REVISTAS DE TERROR – 2

Calafrio título

Calafrio - 8 e 9

Na nossa galeria de revistas de terror, que merecem ser recordadas (especialmente nas noites de Halloween), apresentamos mais algumas capas de Calafrio, publicação brasileira dirigida por Rodolfo Zalla, que chegou às nossas bancas em meados dos anos 80, tal como a sua homóloga Mestres do Terror, ambas totalmente realizadas com a «prata da casa».

Mozart CoutoEntre os seus melhores colaboradores destaca-se o nome de Mozart Couto, artista de traço exuberante, cujo domínio do movimento e da anatomia (sobretudo das formas femininas), a par da harmonia dinâmica de linhas e do expressionismo do branco e negro que caracterizam o seu estilo, dando uma atmosfera especial às suas histórias de terror (o belo aliado ao horrível), lhe granjearam a admiração dos fãs de BD fantástica, que chegaram mesmo a considerá-lo o maior expoente dos «quadrinhos», o Frank Frazetta brasileiro.

Tal como o grande ilustrador norte-americano, Mozart Couto também se especializou no género sword and sorcery, mas é igualmente exímio em todo o tipo de histórias, incluindo o erótico, e o seu talento já conquistou renome mundial.

Calafrio - 16 e 20

Para muitos seguidores deste blogue que ainda desconhecem o seu trabalho — e para os outros a quem ele suscita admiração incondicional… como a nós próprios —, seleccionámos uma curta história publicada no nº 20 da revista Calafrio, com o sugestivo título «O Morcego», animal que assombra também as selvas brasileiras.

Boa leitura… e agradáveis calafrios! Até ao próximo «arrepiante» (e inesquecível) encontro com os nossos extraordinários mestres do terror…
O Morcego - 1 e doisO Morcego - 3 e 4O Morcego - 5 e 6

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REVISTAS DE TERROR – 1

CALAFRIOS! & CALAFRIO – A EMOÇÃO ESTÉTICA DOS MESTRES DO TERROR

Calafrios001_Set2013-1A PROPÓSITO DE HISTÓRIAS DE TERROR E DE VAMPIROS, ZOMBIES, LOBISOMENS… e outros mostrengos que animam a noite do Halloween, mas já não metem medo a ninguém nos tempos ameaçadores e esquizofrénicos que vivemos… o nosso Gato associa-se à onda de entusiasmo com que foi recebida pelos internautas uma nova revista online dedicada a esta temática e com o sugestivo título de Calafrios! — cuja bizarra e tétrica capa, estilo Frankenstein, nos apraz também registar.

No sumário do 1º número desta revista online criada por Filipe Azeredo, do grupo A Filactera, incluem-se três histórias extraídas de antigos horror comics, que se destacam pelo seu arrepiante cenário e sobretudo pelo nome dos seus autores, Alex Toth, Reed Crandall e Basil Wolverton, cuja celebridade foi forjada no “tenebroso” cadinho dos EC Comics, tão anatemizados e perseguidos pela censura estadunidense, a famigerada Comics Code Authority, como as bruxas na Idade Média.

Calafrios001_Set2013-3Mas a verdade, à laia de paradoxo ou de pura ironia, é que foram os artistas dessa editora americana quase marginal que transformaram em arte moderna a estética bizarra e quase sempre grotesca dos horror comics, sem defraudar o gosto dos leitores por sangue e adrenalina, mas refinando-o, como fez Roger Corman com os seus filmes, num processo que se tornou catalizador. 

Leiam esta revista, em formato flip-book, porque vale a pena e agradeçam aos nossos amigos do blogue A Filactera (onde ela está disponível para ser descarregada em PDF ou CBR) a sua “terrífica” iniciativa, que nos irá provocar mais alguns calafrios durante os meses invernais que se aproximam.

Calafrios001_Set2013- 11 e19

NOTA (à margem): Este título lembra-nos o de uma publicação brasileira que já desapareceu do mercado, preenchida exclusivamente com relatos de terror desenhados pelos melhores artistas da “casa”, como Rodolfo Zala, Rubens Cordeiro, Eugénio Colonese, Aloísio de Castro, Flávio Colin, Mozart Couto e Júlio Shimamoto. As capas também tinham uma conotação especial com as edições americanas, mas conservando, ao mesmo tempo, a identidade afro-brasileira que presidia aos temas e ao estilo de grande percentagem das histórias publicadas na revista, como demonstram alguns exemplos que iremos seleccionando para vosso desfrute.

Calafrio nº 26 e 36

Uma chamada de atenção para a capa do nº 26, onde, entre outros títulos, figura “O Retrato de Jeny”, criação do mestre luso-brasileiro Jayme Cortez — de quem muitos leitores d’O Mosquito ainda se lembram —, trabalho esse digno do renome que alcançou internacionalmente… e que, por isso, incluímos também nesta antologia.

Retrato de Jeny - 1 e 2Retrato de Jeny - 3 e 4