CALENDÁRIOS ILUSTRADOS- 8

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Embora referente ao mês de Janeiro, esta é a última folha do calendário de 1957, editado pela Empresa Fabril do Norte, a aparecer neste blogue. E por uma razão simples… foi também a última que nos chegou às mãos. Por publicar, ficaram as folhas de Junho, Julho, Agosto, Setembro e Dezembro, que — dada a raridade deste tipo de calendários, já tão antigos, em que avultam as magníficas ilustrações de Mário Costa (1902-1975) —, dificilmente conseguiremos juntar à nossa colecção.

Mas temos outras (da mesma década) para apresentar nesta galeria, não só como preito de homenagem aos artistas que souberam embelezá-las com o seu grafismo e as suas cores (especialmente Mário Costa), mas também à empresa que teve a oportuna ideia de as editar, prestando assim um valioso serviço à cultura do seu país, numa feliz aliança, como já sublinhámos, entre a criação artística e a propaganda comercial.

As imagens, autênticos quadros, reproduzidas nessas grandes folhas de calendário, retra- tam sempre temas genuinamente portugueses, desde cenas históricas (como no de 1957) a monumentos, danças, costumes, trajes, coches… e até peças de teatro. Em Fevereiro, contamos iniciar uma nova série, com outro calendário da Empresa Fabril do Norte (ano de 1954), dedicado aos mais famosos (e mais belos) castelos portugueses.

No presente quadro, figura também o castelo de Lisboa, a que D. Afonso Henriques, primeiro rei de Portugal, pôs cerco com as suas hostes, engrossadas por grande número de mercenários estrangeiros, no ano da graça de 1147.

EXPOSIÇÃO “100 ANOS DO CROMO EM PORTUGAL”

Colóquio inaugural da exposição “100 Anos do Cromo em Portugal”, no dia 1 de Fevereiro de 2017, às 17h45. Apresentação de Carlos Gonçalves, do Clube Português de Banda Desenhada, e intervenção de João Manuel Mimoso, historiando a origem e a evolução das colecções de cromos dos rebuçados e caramelos em Portugal e de alguns dos seus fabricantes, desde a década de 1920 até à de 1960.

Um colóquio posterior, a realizar em 2 de Março, abordará os “cromos-surpresa” lançados pela Agência Portuguesa de Revistas, em 1952, e prestará homenagem ao grande artista e ilustrador, recentemente falecido, Carlos Alberto Santos.

A exposição será inaugurada às 19h00, após o encerramento do colóquio, e ficará patente ao público até ao dia 29 de Abril de 2017.

O REGRESSO DE ASTÉRIX E OBÉLIX

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Notícia publicada no jornal Público (edição de 20/1/2017), de onde a reproduzimos, com a devida vénia. Nesta nova aventura, como foi revelado na conferência de imprensa realizada nesse mesmo dia, em Paris, Astérix e Obélix fazem nova digressão fora da Gália, visitando monumentos históricos e, sobretudo, apreciando a gastronomia local. O novo álbum (37º da série), cujo título ainda se desconhece, tem a assinatura da mesma talentosa dupla de autores que realizou os dois volumes anteriores: Jean-Yves Ferri e Didier Conrad, cujo trabalho mereceu unânimes elogios tanto do público como da crítica, confirmando a escolha acertada de Albert Uderzo.

Mas a nova aventura de Astérix e Obélix não será o único acontecimento deste ano em que se comemoram o 90º aniversário do nascimento de Uderzo e o 40º da morte de René Goscinny, os míticos criadores dos dois heróis gauleses. Já no 1º semestre sairá uma nova edição de Astérix entre os Belgas, o último álbum assinado por ambos. E em Bruxelas uma grande exposição no Centro Belga da Banda Desenhada, a decorrer entre 16 de Maio e 3 de Setembro, homenageará a genial dupla que inventou na revista Pilote um dos maiores sucessos editoriais em língua francesa.

LUIZ BEIRA – UMA GRANDE HOMENAGEM EM VISEU

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Com a devida vénia, reproduzimos na íntegra o post seguinte, publicado no blogue BDBD (com um belo texto de Carlos Rico), sobre a homenagem que será prestada a Luiz Beira, no próximo sábado, dia 28 de Janeiro, tendo como cenário a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva, em Viseu, a que está acoplada a Bedeteca que tem o seu nome.

Ao homenageado, nosso amigo de longa data e companheiro de muitas jornadas bedéfilas, enviamos sinceros parabéns, desejando-lhe a continuação de uma carreira recheada dos maiores êxitos e em que a paixão pelas Artes (com destaque para o Teatro, a Poesia, o Cinema e a BD) seja sempre a Musa que ilumina e inspira o seu talento.

