EXPOSIÇÃO DE HOMENAGEM A JOSÉ GARCÊS NA BEDETECA DA AMADORA

Decano da BD portuguesa, JOSÉ GARCÊS será alvo, no próximo dia 8 de Setembro, às 16h00, de merecida homenagem pelos seus 90 anos de idade e mais de 70 de carreira, numa louvável iniciativa da Bedeteca da Amadora e do Clube Português de Banda Desenhada. Parabéns, MESTRE GARCÊS!

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ALMOÇO ANUAL DO CPBD – 42º ANIVERSÁRIO

No dia 28 do corrente mês, o Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) completa 42 anos de existência. Como de costume, essa data será comemorada com um almoço de convívio no dia 30 (sábado), às 13H00. Desta vez, não será no restaurante “Chafariz das Gravatas”, que não tem espaço disponível, e sim no restaurante “Novo Manjar”, sito na mesma rua, mas um pouco mais próximo da Venda Nova (junta-se a morada, em anexo). Haverá as costumadas entradas de melão, presunto, camarão e queijos, vinho e cerveja, além da sobremesa e do café. O menu será de Bacalhau à Minhota ou Lombo Assado com Farinheira e Bacon, à escolha dos convivas. O preço é de € 25.00 por pessoa.

O CPBD solicita que até ao próximo dia 28 (quinta-feira) os sócios interessados informem para este e-mail: davisgoncalves@sapo.pt da sua presença; e também, se possível, qual o prato escolhido, para que o restaurante tenha uma ideia do número de pessoas presentes. O encontro poderá ter lugar, às 12H30, na Sede do CPBD, para quem não conheça o local do restaurante (que possui, em frente, um parque privativo).

Nota: sobre a celebração do aniversário do CPBD, ver também a memória publicada no blogue ogatoalfarrabistajunior.wordpress.com.

NO NOSSO 5º ANIVERSÁRIO

Pois é, caros amigos: crescemos tanto em cinco anos que, ultimamente, já nem cabemos neste blogue. Isto é, o espaço torna-se cada vez mais curto… obrigando-nos a optar por soluções que certamente serão também do vosso agrado.

Uma delas é a criação, que já há tempos foi prevista, de um novo blogue que se chamará O Gato Alfarrabista Júnior e cuja estreia tem sido atrasada por problemas informáticos que ainda não conseguimos totalmente resolver. Mas esperamos (e desejamos) que não demore muito…

Tranquilizem-se todos os leitores e amigos que nos acompanham há cinco anos (completados hoje), porque o nascimento de um “irmão mais novo” d’O Gato Alfarrabista não significa que este blogue irá desaparecer.

A ideia foi, única e simplesmente, arranjar espaço, visto que algumas das nossas rubricas e categorias mais antigas passarão para O Gato Alfarrabista Júnior, cujo programa incluirá também outros temas, colateralmente relacionados com a BD, como separatas, construções de armar e colecções de cromos.

Entretanto, nós, como “primogénitos” que nos orgulhamos de uma carreira bem sucedida, com mais de 160.000 visualizações — um aumento de 200%,  em dois anos —,  prosseguiremos paulatinamente o nosso caminho. E, com menos problemas de espaço, poderemos até renovar-nos, continuando fiéis aos nossos princípios fundadores, como blogue de banda desenhada, sem nos dispersarmos demasiado.

Estejam, pois, atentos ao Gato Alfarrabista Júnior, que um dia destes fará a sua aparição, com a promessa de seguir as pisadas e os alvitres do “mano” mais velho.

“O MOSQUITO” FAZ HOJE ANOS!

Em comemoração do aniversário da 1ª série d’O Mosquito, que hoje se celebra — 82 anos! —, vai realizar-se no próximo sábado, dia 20 de Janeiro, o tradicional encontro dos “mosquiteiros”, no mesmo restaurante, em Lisboa, onde teve lugar o ano passado, com a presença de quase seis dezenas de pessoas.

Quanto a nós, neste dia festivo, 14 de Janeiro de 2018, erguemos a nossa taça e brindamos ao imorredoiro O Mosquito, que continua a povoar a memória nostálgica de muitos dos seus antigos leitores — também já na casa dos setentas e dos oitentas! —, envolvendo-os ainda com o suave perfume da infância e com o sonho de milhares de aventuras vividas num mundo de fantasia!

