CURIOSIDADES DO “DIABRETE” – 9

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Na marcha imparável do tempo e do calendário (que resume em doze meses o ciclo completo da vida humana), os anos, que em Janeiro só gatinham, em Fevereiro já dão passos titubeantes e começam a chilrear as primeiras palavras, para alegria do papá Inverno e da mamã Natureza.

Em 2014 o Carnaval é mais tardio, mas há 63 anos nenhum leitor do Diabrete se enganou na resposta ao Concurso dos 12 Meses, associando a ilustração de Cambraia e os versos publicados no nº 800, de 28/2/1951, do “grande camaradão”, aos folguedos do Rei Momo celebrados nesse mesmo mês de Fevereiro.

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No mesmo número, saiu outra página com interessantes e instrutivas curiosidades sobre o tempo, referentes ao mês em questão, cujo tema carnavalesco José Cambraia tão sugestiva e inspiradamente retratou na sua imagem.

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OS HOMENS E A HISTÓRIA – 2

A BATALHA DE IWO JIMA (1)

Uma nota prévia: é obrigatório agradecer a António Martinó Coutinho a citação que fez desta célebre batalha, com o brilhantismo a que já nos habituou, no seu blogue Largo dos Correios, pois despertou-me algumas recordações mais íntimas e saudosistas, dando-me a ideia de escrever este artigo (em duas partes), em que também evoco uma sala de cinema que já não existe.

Iwo Jima antes da invasão (Fev. 1945)Entre a madrugada de 19 de Fevereiro e a tarde de 25 de Março de 1945, travou-se numa pequena ilha do Pacífico, ainda em poder dos Japoneses (imagem à esquerda), uma das mais violentas batalhas da 2ª Guerra Mundial, que escreveu “com sangue, suor e lágrimas” um dos capítulos finais desse sangrento conflito entre as forças do Eixo (Alemanha, Itália e Japão) e os Aliados (com a grande coligação formada pelos exércitos da Grã-Bretanha, da França livre, do Canadá e dos Estados Unidos da América, além de outros países do hemisfério ocidental, e da Austrália, que também enviaram tropas para o campo de batalha).

batalha de Iwo Jima - 1_Iwo_JimaNo dia 23 de Fevereiro, após uma lenta e difícil progressão no terreno, com inúmeras baixas causadas pela poderosa artilharia inimiga, os invasores conseguiram finalmente vencer a tenaz resistência dos soldados nipónicos entrincheirados no monte Suribachi, onde a bandeira dos Estados Unidos foi hasteada por um grupo de marines, num momento histórico (e mítico) registado para a posteridade pelo repórter fotográfico Joe Rosenthal, da Associated Press… embora se diga que essa cena foi uma repetição — para fotógrafo ver — do verdadeiro climax da primeira vitória, ocorrido momentos antes e com outros protagonistas, que não passaram à História.

Bandeira dos Marines no Monte SuribachiA batalha, porém, não acabou ali, pois a ilha era uma formidável fortaleza, recheada de bunkers e de túneis subterrâneos, autênticos labirintos, quase impenetráveis, com mais de 18 kms de comprimento, de onde foi muito difícil desalojar os últimos defensores da guarnição, comandada pelo general Kuribayashi e decidida a com- bater até à morte, sacrificando-se pela pátria em perigo.

Esta formidável e sangrenta epopeia teve reflexos quase imediatos na máquina de propaganda de Hollywood — uma das mais eficazes ao serviço da mística patriótica e triunfante da Casa Branca, onde o vigoroso Harry Truman sucedera ao carismático, Sands of Iwo Jima - postermas aleijado, Franklin D. Roosevelt — e não tardou muito (quatro anos somente, após o fim da guerra) que corresse nas telas uma espectacular produção, com o título Sands of Iwo Jima (em português, Inferno de Iwo Jima), realizada pelo veterano Allan Dwan e com outro grande nome do cinema americano à cabeça do elenco: John Wayne, cuja interpretação foi nomeada para o Óscar de melhor actor. Nesse filme, participaram também, em pequenos papéis, alguns sobreviventes da épica batalha. A própria bandeira utilizada nas filmagens foi a que os marines hastearam triunfalmente no Monte Suribachi e que ainda hoje é uma preciosa relíquia, guardada no Museu Nacional dos Fuzileiros em Quântico (Estado da Virgínia).

