BEJA – 12 VEZES CIDADE DA BD

Cartaz Festival de Beja 2016

EXPOSIÇÕES NO PAX JULIA – TEATRO MUNICIPAL: Diogo Carvalho (Portugal) – Edmond Baudoin (França) – Eduardo Risso (Argentina) – Estrompa (Portugal) – Marcelo D’Salete (Brasil) – Paco Roca (Espanha) – Quarto de Jade: Diniz Conefrey & Maria João Worm (Portugal) – Sónia Oliveira (Portugal) – Tiago Baptista (Portugal) – Truscinski (Polónia) 

Estrompa (Tornado)

EXPOSIÇÃO NO CONSERVATÓRIO REGIONAL DO BAIXO ALENTEJO: Henrique Magalhães (Brasil)

EXPOSIÇÃO NO ESTORIASTANTAS: Avenida Marginal (Portugal)

EXPOSIÇÃO NO FARELO: Desenhos ao cair da tarde (Alemanha, Bélgica, Brasil, Eslovénia, Espanha, França, Itália, Portugal e Reino Unido).

EXPOSIÇÃO NA GALERIA DO DESASSOSSEGO: Nuno Saraiva – Tudo isto é fado! (Portugal)

Nuno Saraiva (Tudo isto é fado!)

EXPOSIÇÃO NA GALERIA DOS ESCUDEIROS: A Casa (Brasil)

EXPOSIÇÕES NO MUSEU REGIONAL DE BEJA: Filipe Melo & Juan Cavia (Portugal/Argentina) – Novidades de Angola (Angola) 

EXPOSIÇÕES NO NÚCLEO EXPOSITIVO DA RUA DAS LOJAS: Eduardo Salavisa desenho (Portugal) – João Charrua – Origami (Portugal)

EXPOSIÇÕES NO NÚCLEO EXPOSITIVO DO LARGO DE SÃO JOÃO: Álvaro Santos (Portugal) – Geral & Derradé (Portugal) – Lúcio Oliveira (Brasil)

Eduardo Risso (Dark Night)

(Nota: três das imagens que ilustram este “post” foram extraídas do blogue Kuentro 2, com a devida vénia e um abraço ao Machado-Dias)

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“SOMBRAS CHINESAS” QUE CHOCAM O MUNDO…

 QUANDO ACABARÁ ESTA BARBÁRIE?

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Esta nefanda imagem de um verdugo que exibe um pobre cão semi-estrangulado como se fosse um troféu de caça, vem-nos da China, país de milenárias tradições e refinada cultura, onde a civilização parece ter recuado… pois, ao gosto pela carne daqueles animais, soma-se agora a crueldade gratuita destes espectáculos públicos a que acorrem muitos curiosos, como o que se realiza todos os anos, desde 2010, na cidade de Yulin, perante a incompreensível apatia das autoridades locais.

A Avaaz já desencadeou um vasto movimento de protesto — com mais de dois milhões de adesões, sempre a crescer, até dentro da China — para forçar o governo chinês a pôr cobro, definitivamente, a uma desumana prática de tortura infligida a cães e outros animais (que depois são abatidos e comidos), indigna de um dos países mais desenvolvidos economicamente do século XXI… e que também o deveria ser, a par desse progresso, em termos culturais e civilizacionais, não dando exemplos tão negativos ao mundo.
 

TRAÇOS & TONS: EXPOSIÇÃO DE DANIEL MAIA

Daniel Maia (exposição)Com inauguração em 30 Abril p.p. e encerramento este domingo, 22 de Maio, o Ateneu Popular do Montijo expôs Traços & Tons, uma mostra composta por uma selecção de trabalhos recentes do talentoso jovem desenhador Daniel Maia, figurando personagens de comics como Batman, Tartarugas Ninja e Mulher Maravilha, ou de ficção como O Infante Portugal (criado por José de Matos-Cruz), e complementada por diários gráficos e cadernos de desenho.

Comissariada por Marta Ferreira, a exposição visou mostrar obras recentes do autor, em banda desenhada e ilustração, demonstrar o seu processo de trabalho — de interesse para o público escolar, a fim de dar a conhecer as fases criativas que levam um projecto, desde o guião ou esboço inicial, até à peça finalizada e respectiva edição — e partilhar comparações entre estas obras e desenhos da sua fase amadora, pré-adolescência.

