2º CONVÍVIO DO CLUBE TEX PORTUGAL

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A Direcção do Clube Tex Portugal vai organizar no próximo sábado, dia 29 de Novembro, um jantar/convívio para que os sócios do Clube presentes recebam pessoalmente o primeiro número da sua revista oficial, que nasceu de um projecto devidamente autorizado pela Sergio Bonelli Editore, e se destina apenas aos seus membros com as quotas em dia e aos sócios honorários.

Cada sócio terá direito a um exemplar gratuito, podendo comprar também um segundo exemplar da revista, cuja capa (inédita e exclusiva) foi realizada pelo sócio honorário e padrinho do Clube, Andrea Venturi.

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O jantar, que terá início às 20.30 horas, ocorrerá no Cacém, mais precisamente no Restaurante Regiões, um espaço amplo e agradável com música ao vivo, situado no Alto da Bela Vista, Pav. 2 – Estrada Paços de Arcos • Cacém, o mesmo local aprazível do convívio realizado em Fevereiro deste ano. 

Para além da entrega de um exemplar gratuito a cada associado, o jantar, que conta já com a inscrição de várias dezenas de pessoas, servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio texiano e também para debater as principais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2015, com especial incidência num segundo evento a realizar na Primavera, novamente na Bairrada, e que contará com a presença de LUCIO FILIPPUCCI, renomado autor italiano de Tex, além de apresentar outra exposição dedicada ao Ranger.

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Aos sócios que não puderem comparecer ao jantar/convívio do Cacém, será enviado pelo correio, em data posterior, o respectivo exemplar do #1 da revista do Clube Tex Portugal, realizada inteiramente por sócios e que contém textos de Mário João Marques, Júlio Schneider, Carlos Moreira, José Carlos Francisco, Jorge Magalhães, Jorge Machado-Dias, Sérgio Madeira de Sousa, Paulo Guanaes e Pedro Cleto.

Saiba mais no blogue do Tex em:  http://texwillerblog.com/wordpress/?p=56266

Capa-da-Revista-nº-1-do-Clube-Tex-PortugalNota: o texto e as imagens supra foram reproduzidos, com a devida vénia, do blogue português do Tex, ao qual felicitamos pela divulgação que tem feito desta iniciativa.

A VIAGEM DO ELEFANTE

A viagem do elefante

José Saramago pela primeira vez em Banda Desenhada!

Uma obra em que texto e imagens formam uma unidade, conjugando-se numa síntese harmónica entre a criação literária, a narrativa gráfica e o exuberante imaginário colhido num feito real: a longa viagem de um paquiderme, de Lisboa até ao coração da Europa.

Desenhos de João Amaral, autor jovem mas já com 20 anos de carreira, assinalada por marcos como A Voz dos Deuses, Bernardo Santareno ou Cinzas da Revolta, e que comentou assim a génese deste álbum no seu blogue (http://joaocamaral.blogspot.pt):

“Pois é, o primeiro passo da extraordinária viagem de um elefante à Áustria foi dado nos reais aposentos da corte portuguesa, mais ou menos à hora de ir para a cama. É mais ou menos com estas palavras que o prémio Nobel da literatura José Saramago inicia um dos vários romances que o tornaram célebre, o que quer dizer que essa jornada foi um facto histórico. Houve, de facto, um elefante que foi oferecido pela coroa portuguesa ao arquiduque Maximiliano da Áustria e que fez uma longa viagem de Lisboa a Viena, fazendo o que melhor sabia fazer: caminhar…

O segundo passo, como é óbvio, foi dado pelo próprio Saramago que, ao longo de mais de duzentas e cinquenta páginas, imortaliza este elefante chamado Salomão e o seu cornaca, um indiano conhecido pelo nome de Subhro (que quer dizer branco), num relato fascinante e profundamente irónico sobre alguns aspectos da condição humana.

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Esse facto exerceu logo em mim um profundo fascínio pelo livro. Isso, aliado a uma forma de escrever que me colocou de imediato nos locais da acção, fez-me despertar um desejo que já não sentia há algum tempo: o de fazer uma adaptação para banda desenhada.

