-se em A História de Silves em BD. Novo álbum de José Garcês — editado pela Câmara Municipal de Silves — que, assim, concretiza outras propostas de revitalização, em incidências sociais, políticas, criativas, e nas primordiais implicações comunitárias. Em referência e testemunho, «a história de um território com uma ocupação humana muito antiga e rica de factos e episódios, que remonta à Idade do Ferro, e por onde passaram gregos, fenícios, cartagineses, romanos e muçulmanos. Dá a conhecer importantes figuras da cultura e do desporto locais, bem como nos encanta com a célebre Lenda das Amendoeiras em Flor»… Eis uma aliciante incidência, pela concepção de mestre José Garcês, atribuindo à figuração narrativa uma componente interactiva, quanto à função pedagógica e ao entretenimento.

Com uma carreira intensa e multifacetada, que recentemente celebrou 70 anos, José Garcês considera que «o autor de banda desenhada procura transmitir, ao público em geral, uma mensagem visual apoiada num texto, e essa mensagem não terá de ser igual para um adulto ou uma criança com menos de dez anos. Se o conseguir, melhor para todos».garces-em-silves

Actualmente com 88 anos, e sendo ainda pintor, ilustrador e autor de construções de armar, José Garcês tratou em quadradinhos, por revistas, jornais e separatas, ou em livro e álbum, com uma importante vertente didáctica e notáveis valências gráficas e estéticas, os mais variados assuntos e géneros, desde a biografia, a natureza, a arquitectura e os temas militares, à História de Portugal, das cidades e vilas, ou à ênfase literária.

(Nota: texto e imagens reproduzidos, com a devida vénia, do blogue Imaginário-Kafre (http://imaginario-kafre.blogspot.pt/2016/12/imaginario-extra-jose-garces-e-historia.html), orientado por José de Matos-Cruz.

O PRESÉPIO NAS CAPAS DE NATAL – 13

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A fechar este breve e evocativo ciclo, com mais capas de Natal que embelezaram algumas revistas juvenis portuguesas, como O Mundo de Aventuras, o Cavaleiro Andante e o Camarada, apresentamos outra capa ilustrada por Carlos Alberto Santos para o Jornal do Cuto, desta vez a traço e mantendo as mesmas características tradicionais de representação da imagem do Presépio.

A única diferença relativamente à que figura num post anterior, dedicado ao mesmo artista, que podem (re)ver aqui, é que Carlos Alberto mudou a indumentária de São José, dando-lhe um aspecto mais condizente com o que rezam os textos evangélicos, pois era hebreu, natural da Galileia, e não árabe.

Demonstrámos assim, com esta selecção de treze capas, que a maioria dos nossos desenhadores ao serviço de revistas para a juventude foi fiel às tradições sacras do Presépio, retratando as suas principais figuras, a Virgem Maria, o Menino Jesus e São José, quase sempre da mesma maneira. Uma das poucas excepções à regra (e sem dúvida a mais notável) foi Fernando Bento.

O PRESÉPIO NAS CAPAS DE NATAL – 12

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Esta magnífica capa de Júlio Gil, um dos maiores mestres da ilustração e da BD portuguesas, merece figurar também nesta antologia, pela delicadeza e simplicidade com que descreve, com um traço sóbrio e espontâneo, de suave textura, a imagem enternecedora do Menino Deus nos braços de Sua Mãe.

Fugindo ao cenário tradicional do Presépio, Júlio Gil consegue sugerir a sua evocação de forma mais singela e, ao mesmo tempo, mais refinada, espelhando numa feliz síntese gráfica o significado profundo da Natividade e da mensagem redentora que ela fez chegar a todo o mundo e ao coração dos homens.

Com esta capa o quinzenário Camarada celebrou mais um Natal com os seus leitores, tornando ainda mais especial o número 26 (2ª série, 6º ano), publicado em 25/12/1963.