 

 SAUDADES DO ROYAL CINE

Cinema Royal (1977)

Royal Cine (vista interior)Ainda me lembro do entusiasmo com que assisti à projecção deste filme, alguns anos depois, num cinema de reprise do bairro da Graça, o Royal Cine, onde passei muitos momentos felizes da minha juventude, vivendo intensamente o esplendor do cinema, não só na tela como no próprio ambiente dessa magnífica sala de espectáculos — com uma fachada imponente, obra do arquitecto Norte Júnior, a lembrar um templo egípcio —, que chegou a ser considerada “o mais elegante cinema de Lisboa”, com 900 lugares, e foi, aliás, a primeira em todo o país a dispor de equipamento para projecção de filmes sonoros (na foto supra, sob o título, aspecto da frontaria do Royal Cine em 1977, já muito degradada, e na seguinte vista geral do balcão e da plateia; em baixo, plantas da vasta sala e anúncio da histórica inauguração do cinema sonoro em Portugal, com o filme “Sombras Brancas nos Mares do Sul”).

Cine Royal - balcão+plateiaRoyal CineSombras nos Mares do Sulo cinem sonoro em Portugal

Fachada do Royal CineActualmente, este autêntico e venerável templo da 7ª Arte, inaugurado em 26-12-1929, está reduzido à triste condição de super-mercado da cadeia Pingo Doce (passe a publicidade), pois como tantos outros não resistiu à passagem do tempo e à implantação de novas “modas”, gostos e mentalidades, que tornaram obsoleto o ritual (fascinante) de ir ao cinema com a família, a namorada ou os amigos. No “meu” tempo, isto é, há 50 e tal anos, ainda se podia saborear o prazer de passear nos largos salões, de cavaquear, durante os intervalos (que não tinham menos de 15 minutos), bebericando um café e fumando sem pressas um cigarro, de ver descerrar-se, com um suave rangido, as enormes cortinas antes do ecrã se iluminar com imagens oníricas, atraindo-nos para uma faixa brilhante que, tal como um tapete mágico das “Mil e Uma Noites”, nos arrastava para outra dimensão, durante um curto intermezzo de duas horas, sem que, na realidade, déssemos conta disso…

Royal Cine (2010)

Monte Suribachi - 23-2-1945E agora, como nas sessões duplas que antigamente nos atraíam a estes velhos, mas sofisticados cinemas de bairro, cai o pano para mais um intervalo. Voltaremos a “abrir a cortina”, dentro em breve, para falar também de banda desenhada, a propósito do mesmo tema — a batalha de Iwo Jima. Até para ficarmos mais sintonizados com a duração real dos combates, que só terminaram na pequena e desolada ilha, coberta de areia misturada com cinzas vulcânicas, 35 dias após o início da invasão, com a tomada dos aeroportos, vitais para os “corredores” aéreos por onde os bombardeiros norte-americanos iriam desencadear a última grande ofensiva contra o Império do Sol Nascente, transportando no seu bojo o mais mortífero dos inventos bélicos: a bomba atómica.

Embora, importa sublinhar, a imagem que ficou na memória colectiva, como um sinal (prematuro) de vitória, fosse a registada por Joe Rosenthal, com os seis marines a levantarem bem alto a bandeira americana no cume do Monte Suribachi. O autor de um memorial existente nos arredores de Washington cinzelou, na robusta beleza do bronze, o esforço e a euforia desses homens (metade dos quais não regressaria a casa), cujo gesto ficou para a História… ao contrário dos outros, dos “soldados desconhecidos” que, como reza a “lenda”, foram os primeiros a realizar o simbólico acto, depois de uma luta titânica nas infernais areias de Iwo Jima (nome que significa ilha do enxofre).

US_Marine_Corps_War_Memorial_(Iwo_Jima_Monument)_near_Washington_DC

HOMENAGEM A ARISTIDES DE SOUSA MENDES

JOSÉ RUY EM PARIS

Jos]e ruy portrait

Aristides de Sousa Mendes (capa)É com grande prazer que assinalamos mais um notável evento na carreira de Mestre José Ruy, que continua imparável na demons- tração de uma assombrosa vitalidade física e criativa. Desta vez, enviou-nos notícias da sua mais recente exposição, organizada con- juntamente pelo Círculo Artístico e Cultural Artur Bual e o Consulado Geral de Portugal em Paris, que teve como tema “Aristides de Sousa Mendes – Herói do Holocausto”, obra já publicada em português e hebraico (2004) e agora transposta para novas versões actualizadas, em francês e inglês, por acordo de José Ruy com a Sousa Mendes Foundation.

Esta organização, sediada nos Estados Unidos da América, tem como principal desígnio agraciar a memória do cônsul que num gesto de extraordinário altruísmo, sacrificando a sua própria carreira, salvou a vida de milhares de judeus perseguidos pelos nazis, durante a 2ª Guerra Mundial, concedendo-lhes vistos de entrada em território português, de onde muitos partiram para o continente americano. 