Infante Portugal (José Matos-Cruz)A mostra estará proximamente em itinerância em dois outros locais, na grande Lisboa, oferecendo assim uma nova oportunidade ao público que não pôde visitá-la na outra margem do Tejo.

Na foto ao lado: Em visita à exposição Traços & Tons, de Daniel Maia, deu-se o “encontro” de José de Matos-Cruz, o criador, com a sua famosa criação O Infante Portugal (cuja imagem serviu de ex-libris a esta mostra). Uma oportuna convergência, enquanto se última a estreia da personagem e todo o respectivo universo criativo em banda desenhada.

(Ler mais informações nos blogues Imaginário-Kafre, de José de Matos-Cruz http://imaginario-kafre.blogspot.pt/ — e Daniel Maia Artwork http://danielmaia-art.blogspot.pt/ — onde recolhemos estas notas, com a devida vénia).

UMA VISITA AO MUSEU NA COMPANHIA DE TINTIN

Museu Hergé

Quem ainda não conhece o Museu Hergé, situado na localidade de Louvain-la-Neuve, a poucos quilómetros de Bruxelas, e for um incondicional admirador da obra do famoso autor belga e da sua maior criação, o incontornável e sempre jovem repórter Tintin, deve seguir o exemplo dos fiéis devotos do profeta Maomé, que pelo menos uma vez na vida cumprem o seu dever mais sagrado, fazendo uma peregrinação a Meca.

Mesmo que uma visita ao Museu não tenha a mesma importância para os “crentes” de Hergé, será certamente uma recordação inesquecível… e que lhes dará direito a ficar também com algumas “relíquias”, juntando-as a outros valiosos objectos da sua colecção.

Por cortesia de João Manuel Mimoso, um amigo que já realizou essa “peregrinação” (talvez mais do que uma vez!), mostramos-vos algumas das suas recordações, constituídas materialmente pelo folheto com a planta do local e o horário das visitas, e pelos bilhetes, curiosa e artisticamente estampados com pequenas vinhetas das histórias de Tintin.

Nenhum visitante do Museu cometerá, por certo, o “sacrilégio” de deitá-los fora… porque as “relíquias” conservam-se e veneram-se, mesmo que sejam simples rectângulos de papel!

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A QUINZENA CÓMICA – 18

ELAS AO VOLANTE (1)

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Voltando a este tema sempre actual, visto que já deve haver mais condutoras do que condutores no nosso país (embora hoje, com toda a evidência, mais habilitadas do que no passado), apresentamos aos nossos leitores e amigos a capa do Cara Alegre nº 135 e a página central do nº 96, ambas ilustradas por José Manuel Soares, um dos melhores colaboradores desta icónica revista de humor.

Talentoso e versátil artista figurativo, cuja carreira se iniciou em finais dos anos 40 do século passado, JMS distinguiu-se como pintor, cartunista, ilustrador de livros e revistas e autor de banda desenhada, nomeadamente em títulos como Cavaleiro Andante, Número Especial do Cavaleiro Andante, Mundo de AventurasLusitas, Spar e sobretudo Fagulha, revista editada pela Mocidade Portuguesa Feminina.

Passou por várias editoras, com destaque para a Agência Portuguesa de Revistas (onde foi um dos principais desenhadores do seu quadro privativo) e para a Romano Torres, e colaborou assiduamente nas duas séries do Cara Alegre.

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DIA 14 DE MAIO: NOVA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DO CPBD

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Do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) recebemos o seguinte comunicado, relativo à convocação de uma nova Assembleia Geral Extraordinária, marcada para dia 14 do corrente mês (sábado), às 15h30, na sua sede, Avenida do Brasil nº 52-A, Amadora:

No âmbito da conclusão das diligências relativas à (re)legalização do Clube, torna-se necessário confirmar em assembleia a aprovação de todas as alterações do texto dos estatutos, uma vez que as mesmas ainda não foram formalizadas em escritura, e que tal escritura, por sua vez, é necessária para concluir o processo de registo do Clube no Ficheiro Central de Pessoas Coletivas. A referida assembleia tem de realizar-se antes do próximo dia 16 de Maio, data em que caduca o certificado de admissibilidade da firma emitido pelo Registo Nacional de Pessoas Coletivas.

