O MUNDO MARAVILHOSO DAS COLECÇÕES DE CROMOS NA AMADORA

A par desta exposição sobre colecções de cromos publicadas em Portugal nas últimas décadas — algumas da autoria de ilustradores nacionais de reconhecido mérito, como Carlos Alberto Santos, José Garcês, José Pires, Vítor Péon, Júlio Amaro e outros —, o CPBD organizou também, em conjunto com a Bedeteca da Amadora, uma mostra sobre o mesmo tema, subordinada ao título “As Cadernetas e os Desenhadores – À Procura da Simbiose Perfeita”, que está patente desde 30 de Junho nas instalações da Bedeteca, Av. Conde Castro Guimarães, nº 6, Amadora.

O vasto, aliciante e garrido universo das colecções de cromos, onde ainda há muitas coisas para descobrir, desvenda ao público, em jeito de saudosismo, alguns dos seus segredos. De 1 de Julho a 9 de Setembro de 2017, a não perder!

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TERRY E OS PIRATAS – 6º VOLUME (JUNHO 2017)

Com periodicidade mensal, de uma regularidade sem falhas, para não defraudar os seus fiéis leitores, cujo número tem aumentado paulatinamente, o FandClassics, editado por José Pires, continua a recuperar a famosa série “Terry e os Piratas”, de Milton Caniff, praticamente desconhecida em Portugal, a não ser alguns dos primeiros episódios publicados, há muitos anos, no Mundo de Aventuras e no jornal Público.

A propósito desta magnífica criação de Milton Caniff, cuja origem remonta a 1934, José Pires enviou-nos um comentário sobre as dificuldades que tem encontrado na sua reedição, feita a partir de material (tiras diárias e páginas dominicais) nem sempre impresso nas melhores condições e com sistemática repetição de logótipos.

A todos os fãs do FandClassics e de “Terry e os Piratas”, recomendamos a leitura desse comentário de José Pires, inserido depois das imagens que se seguem.

«A série Terry e os Piratas é considerada um dos clássicos dos clássicos, ombreando com o Principe Valente, o Flash Gordon, o Rip Kirby, e por aí fora. Mas a história das páginas dominicais complicou tudo, estou convencido, e deve estar na base do Milton Caniff ter abandonado a série em 1946, depois de 12 anos consecutivos de publicação. E, de facto, a série continuou, depois, pela mão de George Wunder, mas este já não entrou no esquema das páginas dominicais, que acabaram por tornar a série apenas parcialmente conhecida, como em Portugal, onde muito poucos a leram.

Este berbicacho (páginas dominicais) impedia outros jornais de outras latitudes (como o Público, por exemplo) de a publicarem, pois deparavam com uma coisa que era de maior formato, com quatro tiras, duas a duas, a quatro cores, o que causava transtornos de paginação e ocupava muito do espaço destinado à publicidade (aquilo que torna os jornais a preço mais acessível). E as editoras que se aventuravam a publicar a série transformavam essas páginas dominicais em tiras a preto e branco (mais curtas e mais altas), mas a gigantesca dimensão da série, 25 volumes, não permitia às editoras tempo necessário a uma mais competente retirada dessas cores, e como os gráficos não dispunham de meios informáticos, na altura, o trabalho era muito demorado, deficiente e até muito tosco mesmo.

Acresce que essas mesmas páginas dominicais, logo na primeira vinheta, apresentavam um enorme logótipo da série, que na publicação semanal até se compreendia, mas numa edição em álbum se transformava num verdadeiro pesadelo, aparecendo sistematicamente, de oito em oito tiras, quebrando a uniformidade que se exige a uma publicação em álbum.

Ora, esta minha ambiciosa edição consegue tornear o problema à custa de uma tarefa de meter medo ao susto. Reparem: a série durou 12 anos. Ora, como cada ano tem 52 semanas, teremos 52 x 12 = 624 retiradas de logótipos substituídos por imagens do próprio Caniff, resgatadas, combinadas e arranjadas para preencher o espaço. Além disso, há as mais de 4.380 pequenas tarjas com as legendas dos direitos de publicação que, embora diminutas e colocadas em sítios estratégicos, acabavam prejudicando o aspecto geral, e que foram  também removidas, para já não falar de alguns milhares de redes ratadas ou entupidas que foram substituídas.