Aristides de Sousa Mendes (versão inglesa e francesa)

Sousa Mendes FondationA exposição de Paris, constituída por 31 pranchas da obra “Aristides de Sousa Mendes – Héros de l’Holocauste”, foi inaugurada no dia 13 do corrente, com a presença de José Ruy — que ajudou a montá-la em placas de K-Line —, e do cônsul Pedro Lourtie, e estará aberta ao público até 6 de Março, transitando depois para Bordéus e outras cidades francesas. Entre as personalidades presentes, destaque também para o embaixador de Portugal na OCDE, Paulo Pinheiro, a pintora e ceramista Fernanda Páscoa, da direcção do Círculo Artur Bual, a escritora Altina Ribeiro e Gérard Mendes, neto do “herói do holocausto”, cuja arrojada acção como diplomata, desafiando ordens do ditador Salazar em prol da salvação de homens, mulheres e crianças inocentes, inspirou a José Ruy uma das obras mais marcantes da sua já longa carreira artística, que as versões em inglês e francês irão difundir internacionalmente. 

unnamed 2unnamed3Gérard e Ruy

Além das fotos que gentilmente nos enviou, em que se podem apreciar alguns flashes dessa sessão, José Ruy deu-nos também conhecimento da notícia publicada no Luso Jornal, principal órgão informativo da comunidade lusófona em França, com edição online em formato PDF. Aqui fica, pelo seu interesse, essa reportagem do Luso Jornal, mais um tributo à extraordinária actividade de José Ruy como autor de Banda Desenhada.

LusoJornal

CLUBE TEX PORTUGAL INICIA A SUA GRANDE AVENTURA

Clube-Tex-PortugalRealiza-se hoje, dia 15 de Fevereiro, no Cacém, o primeiro encontro de sócios, dirigentes e simpatizantes do Clube Tex Portugal, recentemente formado para pro- mover o espírito de união e camaradagem entre os fãs portugueses deste icónico herói do Oeste americano, que irá celebrar em Setembro de 2014 o seu 66º ani- versário. Os ecos desta oportuna iniciativa, que começou a tomar forma no Salão Inter- nacional de BD realizado em Viseu o ano passado, já chegaram a Itália, onde Davide Bonelli, filho do saudoso Sergio Bonelli e actual director da Sergio Bonelli Editore, foi o primeiro a receber o cartão de sócio honorário, em reconhecimento dos pards lusitanos pelo apoio incondicional que deu ao Clube desde o anúncio da sua criação.

Tex Vendetta navajo538Este convívio inaugural terá lugar, pelas 20 horas, num restaurante do Cacém, reunindo um numeroso grupo de sócios de várias faixas etárias (ou não fosse Tex um herói que atra- vessou gerações), acompanhados por familiares e amigos, aos quais será distribuído o respectivo cartão de sócio e o artístico emblema do Clube, simbolicamente inspirado numa imagem que já correu mundo, da autoria de Aurelio Galeppini, primeiro criador gráfico da série.

Patrocinado pelo Tex Willer Blog (O Blog Por- tuguês do Tex), cuja coordenação está a cargo do mais lídimo “bandeirante” texiano de raça lusa, José Carlos Francisco (vulgo Zeca) de seu nome, o Clube Tex Portugal, com sede na Malaposta (Anadia), já tem órgãos sociais e estatutos, como poderá ver quem tiver curiosidade, através deste link: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=49775

Fundadores dp Clube-Tex-Portugal

Membro também da imensa legião de fãs do mais famoso Ranger do Oeste, cujas trepidantes aventuras continuam a chegar periodicamente às nossas bancas, numa ampla panóplia de colecções com o selo de qualidade da Mythos (sucessora da Vecchi, Rio Gráfica e Globo), o Gato Alfarrabista congratula-se com os primeiros passos do neófito, ao qual deseja vida longa e próspera como a do mítico personagem que está na origem do seu nome e do seu nascimento. E felicita-o pelos ambiciosos planos com que pretende festejar os seus primeiros meses de existência: uma grande exposição texiana a realizar no princípio do Verão, com a presença de dois autores transalpinos, e o lançamento, nessa mesma altura, de uma revista destinada aos sócios. Começa bem o bambino!

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100 ANOS DE HISTÓRIAS AOS QUADRADINHOS EM PORTUGAL

UMA EXPOSIÇÃO QUE FICOU NA HISTÓRIA

Centro de Congressos de Lisboa (antiga FIL), foto de Joaquim CarvalhoEm 1978, durante o mês de Fevereiro, cuja pluviosidade não ficou aquém desta com que S. Pedro nos tem brindado, passei muitos dias na FIL (Feira Internacional de Lisboa) — onde se realizavam as maiores mostras industriais de todo o país —, para acompanhar a primeira exposição orga- nizada pelo Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), no âmbito da FIL- gráfica/FILescola: 100 Anos de Histórias aos Quadradinhos em Portugal — Um Panorama da Banda Desenhada Portuguesa.