Todavia, há duas coisas que tenho que confessar: “A Viagem do Elefante” não foi o primeiro livro de Saramago que me fascinou. O primeiro foi o “Ensaio Sobre a Cegueira”. Porém, cedo soube que o realizador Fernando Meirelles o estava a adaptar para o cinema e tirei daí a minha ideia. Quanto a este livro propriamente dito, foi-me apresentado pela minha mulher, que o leu num fôlego e me disse, de imediato, que este era um projecto que me poderia entusiasmar.

Tinha razão, pois li a obra em poucos dias e na minha mente começaram logo a fervilhar imagens, ao mesmo tempo que ia ficando cada vez mais maravilhado com as personagens que iam entrando e saindo, conferindo elas próprias notáveis retratos da condição humana.

viagem11A partir daí, decidi meter mãos à obra naquela que para mim também se tornou numa longa viagem. O livro, que será o mais longo que fiz até hoje, com cerca de 120 páginas, foi elaborado durante cerca de dois anos e meio, durante os quais contei com o apoio de vários amigos a quem agradeço no livro e que, de uma forma ou de outra, se tornaram parte integrante desta saga. No entanto, aqui quero deixar uma palavra especial a José Saramago, pois sem o seu inegável talento esta aventura nunca teria sido possível, e a Pilar del Rio pelo carinho que dedicou a este projecto, desde a primeira hora em que tomou contacto com ele. Mas melhor do que quaisquer palavras que eu possa dizer, ficam as primeiras imagens de um livro que irá ser colocado à venda durante o mês de Novembro, pela Porto Editora”.

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Apraz-nos também registar a entrevista com João Amaral publicada num prestigioso órgão de informação, o Diário de Notícias, de 12 de Novembro p.p. — prova de que esta adaptação do romance de José Saramago está (e vai continuar) a atrair a atenção dos media.

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A HISTÓRIA DE PORTUGAL EM BD – 9

Histórias da nossa história - Título

Folheando a colecção dos primeiros anos do Diabrete — uma revista que marcou o seu lugar na história da época de ouro da BD portuguesa, fazendo aguerrida (no bom sentido) concorrência aos seus rivais Histórias da nossa história - 1O Mosquito e O Papagaio — encontramos, a partir do n° 112, de 20 de Fevereiro de 1943, uma rubrica profusamente ilustrada que foi, sem dúvida, uma das primeiras a estender à imprensa infanto-juvenil o fervoroso culto do Estado Novo pelas grandes figuras da História Pátria.

Fernando Bento, que era, desde os primeiros números, um dos mais prolíficos e talentosos colaboradores artísticos do Diabrete, e Adolfo Simões Müller, seu director e mentor literário, cuja experiência era bem conhecida, encarregaram-se da tarefa com evidente entusiasmo, empolgados pelos ideais nacionalistas que viam na exaltação heróica dos feitos e das virtudes dos nossos remotos antepassados uma forma de doutrinar ideologicamente a juventude — tal como pretendia a escola da nova República.

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Na rubrica Histórias da Nossa História, apresentada com regularidade durante largas dezenas de números, em imagens vigorosas e prosa liricamente apologética — como era timbre de Adolfo Simões Muller, que começou a distinguir-se na literatura infantil com uma obra do género, a Historiazinha de Portugal, ilustrada por Fernando Bento e Emmérico Nunes —, perpassou também a evocação de guerreiros, poetas, navegadores, santos, mártires, cronistas, sábios, fidalgos, cavaleiros, reis apostados em expandir o território e defender a independência, e rainhas virtuosas que queriam espalhar a caridade.

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É claro que, na categoria grandes navegadores não podia faltar a evocação de Vasco da Gama, obreiro do sonho que empolgou a alma lusíada durante várias décadas, desde o Infante D. Henrique até D. Manuel I: a descoberta do caminho marítimo para a índia.

Outros heróis dos Descobrimentos fizeram também as honras da rubrica, com destaque naturalmente para o Infante de Sagres e para Pedro Álvares Cabral, que navegou em direcção ao Ocidente, aportando a uma terra desconhecida que, mais tarde, passaria a chamar-se Brasil. A figura do Adamastor surge também em grande plano, evocada pela primeira vez pelo traço vigoroso e expressionista de Fernando Bento.

