NO NOSSO 5º ANIVERSÁRIO

Pois é, caros amigos: crescemos tanto em cinco anos que, ultimamente, já nem cabemos neste blogue. Isto é, o espaço torna-se cada vez mais curto… obrigando-nos a optar por soluções que certamente serão também do vosso agrado.

Uma delas é a criação, que já há tempos foi prevista, de um novo blogue que se chamará O Gato Alfarrabista Júnior e cuja estreia tem sido atrasada por problemas informáticos que ainda não conseguimos totalmente resolver. Mas esperamos (e desejamos) que não demore muito…

Tranquilizem-se todos os leitores e amigos que nos acompanham há cinco anos (completados hoje), porque o nascimento de um “irmão mais novo” d’O Gato Alfarrabista não significa que este blogue irá desaparecer.

A ideia foi, única e simplesmente, arranjar espaço, visto que algumas das nossas rubricas e categorias mais antigas passarão para O Gato Alfarrabista Júnior, cujo programa incluirá também outros temas, colateralmente relacionados com a BD, como separatas, construções de armar e colecções de cromos.

Entretanto, nós, como “primogénitos” que nos orgulhamos de uma carreira bem sucedida, com mais de 160.000 visualizações — um aumento de 200%,  em dois anos —,  prosseguiremos paulatinamente o nosso caminho. E, com menos problemas de espaço, poderemos até renovar-nos, continuando fiéis aos nossos princípios fundadores, como blogue de banda desenhada, sem nos dispersarmos demasiado.

Estejam, pois, atentos ao Gato Alfarrabista Júnior, que um dia destes fará a sua aparição, com a promessa de seguir as pisadas e os alvitres do “mano” mais velho.

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“O MOSQUITO” FAZ HOJE ANOS!

Em comemoração do aniversário da 1ª série d’O Mosquito, que hoje se celebra — 82 anos! —, vai realizar-se no próximo sábado, dia 20 de Janeiro, o tradicional encontro dos “mosquiteiros”, no mesmo restaurante, em Lisboa, onde teve lugar o ano passado, com a presença de quase seis dezenas de pessoas.

Quanto a nós, neste dia festivo, 14 de Janeiro de 2018, erguemos a nossa taça e brindamos ao imorredoiro O Mosquito, que continua a povoar a memória nostálgica de muitos dos seus antigos leitores — também já na casa dos setentas e dos oitentas! —, envolvendo-os ainda com o suave perfume da infância e com o sonho de milhares de aventuras vividas num mundo de fantasia!

A VIDA DE CHE EM BD – UMA OBRA MÍTICA FINALMENTE EDITADA EM PORTUGAL

Chega dentro de dias às bancas, numa edição Público/Levoir, a biografia do ícone da Revolução Cubana, escrita por Héctor Germán Oesterheld e ilustrada por Alberto e Enrique Breccia, expoentes máximos da BD argentina e mundial. Lançada com grande êxito logo após o assassinato de Che Guevara, a sua difusão foi proibida, sendo mesmo ordenada a destruição das pranchas originais pela ditadura militar argentina. O misterioso desaparecimento do próprio Oesterheld e as lendas em torno da primeira reedição da obra em Espanha elevaram-na a um estatuto mítico.

Mais do que uma obra polémica, A Vida de Che é uma obra-prima da banda desenhada — sob a forma de novela gráfica, quando este termo e o seu conceito ainda não existiam —, pela primeira vez em versão portuguesa, recordando o 50º aniversário da morte de um dos mais célebres guerrilheiros do século XX.

CELEBRANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO DO “MUNDO DE AVENTURAS” (DESAPARECIDO HÁ 30 ANOS)

Nascido em 18/8/1949, o Mundo de Aventuras — um dos títulos mais emblemáticos da nossa imprensa juvenil — teve publicação ininterrupta durante cerca de 38 anos, até 15/1/1987. Um autêntico recorde de longevidade que nenhuma outra revista periódica de banda desenhada logrou sequer almejar, pois todas ficaram a grande distância dessa meta, mesmo as que no seu tempo foram tão populares como o Mundo de Aventuras.

Essa longa vida, abruptamente interrompida pela crise da Agência Portuguesa de Revistas, que acabou também pouco tempo depois, foi assinalada, como é óbvio, por várias fases de maior e menor êxito, em que o MA mudou não só de periodicidade, de formato e de aspecto gráfico, como de sede, de oficinas, de director e de colaboradores.