Graças ao apoio de algumas entidades, como a INAPA (Indústria Nacional de Papéis, Sarl), foi possível ao CPBD — ainda com escassos recursos financeiros — editar um pequeno catálogo dessa mostra, com oito páginas, averbando um artigo da responsabilidade da direcção do Clube (que reproduzimos no rodapé deste post, pelo seu interesse documental), alusivo à evolução histórica da Banda Desenhada, Histórias aos Quadradinhos ou Narração Figurativa, desde a última metade do século XIX, com Rafael Bordalo Pinheiro, até aos modernos autores do pós-25 de Abril de 1974.

FILgráfica 1978 - Capa e cc

Panorama da FIL (1957), ano da sua inauguraçãoTrês décadas e meia depois, parece já se ter perdido a memória desse evento e de outras notáveis realizações do CPBD, criado poucos anos antes e disposto a remar contra “ventos e marés” para sacudir o marasmo cultural e intelectual que, apesar de todas as conquistas e progressos gerados pelo 25 de Abril, continuava a afectar o sector das artes gráficas ligado à Banda Desenhada e às literaturas infanto-juvenis, em que só tinham voz activa as grandes editoras apostadas unicamente em aumentar os seus proventos comerciais.

Justiça se faça, porém, a António Martinó Coutinho, professor, investigador, coleccionador, ensaísta e pedagogo, a quem o estudo e aproveitamento da BD como disciplina de interesse escolar — ou seja, como instrumento didáctico e formativo, aplicado ao ensino das artes visuais — deve, em Portugal, os seus primeiros passos.

FIl (1957) - 2No seu magnífico blogue Largo dos Correios/Fonte do Rosário, onde cultiva diariamente um lúdico e fecundo in- tercâmbio intelectual — partilhando os seus vastos e eclécticos conhecimentos com muitos que também fruem os prazeres do espírito, temperados, no seu caso, pela  erudição, o bom gosto, a clareza de raciocínio e a fluência dialéctica —, publicou há dias um post (cuja amável dedicatória, pela nossa parte, agradecemos) sobre a pioneira exposição do CPBD que, entre 10 e 19 de Fevereiro de 1978, atraiu muitos milhares de visitantes à Feira Internacional de Lisboa, na Junqueira (hoje localizada no Parque das Nações).

poster 100 anosPost esse já complementado com preciosas notas sobre o Centro de Estudos de Banda Desenhada, nascido em Portalegre, por sua iniciativa, e que entre outros projectos viria a patrocinar, em Junho do ano seguinte, a exibição nessa cidade alentejana da mostra patente na FIL, que entretanto se tornara itinerante.   

Pelo seu relevante conteúdo — e na impossibilidade objectiva de dissertarmos melhor do que Martinó Coutinho sobre essas memoráveis efemérides, embora tenhamos participado directamente na primeira, com outros elementos do CPBD —, aqui deixamos, com a devida vénia ao Largo dos Correios/Fonte do Rosário, um convite a todos os nossos leitores e amigos para visitarem este blogue e apreciarem (além de outros) os mencionados posts, onde fica brilhantemente registada a importância de uma mostra que abriu novos horizontes à divulgação das histórias aos quadradinhos em Portugal.

http://largodoscorreios.wordpress.com/category/historias-aos-quadradinhos/

FILgráfica 1978 - 1 e 2Página 3 e 4

QUANDO O FUTEBOL VOLTOU AO CAVALEIRO ANDANTE – 3

Aqui têm mais seis páginas da série desportiva, com fotografias das equipas, fichas dos jogadores, emblemas e informações várias sobre os clubes de futebol da 1ª divisão nacional (época de 1959-60), que o popular semanário juvenil Cavaleiro Andante ofereceu aos seus leitores, entre os nºs 437, de 14 de Maio de 1960, e 454, de 10 de Setembro do mesmo ano, quase sempre com destaque na capa e na terceira página.

CA Futebol 7  531Os respectivos textos, embora não assinados, alardeavam a competência e os conhecimentos de um especialista na matéria, que com toda a probabilidade seria o jornalista Carlos Pinhão, coordenador do suplemento Desportos do Cava- leiro Andante, que teve publicação regular, em duas séries — desde o nº 62 até ao nº 313 —, e deu grande destaque a várias modalidades desportivas (incluindo obviamente o futebol).  

A maioria desses artigos tinham pitorescas ilustrações de Artur Correia, que já então fazia jus ao título de um dos maiores valores da BD humorística portuguesa.

Nestas páginas, correspondentes aos nºs 444, 445 e 446 do Cavaleiro Andante, as equipas em foco eram três das mais populares e competitivas dessa época: Boavista, Belenenses e Sporting da Covilhã.

Os nossos leitores que queiram consultar os posts anteriormente apresentados com este tópico, podem clicar aqui e aqui.

CA Futebol 1 e 2CA Futebol 3 e 4CA Futebol 5 e 6