A QUINZENA CÓMICA – 47

Aqui fica mais uma página humorística do Cara Alegre, extraída do nº 132, de 1/7/1956, desta feita com uma curiosa sequência de tiras, cujo autor desconhecemos. A analogia com o célebre personagem das Mil e Uma Noites está bem apanhada, revelando a imaginação de um cartoonist que também se destaca como um bom autor de BD.

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A QUINZENA CÓMICA – 46

A POLIGLOTA

Ora aqui está uma capa do saudoso Cara Alegre, ilustrada por José Viana, que mostra bem como as mulheres, nos anos 1950, sabiam livrar-se de um admirador… e, neste caso, sem “papas na língua”, isto é, em cinco línguas diferentes!

Hoje, o assédio sexual é um dos temas mais debatidos pela sociedade e poucos são os homens que se atreveriam a seguir o exemplo deste professor de línguas… porque as ligas feministas que por aí campeiam logo lhe cairiam em cima!

A QUINZENA CÓMICA – 45

Mais um cartoon de José Vilhena cheio de malícia, em que a televisão — esse revolucionário invento que chegou a Portugal nos anos 1950 — serve, mais uma vez, de mote ao humor brejeiro de um artista que cedo se impôs pelo seu corrosivo ataque às convenções. Infelizmente, José Vilhena começou a colaborar no Cara Alegre demasiado tarde, já perto do fim da sua 1ª série.

A QUINZENA CÓMICA – 43

PIROPOS (2)

… ou no tempo em que as mulheres não se preocupavam com o chamado hoje em dia “assédio sexual” — termo nebuloso que, muitas vezes, confunde a obscenidade com a malícia e as atitudes grosseiras com os vulgares “piropos”.

Já em grande forma nos primeiros anos da sua carreira, José Manuel Soares continuava a espraiar a refinada elegância da sua arte (e das suas “garotas”) pelas páginas do Cara Alegre, como temos mostrado nesta rubrica, fazendo honrosa parceria com José Vilhena, José Viana e outros humoristas portugueses dessa época.

A QUINZENA CÓMICA – 42

Como não foram só as capas a contribuir para o retumbante êxito do Cara Alegre na década de 1950 (em que foi lançada a sua 1ª série), apresentamos hoje mais uma página do seu bem recheado sumário, extraída do nº 88, de 1/9/1954, com uma ilustração cujo estilo lembra o do notável cartoonist norte-americano Don Flowers (1908-1968) — que, aliás, também marcou presença no Cara Alegre. Quanto ao “conteúdo” da saborosa anedota, quantos homens não gostariam de estar no lugar deste noivo?

A QUINZENA CÓMICA – 41

Anedotas publicadas no Cara Alegre nº 88, de 1/9/1954, celebrando, ontem como hoje, a festa do futebol… que nesse tempo, sem comentadores de televisão, transferências milionárias e guerras entre claques ou dirigentes de clubes (alguns, ainda por cima, na mira da justiça), talvez parecesse mais genuína.

Mas as paixões clubistas que se traduziam numa rivalidade acesa entre os adeptos do desporto rei, essas não eram muito diferentes do que se vê hoje nos estádios quando os jogos não correm de feição ou quando os árbitros não assinalam as faltas do adversário. Porque a culpa é sempre deles! FORA O ÁRBITRO!!! 

A QUINZENA CÓMICA – 40

Nesta série de capas do “Cara Alegre”, que já vai longa, há sempre lugar para mais um excelente trabalho de José Manuel Soares, com a elegância de forma e a harmonia cromática que caracterizam a obra de um dos melhores colaboradores da revista humorística mais célebre de Portugal. Pintor de renome, mestre da aguarela, José Manuel Soares distinguiu-se também no género realista, em quadros históricos que enriquecem museus e aventuras aos quadradinhos de suave beleza que encantaram as leitoras e os leitores de revistas juvenis como a “Fagulha” e o “Cavaleiro Andante”.

A QUINZENA CÓMICA – 39

Se a barafunda já era assim, em 1952, nos transportes públicos de Lisboa (como parodia José Viana nesta capa do Cara Alegre), imagine-se como será agora, com tantos turistas no Verão a enxamear a capital portuguesa, desde que esta ficou na “moda”. O que vale é que muitos deles preferem andar a pé… E por onde andam hoje os nossos humoristas (os émulos de Viana, Stuart, Vilhena)… que só se interessam pela política e até se esquecem dos turistas? Rima e é verdade!

SÃO JOÃO… SÃO JOÃO… SÃO JOÃO…

Mesmo depois de grandes  tragédias, a fé e a esperança não morrem… nem as mais alegres tradições profundamente arreigadas no coração do povo.

Que os festejos da noite de São João — evocados no Cara Alegre, em 1955, pelos pitorescos versos e o gracioso traço de José Manuel Soares — ajudem a minorar, pelo menos na nossa lembrança, a dor, o sofrimento e a tragédia que marcaram indelevelmente o mês de Junho de 2017.