DUAS NOVAS EXPOSIÇÕES NO CPBD

Estas duas exposições, oriundas do Salão Moura BD, serão inauguradas no próximo sábado, dia 2 de Junho, a partir das 15h30, na sede do CPBD.

Se a primeira tem como tema central uma das maiores figuras dos primórdios da nossa História, ou seja, Viriato, o heróico pastor dos Montes Hermínios, a segunda, referente aos “Viajantes de Papel na Lusofonia Gráfica”, aborda a obra de grandes autores que, por razões diversas, tiveram de emigrar, procurando trabalho noutros países, como Eduardo Teixeira Coelho, Vítor Péon e Carlos Roque… alguns deles nascidos nas ilhas adjacentes ou nas antigas colónias ultramarinas portuguesas.

IMAGENS DO PASSADO: “OS BEATLES”

Quatro lendas da música “pop” que revolucionaram a sociedade de uma época, em todo o mundo ocidental, sobretudo entre a juventude… numa foto dos seus primeiros tempos, publicada na revista Zorro nº 110 (14/11/1964). Da esquerda para a direita: John Lennon, Ringo Starr, Georges Harrison e Paul McCartney.

Foi Larry Barnes quem os descobriu, durante uma digressão na Escócia, em 1960. Ringo Starr só se juntou ao grupo em 1962. A sua primeira gravação data de Setembro de 1961 e incluiu dois trechos: “Love me do” e uma nova versão de um velho êxito: “P. S. I love you”. Esse primeiro disco não chamou muito as atenções. Mas o segundo, com o título “Please, please me”, bateu todos os recordes.

A partir desse estrondoso êxito, a carreira ascensional dos Beatles tornou-se um fenómeno, difundindo a sua imagem e a sua música em todo o mundo. Ainda hoje são uma lenda, que influenciou várias gerações!

HAGAR E O FUTEBOL

O triste caso, que tanta celeuma provocou, ocorrido recentemente na Academia do Sporting, em Alcochete, assemelha-se, aqui para nós, a um jogo de futebol sem bola, em que uma das “equipas” — ainda por cima mais numerosa — procura derrubar os “adversários”, recorrendo a meios violentos.

Mas esse jogo já tinha sido inventado no século X pelos Vikings, povo bélico do Norte da Europa, famoso pelos seus saques e pelas suas viagens marítimas.

Prova disso é esta página da hilariante série Hägar, o Abominável [Viking], criada por Dik Browne, que fez as delícias de muitos leitores de jornais e revistas, mormente do Mundo de Aventuras, de cujo nº 396 (2ª série) a extraímos.

A bola só apareceu muitos séculos depois… e ainda hoje há quem a confunda com as pauladas e as cabeçadas!

FESTIVAL INTERNACIONAL DE BD DE BEJA: 25 DE MAIO A 10 DE JUNHO 2018

O Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja abrirá portas a 25 de Maio próximo, de novo espraiado pelo centro histórico daquela bonita cidade alentejana.

Conferências, conversas com autores, lançamentos de livros e fanzines, sessões de autógrafos, apresentação de projectos, workshops, mercado do livro, concertos desenhados e 20 exposições farão parte do apetecível menú de um evento que se consolida em cada edição.

Estarão representados autores de Angola, Brasil, Espanha (País Basco), França, Itália, Suécia e, evidentemente, Portugal. Destaque para uma exposição retrospectiva de Jayme Cortez (1926-1987), desenhador português que marcou uma geração de autores, nomeadamente no Brasil, país para onde emigrou muito jovem.

José Ruy, Cristina Matos, Marco Gervasio, Rossano Rossi e Manuele Fior (italianos), Max Andersson (sueco) e Pierre-Henry Gomont (francês), serão alguns dos autores presentes no Festival. A inauguração está marcada para sexta-feira, dia 25, na Casa da Cultura, cerca das 21:00 horas. O Festival encerra a 10 de Junho.

Fonte: BDBD

IMAGENS DO PASSADO – 1

Esta foto histórica, com quatro dos maiores desenhistas brasileiros do século XX, verdadeiras glórias da ilustração e das “histórias em quadrinhos”, foi extraída de uma revista da EBAL (Editora Brasil-América Lda.), a Epopeia-Tri nº 55 (Fevereiro 1986).

Ivan W. Rodrigues foi autor da “História do Brasil em Quadrinhos” (2 vols.) e de outras obras documentais de referência; A. Monteiro Filho, precursor de toda uma geração de desenhistas, lançou as histórias em quadrinhos no Brasil; André Le Blanc foi o primeiro artista brasileiro do seu género a fazer carreira nos Estados Unidos; e António Euzébio tornou-se o capista, por excelência, da EBAL, com obras admiráveis espalhadas por dezenas de revistas (muitas das quais distribuídas também no nosso país).