E eram estes importantes detalhes que eu gostaria de ver realçados nos diferentes blogues que falam dos meus fanzines e que, até agora (por incúria minha, decerto), o não fizeram. Aí têm as minhas razões».
                                                                                                                                 José Pires

SÃO JOÃO… SÃO JOÃO… SÃO JOÃO…

Mesmo depois de grandes  tragédias, a fé e a esperança não morrem… nem as mais alegres tradições profundamente arreigadas no coração do povo.

Que os festejos da noite de São João — evocados no Cara Alegre, em 1955, pelos pitorescos versos e o gracioso traço de José Manuel Soares — ajudem a minorar, pelo menos na nossa lembrança, a dor, o sofrimento e a tragédia que marcaram indelevelmente o mês de Junho de 2017.

ALMOÇO DE ANIVERSÁRIO E NOVA PALESTRA DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

O CPBD completa, em 28 de Junho, 41 anos de existência. Como normalmente acontece, tal facto é comemorado com um almoço de confraternização, que se realiza no próximo sábado, dia 24 de Junho, no Restaurante “Chafariz das Gravatas”, Av. Elias Garcia 109B – Amadora (precisamente na esquina da Av. do Brasil com a Rua Elias Garcia). 

Pede-se aos sócios que desejem participar no almoço que façam a sua inscrição até às 24 horas de amanhã, quinta-feira. Em continuidade dessa celebração, terá lugar na sede do CPBD, pelas 16h00, uma palestra com outro ilustre convidado, o Dr. Manuel João Ramos, professor de Antropologia e também autor de BD. 

EXPOSIÇÃO “QUADRADINHOS PORTUGUESES” NA CIDADELA DE CASCAIS

Esta exposição, comissariada por José de Matos-Cruz — e patrocinada pela Câmara Municipal de Cascais e pela Fundação D. Luís I, no âmbito da programação do Bairro dos Museus —, será inaugurada no próximo sábado, dia 24 de Junho, às 19h00, na Cidadela de Cascais, ficando aberta ao público até 3 de Setembro do corrente ano.

MULHERES FANTÁSTICAS – 8

A Mulher-Maravilha é a heroína de uma nova colecção da parceria Público/Levoir, nas bancas às quintas-feiras, constituída por cinco volumes com algumas das melhores histórias da série, assinadas por grandes criadores como George Pérez, Greg Rucka, Grant Morrison, J. G. Jones ou Christopher Moeller. Uma colecção a não perder, que prolonga o sortilégio da Mulher-Maravilha, princesa da mítica ilha das Amazonas, abordado também, finalmente, pelo cinema, numa super-produção coroada de êxito.

OLHA AS LINDAS MARCHAS!

Pelo traço de Mestre José Ruy, em Quadradinhos nº 54, 2ª série, de 20/6/1981 (suplemento do extinto vespertino A Capital, dirigido por Adolfo Simões Müller), chega-nos um pitoresco desfile das marchas populares desse festivo mês de Junho, enquadradas por famosos heróis de papel, de arquinho e balão em punho, que ainda hoje fazem as delícias dos seus inúmeros admiradores, num renovado preito de homenagem aos magistrais artistas que os criaram há muitas décadas.

E até Tom Sawyer e Ivanhoe se aliaram à festa… como convidados especiais do Quadradinhos, um suplemento que, fiel ao lema do seu director, procurava não só divertir como instruir, fomentando também entre os mais jovens o convívio com os heróis dos clássicos literários, através da fusão entre o texto e a imagem.   

A QUINZENA CÓMICA – 37

As eternas festas dos Santos Populares, que animam neste cálido mês de Junho as ruas e os bairros de Lisboa e Porto e de outras localidades do país, foram também, por diversas vezes (como já aqui mostrámos), tema de capas do Cara Alegre, com alguns dos seus símbolos mais icónicos e pitorescos efusivamente retratados por artistas de feição igualmente popular, em especial José Viana, Stuart e José Manuel Soares.

Parece que hoje o símbolo mais em voga é a sardinha… Pudera! Ao preço que ela está e com as enchentes que se registam nos arraiais e nas “tasquinhas” que surgem em cada esquina, o melhor petisco das festas é também o melhor negócio do mês!