Nos n°s 114, 133, 146 e 167 (1943-44) do Diabrete publicaram-se as páginas que a seguir reproduzimos, pela respectiva ordem, com o intuito de levar até aos nossos leitores alguns dos mais antigos exemplos da arte figurativa de um magnífico artista, que tantas histórias maravilhosas ofereceu à juventude, e acrescentar mais estes episódios à lista das versões ilustradas (especialmente aos quadradinhos) da gloriosa gesta dos Descobrimentos.

Histórias da nossa história - 2Histórias da nossa história 3Histórias da nossa história 4Histórias da nossa história 5

 

AMADORA BD 2014 – 5

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Como já noticiámos, o Troféu de Honra — o mais importante e antigo galardão do Festival Internacional da Amadora, atribuído a uma personalidade com especial relevo na BD portuguesa — distinguiu outro autor veterano, Carlos Baptista Mendes, cuja obra tem sido quase exclusivamente dedicada a temas da História de Portugal.

Batista Mendes silva porto159Quero aqui deixar uma nota de amizade, respeito e admiração pelo Carlos, que conheço há muitos anos, desde a nossa juventude passada em comum nas salas de aula e nos ginásios do Liceu Gil Vicente, em Lisboa, onde já ambos manifestávamos a nossa predilecção pelas histórias aos quadradinhos, ele desenhando, eu escre- vendo para os “jornais de parede” e outras publicações artesanais, feitas por processos rudimentares, como o copiógrafo (de que hoje já ninguém ouve falar).

Mais tarde, depois de muitas reviravoltas da vida, reencontrámo-nos na Agência Portu- guesa de Revistas (APR), onde eu me tornei coordenador do Mundo de Aventuras, a partir de Maio de 1974, e ele já figurava no quadro de desenhadores, incumbido de ilustrar alguns títulos das colecções de livros de bolso românticas e de cowboys que a APR, na altura, ainda publicava.

Claro que esse foi o pretexto e o estímulo (a par da nossa amizade de longa data) para que Baptista Mendes se juntasse ao projecto de renovação do Mundo de Aventuras, tornando-se, durante algum tempo, um dos seus mais proeminentes colaboradores, a quem se devem muitas ilustrações e HQ’s publicadas nesse período.

Batista Mendes lenda de gaia160Foi com ele que fiz “A Lenda de Gaia”, a minha primeira história de BD, apresentada no MA nº 143, de 24 de Junho de 1976, com honras de capa (e reeditada, anos depois, no Jornal do Exército e nos Cadernos Sobreda BD).

Em 1983, o seu talento artístico ressurgiu na colecção Antologia da BD Portuguesa, da Editorial Futura, com o álbum intitulado “Por Mares Nunca Dantes Navegados”, onde foram compilados alguns episódios curtos sobre a epopeia dos Descobrimentos, ilustrando a sua aptidão para os temas históricos e biográficos, género que, como já referimos, cultivou longamente, desde o início da sua carreira, nas páginas de várias revistas e suplementos juvenis: Camarada, Falcão, Cavaleiro Andante, Pardal, Pim-Pam-Pum, Mundo de Aventuras, e sobretudo no Jornal do Exército e na Revista da Armada.

Infante D. Henrique (B. Mendes)Nos anos seguintes, para as editoras Asa e Âncora, realizou outros álbuns de BD, com trabalhos inéditos, continuando a exercer na vida privada as funções de chefe do gabinete de desenho de uma importante empresa industrial.

A sua obra mais recente, dedicada ao tema “Portugueses na Grande Guerra (1914-1918)”, surgiu nos escaparates em finais de Outubro, com o selo da Arcádia, editora que parece novamente apostada em afirmar-se no mercado, competindo directamente com a Asa. Foi este trabalho, com vários episódios respigados do Jornal do Exército e algum material inédito, que o Amadora BD escolheu para expor este ano na Galeria dos Paços do Concelho (ou Galeria Municipal Artur Bual), homenageando também Carlos Baptista Mendes com a atribuição do Troféu de Honra, prémio de mérito pelos seus 55 anos de carreira.