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No próximo dia 28 de Janeiro, sábado, pelas 16:00 horas, a Câmara Municipal de Viseu (CMV) e o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) promoverão uma justíssima homenagem a Luiz Beira — meu ilustre amigo e colega de blogue —, integrada nas comemorações do 15.º aniversário da Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva.

Estas comemorações visam homenagear algumas das figuras que mais se notabilizaram neste período de vida da Biblioteca e o nome de Luiz Beira — o primeiro de um conjunto de doze — vem a propósito uma vez que, como é sabido, doou a Viseu grande parte do seu acervo de Banda Desenhada, com a finalidade de aí ser fundada uma Bedeteca, o que viria oficialmente a acontecer em 31 de Maio de 2002.

Na Bedeteca Luiz Beira (que está acoplada à Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva) podem ser consultados milhares de documentos como sejam álbuns, revistas e fanzines de banda desenhada (alguns dos quais de incontestável raridade e valor histórico), bem como livros de Teatro, Poesia e outros temas.

Mas Luiz Beira está intimamente ligado à cidade de Viriato, não só através da Bedeteca como do próprio salão de Banda Desenhada, cuja génese em muito se deve às digressões que, inicialmente, as exposições das Jornadas BD da Sobreda (também elas uma criação de Luiz Beira) faziam a Viseu. E não poderíamos, obviamente, esquecer a longa e assídua colaboração com a revista “Anim’Arte” (que ainda mantém) ou a publicação de todas as peças de Teatro que o Gicav lhe editou, em seis volumes, há alguns anos.

É, pois, por tudo isto e com inteira justiça que a CMV e o Gicav se preparam para homenagear este amante das Artes, inaugurando uma exposição que permanecerá patente ao público até dia 22 de Abril. Quem puder deslocar-se a Viseu, no dia 28, e assistir à homenagem pública, será muito bem-vindo, pois o Luiz merece, nesse dia tão especial para ele, estar verdadeiramente entre amigos (e são muitos os que a Banda Desenhada, o Teatro, o Cinema e a Televisão lhe têm trazido ao longo dos anos…). Fica o convite feito.

Eu, por mim, lá estarei para lhe dar um fraternal abraço, participar na festa e fazer a merecida reportagem para publicar, dentro de dias, no nosso blogue.    CR

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O GATO ALFARRABISTA FAZ HOJE ANOS

DIÁLOGO ENTRE O PAI NATAL E O SEU FIEL AJUDANTE

— Olha lá, onde é que puseste a prenda para o Magalhães?

— Prenda?! Qual prenda?!… Chefe, não sei se se lembra, mas o Natal já passou…

— Idiota! Quantas vezes já te disse que o Gato Alfarrabista faz anos em Janeiro? Hoje é o dia do seu 4º aniversário!

— Não me lembrei, chefe… desculpe…

— Ora canta lá comigo: Como o Natal é recente e continua a nevar, toma lá outro presente e não pares de “miar”!

Mete bem isto na cabeça, ouviste? É para o Gato Alfarrabista… E agora despacha-te e vai entregar a prenda da minha parte, porque esse pessoal merece!

Nota: ilustração de Sergei, extraída, com a devida vénia, do mini-álbum “Crise?! Qual Crise?! Um Pequeno Conto de Natal” (edição Grafe Publicidade, Dezembro 2008).

A QUINZENA CÓMICA – 30

FOLGUEDOS DE ANO NOVO

Com esta capa, o folgazão Cara Alegre, sempre em boa companhia (aqui retratado por José Viana, a partir da risonha efígie criada por Stuart Carvalhais no 1º número da revista), festejou a sua entrada no ano de 1954. Mais quatro se sucederam, até ao final desta 1ª série, recheada de excelentes humoristas portugueses.

ALMOÇO-CONVÍVIO DOS 81 ANOS D’O MOSQUITO

Organizado como habitualmente, nos últimos anos, por Leonardo De Sá, realiza-se no próximo sábado, dia 14 de Janeiro, num restaurante lisboeta, o já tradicional almoço- -convívio comemorativo do aniversário da mítica revista O Mosquito, cujos leitores e admiradores continuam a ser numerosos e unidos pelo mesmo espírito de fraterna camaradagem que levou à formação da primeira tertúlia de “mosquiteiros”, em Janeiro de 1986 (como noticiou, com destaque, a imprensa da época), não perdendo, por isso, a ocasião de festejar este aniversário simbólico de uma revista cuja 1ª série se extinguiu há mais de seis décadas.
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Notícia publicada no vespertino Diário Popular, em 15/1/1986.

Por feliz coincidência, este almoço decorrerá, como há 31 anos, no mesmo dia que assinala a data oficial de nascimento d’O Mosquito: 14 de Janeiro de 1936.