A VIDA DE CHE EM BD – UMA OBRA MÍTICA FINALMENTE EDITADA EM PORTUGAL

Chega dentro de dias às bancas, numa edição Público/Levoir, a biografia do ícone da Revolução Cubana, escrita por Héctor Germán Oesterheld e ilustrada por Alberto e Enrique Breccia, expoentes máximos da BD argentina e mundial. Lançada com grande êxito logo após o assassinato de Che Guevara, a sua difusão foi proibida, sendo mesmo ordenada a destruição das pranchas originais pela ditadura militar argentina. O misterioso desaparecimento do próprio Oesterheld e as lendas em torno da primeira reedição da obra em Espanha elevaram-na a um estatuto mítico.

Mais do que uma obra polémica, A Vida de Che é uma obra-prima da banda desenhada — sob a forma de novela gráfica, quando este termo e o seu conceito ainda não existiam —, pela primeira vez em versão portuguesa, recordando o 50º aniversário da morte de um dos mais célebres guerrilheiros do século XX.

CELEBRANDO MAIS UM ANIVERSÁRIO DO “MUNDO DE AVENTURAS” (DESAPARECIDO HÁ 30 ANOS)

Nascido em 18/8/1949, o Mundo de Aventuras — um dos títulos mais emblemáticos da nossa imprensa juvenil — teve publicação ininterrupta durante cerca de 38 anos, até 15/1/1987. Um autêntico recorde de longevidade que nenhuma outra revista periódica de banda desenhada logrou sequer almejar, pois todas ficaram a grande distância dessa meta, mesmo as que no seu tempo foram tão populares como o Mundo de Aventuras.

Essa longa vida, abruptamente interrompida pela crise da Agência Portuguesa de Revistas, que acabou também pouco tempo depois, foi assinalada, como é óbvio, por várias fases de maior e menor êxito, em que o MA mudou não só de periodicidade, de formato e de aspecto gráfico, como de sede, de oficinas, de director e de colaboradores.

Transcrevemos, a propósito, um trecho da bela “dedicatória” intitulada “Em cada quinta- -feira um novo mundo”, que o nosso querido amigo Professor António Martinó colocou, há três anos, no seu magnífico blogue Largo dos Correios, onde reluz o dom da palavra e da escrita de um mestre conceituado:

“(…) Confrontando-se durante uma parte da sua longa vida com uma concorrência de peso, a revista conseguiu subsistir e atravessar diversas fases editoriais e modelos/formatos distintos. Mudando mesmo a sua filosofia, das histórias de continuação para as histórias completas, prenunciou o fim irreversível dessa saudosa fase onde aguardávamos com impaciência cada 5ª feira que nos fornecia o episódio seguinte de aventuras movimentadas, aptas a preencher um pouco da nossa própria vida. Sobrevivemos sem “play- -stations” e sem telemóveis, sem brinquedos sofisticados, até mesmo, imagine-se, sem televisão e, obviamente, desprovidos de acesso à internet… Sobrevivemos, sem traumas nem stresses, e isso deve-se em boa parte aos diabretes, aos mosquitos, aos mundos de aventuras e quejandos…”

A última série, iniciada em 4/10/1973, sob a direcção de Vitoriano Rosa, que sucedeu a José de Oliveira Cosme, falecido pouco tempo antes, teve também vários formatos e periodicidades, além de uma controversa interrupção cronológica, como se de uma nova revista se tratasse, com a numeração a voltar ao ponto de partida, após 1252 semanas de presença contínua nas bancas. O segundo director dessa série foi António Verde, que se manteve no cargo até ao último número (589), sempre coadjuvado pelo chefe de redacção (coordenador) Jorge Magalhães.

Mas o nascimento do Mundo de Aventuras está ligado a um facto pitoresco que poucos bedéfilos conhecem… a história de dois “mundos”, como a baptizou Orlando Marques (consagrado novelista e colaborador de longa data do MA), que foi um dos seus principais protagonistas.

A título de curiosidade, reproduzimos seguidamente um artigo publicado no nº 559 (15/9/1985), em que, pelo punho de Orlando Marques, se relata esse pitoresco episódio, cujo desfecho quase ia arruinando a sua carreira literária.

CORTO MALTESE – 50 ANOS DEPOIS

Este notável texto de Francisco Louçã, dedicado a Corto Maltese, demonstra que a BD já chegou a todos os quadrantes, mesmo aos mais improváveis. Como gostaríamos que o exemplo de Francisco Louçã, manifesto conhecedor e apreciador da 9ª Arte, fosse seguido por outros políticos… Só lhes faria bem!