Batista Mendes grande guerra161Posso afirmar categoricamente que o trabalho do Carlos sempre se pautou pelo rigor e pelo brio profissional. Nunca cedeu à facilidade, abordando com ligeireza os temas que pretendia ilustrar; pelo contrario, antes de “passar à acção” documentava-se exaustivamente, com o intuito de ser minucioso no desenho e na explanação dos factos históricos, mesmo em episódios curtos, geral- mente de duas páginas (em que também adaptou textos e traçou biografias de vários escritores portugueses, a merecer igualmente uma recolha em álbum).

No tocante aos prazos, por vezes forçosamente curtos, era o campeão da pontualidade. Gabava-se, aliás, da sua rapidez de execução, pois num fim de semana era capaz de realizar 6 a 12 ilustrações para os livrinhos de bolso da APR. E sem esforço, nem perda de qualidade!

IMG_2056Para ti, velho camarada, um abraço muito afectuoso deste companheiro nalgumas encruzilhadas da BD e da vida. Em recordação dos bons velhos tempos!…

Nota: as fotos que ilustram este post são da autoria de Dâmaso Afonso. Seguidamente, apresentamos uma breve reportagem da exposição de Baptista Mendes na Galeria Municipal Artur Bual, inaugurada em 24 de Outubro, com a presença de Nelson Dona, director do Festival, António Moreira, vereador da Cultura na Câmara Municipal da Amadora, e de vários autores de BD, colegas do homenageado.

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PARADA DA PARÓDIA – 9

TEMPOS MODERNOS

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Um amigo enviou-nos recentemente uma série de pitorescos cartoons, muito curiosos e oportunos, sobre a forma como encaramos os progressos e as mudanças que a tecnologia trouxe às nossas vidas. Em particular na relação com alguns aparelhos que invadiram o nosso quotidiano, abrindo-nos as janelas do mundo, desvendando-nos o futuro, e de cuja funcionalidade depende agora o nosso bem-estar, pois passámos a estar ligados permanentemente a uma vasta comunidade global, através das chamadas redes sociais (que consistem, por vezes, em verdadeiras tribos).

Quer as apreciemos quer não, é difícil resistir ao seu apelo, para não nos sentirmos uma espécie de apátridas numa sociedade em que o colectivo (agora com rostos e com nomes) se sobrepõe cada vez mais ao individual.

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O futuro tornou-se tão diferente daquilo que nós, os mais velhos, imaginávamos há vinte ou trinta anos que, às vezes, até temos dificuldade em lembrar-nos do passado!

Aqui ficam, pois, com a devida vénia aos seus anónimos autores, alguns desses imaginativos cartoons sobre os tempos modernos, que circulam livremente na Internet.

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AMADORA BD 2014 – 4

Título Fotos: Dâmaso Afonso

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Como já tivemos ocasião de informar, em sessão que decorreu no passado sábado, 1 de Novembro, no espaçoso salão dos Recreios da Amadora, perante numerosa assistência, realizou-se a cerimónia de entrega dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2014, em que actuou também o mestre guitarrista António Chainho, acompanhado por Tiago de Oliveira (na viola) e Ciro Bertini (no baixo), e pela fadista Filipa Pais.

A reportagem que se segue foi-nos gentilmente enviada por Dâmaso Afonso, a quem agradecemos, uma vez mais, toda a valiosa colaboração que nos tem prestado. De notar que no ecrã, por detrás das presenças no palco, é visível quase sempre a designação dos prémios e o nome dos vencedores.

A entrega dos prémios patente nas fotos que apresentamos, esteve a cargo de: Osvaldo de Sousa, comissário da exposição Amadora Cartoon, aos caricaturistas António (Portugal), Xaquin Marin (Espanha) e Yuiriy Pogorelov (Ucrânia), e a Álvaro e José Pinto Carneiro (Melhor Álbum de Tiras Humorísticas); Nelson Dona, director do Festival, a Pedro Massano (Melhor Desenho de Álbum Português); Carla Tavares, presidente da CMA, a Carlos Baptista Mendes (Troféu de Honra), cuja apresentação foi feita por José Ruy e José Garcês, colegas de longa data do homenageado; António Moreira, vereador da Cultura da CMA, a jovens premiados nos Concursos Nacionais de BD e Cartoon, e a André Oliveira (Melhor Argumento de Álbum Português). 