Transcrevemos, a propósito, um trecho da bela “dedicatória” intitulada “Em cada quinta- -feira um novo mundo”, que o nosso querido amigo Professor António Martinó colocou, há três anos, no seu magnífico blogue Largo dos Correios, onde reluz o dom da palavra e da escrita de um mestre conceituado:

“(…) Confrontando-se durante uma parte da sua longa vida com uma concorrência de peso, a revista conseguiu subsistir e atravessar diversas fases editoriais e modelos/formatos distintos. Mudando mesmo a sua filosofia, das histórias de continuação para as histórias completas, prenunciou o fim irreversível dessa saudosa fase onde aguardávamos com impaciência cada 5ª feira que nos fornecia o episódio seguinte de aventuras movimentadas, aptas a preencher um pouco da nossa própria vida. Sobrevivemos sem “play- -stations” e sem telemóveis, sem brinquedos sofisticados, até mesmo, imagine-se, sem televisão e, obviamente, desprovidos de acesso à internet… Sobrevivemos, sem traumas nem stresses, e isso deve-se em boa parte aos diabretes, aos mosquitos, aos mundos de aventuras e quejandos…”

A última série, iniciada em 4/10/1973, sob a direcção de Vitoriano Rosa, que sucedeu a José de Oliveira Cosme, falecido pouco tempo antes, teve também vários formatos e periodicidades, além de uma controversa interrupção cronológica, como se de uma nova revista se tratasse, com a numeração a voltar ao ponto de partida, após 1252 semanas de presença contínua nas bancas. O segundo director dessa série foi António Verde, que se manteve no cargo até ao último número (589), sempre coadjuvado pelo chefe de redacção (coordenador) Jorge Magalhães.

Mas o nascimento do Mundo de Aventuras está ligado a um facto pitoresco que poucos bedéfilos conhecem… a história de dois “mundos”, como a baptizou Orlando Marques (consagrado novelista e colaborador de longa data do MA), que foi um dos seus principais protagonistas.

A título de curiosidade, reproduzimos seguidamente um artigo publicado no nº 559 (15/9/1985), em que, pelo punho de Orlando Marques, se relata esse pitoresco episódio, cujo desfecho quase ia arruinando a sua carreira literária.

CORTO MALTESE – 50 ANOS DEPOIS

Este notável texto de Francisco Louçã, dedicado a Corto Maltese, demonstra que a BD já chegou a todos os quadrantes, mesmo aos mais improváveis. Como gostaríamos que o exemplo de Francisco Louçã, manifesto conhecedor e apreciador da 9ª Arte, fosse seguido por outros políticos… Só lhes faria bem!

O GATO ALFARRABISTA FAZ HOJE ANOS

DIÁLOGO ENTRE O PAI NATAL E O SEU FIEL AJUDANTE

— Olha lá, onde é que puseste a prenda para o Magalhães?

— Prenda?! Qual prenda?!… Chefe, não sei se se lembra, mas o Natal já passou…

— Idiota! Quantas vezes já te disse que o Gato Alfarrabista faz anos em Janeiro? Hoje é o dia do seu 4º aniversário!

— Não me lembrei, chefe… desculpe…

— Ora canta lá comigo: Como o Natal é recente e continua a nevar, toma lá outro presente e não pares de “miar”!

Mete bem isto na cabeça, ouviste? É para o Gato Alfarrabista… E agora despacha-te e vai entregar a prenda da minha parte, porque esse pessoal merece!

Nota: ilustração de Sergei, extraída, com a devida vénia, do mini-álbum “Crise?! Qual Crise?! Um Pequeno Conto de Natal” (edição Grafe Publicidade, Dezembro 2008).

ALMOÇO-CONVÍVIO DOS 81 ANOS D’O MOSQUITO

Organizado como habitualmente, nos últimos anos, por Leonardo De Sá, realiza-se no próximo sábado, dia 14 de Janeiro, num restaurante lisboeta, o já tradicional almoço- -convívio comemorativo do aniversário da mítica revista O Mosquito, cujos leitores e admiradores continuam a ser numerosos e unidos pelo mesmo espírito de fraterna camaradagem que levou à formação da primeira tertúlia de “mosquiteiros”, em Janeiro de 1986 (como noticiou, com destaque, a imprensa da época), não perdendo, por isso, a ocasião de festejar este aniversário simbólico de uma revista cuja 1ª série se extinguiu há mais de seis décadas.
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Notícia publicada no vespertino Diário Popular, em 15/1/1986.

Por feliz coincidência, este almoço decorrerá, como há 31 anos, no mesmo dia que assinala a data oficial de nascimento d’O Mosquito: 14 de Janeiro de 1936.