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AMADORA BD 2014 – 3

Vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada

A Batalha 14 Agosto 1385

Em sessão que decorreu no passado sábado, 1 de Novembro, no espaçoso salão dos Recreios da Amadora, foram divulgados os vencedores dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada 2014. O de maior relevo, até pela sua longevidade — o Troféu de Honra —, coube este ano a Carlos Baptista Mendes, desenhador com mais de 50 anos de carreira, que acaba de publicar o álbum Portugueses na Grande Guerra (Arcádia), cujas pranchas estão em exposição na Galeria dos Paços do Concelho.

Registamos também que a editora que mais se distinguiu, arrecadando três prémios, foi a Kingpin Books. Nas editoras tradicionais, é de assinalar a presença da Bertrand e da Gradiva entre os vencedores, com duas obras maiores (um clássico e um futuro clássico). O melhor álbum de autores portugueses é uma obra colectiva, caso pouco comum neste tipo de certames — e que deixa uma pergunta no ar: qual desses autores se encarregará de realizar a ilustração para o cartaz do próximo Festival da Amadora? Ou teremos, pela primeira vez, um cartaz produzido não por um, mas por vários autores?

Melhor Álbum Português:

Zona de Desconforto, de Amanda Baeza, André Coelho, Cristina Casnellie, Daniel Lopes, David Campos, Francisco Sousa Lobo, José Smith Vargas, Júlia Tovar, Ondina Pires e Tiago Baptista (Chili com Carne)

Melhor Argumento para Álbum Português:

André Oliveira, Hawk (Kingpin Books)

Melhor Desenho para Álbum Português:

Pedro Massano, A Batalha 14 de Agosto de 1385 (Gradiva)

Zona de desconforto+Safe Place

Melhor Álbum de Autor Português em Língua Estrangeira:

Safe Place, de André Pereira e Paula Almeida (Kingpin Books)

Melhor Álbum de Autor Estrangeiro:

As Serpentes de Água, de Tony Sandoval (Kingpin Books)

Melhor Álbum de Tiras Humorísticas:

No Presépio, de Álvaro e José Pinto Carneiro (Insónia/Álvaro Santos)

Melhor Ilustração de Livro Infantil:

Vera Tavares, Lôá Perdida no Paraíso (Tinta da China)

Hawk+ No presépioSerpentes de água+Maus

Clássicos da 9ª Arte:

Maus, de Art Spiegelman (Bertrand Editora)

Melhor Fanzine:

Espaço Marginal, de Marco Silva (Instituto Politécnico de Beja)

Espaço Marginal

O júri dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada foi constituído por Nelson Dona, director do Amadora BD (e em representação da Presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares), Joana Afonso, autora de BD, Luís Salvado, jornalista e especialista bedéfilo (e comissário da exposição central), António Dâmaso Afonso, colecionador de BD, e Sara Figueiredo Costa, comissária da exposição central.

Até dia 9 de Novembro, os álbuns vencedores estão expostos no Amadora BD, no Fórum Luís de Camões, área dedicada ao Ano Editorial Português (piso inferior), e a exposição de homenagem a Carlos Baptista Mendes, “Portugueses na Grande Guerra”, pode ser vista na Galeria dos Paços do Concelho, na Câmara Municipal da Amadora.

 

BATMAN – DE GOTHAM CITY PARA VISEU

Batman 75 anos (Gicav)

Já elegemos há tempos, numa votação espontânea, aquele que nos parecia ser, com todas as probabilidades, o melhor cartaz do ano, realizado por Rui Ricardo para a Central Comics Fest, que teve lugar em 12 de Julho no Hard-Club do Porto.

Pois aqui têm, na nossa opinião, outro sério candidato a essa escolha, curiosamente com uma imagem alternativa (e num cenário gótico mais inquietante) do mesmo super-herói que serviu de tema ao cartaz da Central Comics.

Mas, enquanto que a mulher-morcego foi a “convidada” desse evento, em Viseu, por iniciativa do GICAV, celebra-se o aniversário do seu homólogo Bruce Wayne, com as honras devidas a quem já viveu uma interminável série de aventuras, durante 75 anos de luta contra o crime, sem perder o carisma nem os especiais dotes físicos e psíquicos que são apanágio da sua controversa e misteriosa personalidade.

Parabéns, Batman!

Batman 75 years