Assim, o Clube Português de Banda Desenhada convoca todos os seus associados para uma Assembleia Geral Extraordinária, que se irá realizar no próximo dia 14 de Maio pelas 15h30, na sua sede na Avenida do Brasil n.º 52-A, na Amadora. A referida Assembleia reunirá em segunda convocatória, com a ordem de trabalhos que passamos a referenciar abaixo e que terá lugar às 16h00, com qualquer número de sócios, caso estes não se encontrem presentes na sua maioria:

  1. Aprovação do atual texto dos Estatutos, com a consequente aprovação de todas as alterações introduzidas ao longo dos anos, desde a fundação do CPBD.
  2. Informações sobre a atividade do CPBD.

Os sócios que não puderem estar presentes, poderão fazer-se representar, apresentando procuração (que pode ser enviada por e-mail), nos termos que se seguem:

Exmo. Senhor Presidente da Mesa da Assembleia Geral,
(nome completo) ________________________________________________________________, como sócio do Clube Português de Banda Desenhada, não podendo estar presente na Assembleia Geral Extraordinária convocada para o próximo dia 14 de Maio, vem comunicar a V. Exa. que se faz representar na referida Assembleia Geral pelo sócio_____________________________________________________________________, a quem confere todos os poderes legais para, em seu nome e nos termos que tiver por convenientes, participar e intervir em tal reunião, nela propor e votar quaisquer deliberações, formular declarações, assinar todos os documentos e praticar quaisquer atos inerentes a essa representação.  
(Assinatura) _____________________________________________
                                                                         
                                                                              O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

                                                                                          (António José Dâmaso Afonso)

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

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Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade.

Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma mais directa ou mais criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

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A QUINZENA CÓMICA – 17

AMOR DE CAPA E BATINA

Eis mais uma capa do Cara Alegre com o traço pitoresco e as cores alegres de Stuart Carvalhais, seu assíduo colaborador desde o 1º número, o que muito contribuiu para o enorme êxito desta revista, embora a presença do “rei dos humoristas” se tornasse mais rara depois do nº 24, para dar lugar a outros mestres da arte de fazer rir.

O tema desta capa é um dos mais tradicionais do vasto repertório dos humoristas, que também gostavam (especialmente Stuart) de caricaturar os estudantes de capa e batina, dando-lhes, por vezes, um lugar de tanto relevo como aos magalas, aos polícias, às criadas, às varinas, aos mendigos, aos operários, aos ardinas e a toda a variada gama de figuras populares que povoavam as crónicas alfacinhas.

É curioso verificar que, embora Stuart se tivesse inspirado frequentemente nos modelos que tinha mais perto de si e nos meios que melhor conhecia, fruto da sua vivência boémia e da sua carreira em contacto com as mais diversas classes lisboetas, o seu génio criativo acabaria por atingir uma dimensão universal, projectando-se em todas as regiões do país e até em muitos círculos intelectuais e artísticos da Europa.

LEILÕES DE ORIGINAIS DE HERGÉ SÃO UM ÊXITO!

Tintin (Le Sceptre d'Ottokar)

Hergé (ou melhor, a sua mítica obra) soma e segue! No passado dia 30 de Abril, o cantor Renaud obteve a bonita soma de 1 milhão de euros por uma dupla prancha original de Tintin (com as dimensões 39,5 x 60 cms), num leilão realizado pela galeria Artcurial. Com 63 anos, Renaud achou chegado o momento de se desfazer de muitas peças da sua colecção, tendo posto à venda mais de uma centena (com trabalhos, entre outros, de Jacques Martin, Eddy Paape, Tibet, Tillieux, Walthéry, Mitacq, Varenne), mas foi o original de Hergé que, como era esperado, bateu o recorde desse leilão.

Como podem ver na imagem supra (reproduzida, com a devida vénia, da página on-line do jornal “Le Monde”), trata-se das duas últimas pranchas do mítico álbum Le Scèptre d’Ottokar, publicadas pela primeira vez, em 1938, no suplemento infantil Le Petit Vingtième, onde Hergé estreou as primeiras aventuras de Tintin. Outra dupla prancha do mesmo álbum, pertencente a outro coleccionador, já tinha sido vendida, em Outubro do ano passado, por 1,5 milhão de euros, num leilão da Sotheby’s realizado em Paris.

Tintin na SildáviaRenaud confidenciou à imprensa ter comprado o referido original por 100.000 francos, no final dos anos 80, à víúva do desenhador Etienne Le Rallic (autor do famoso Capitão Flamberge, personagem bem popular entre os leitores do Cavaleiro Andante). Falecido em 1968, o veterano Le Rallic colaborou com o criador de Tintin no início da 2ª Guerra Mundial e não deve ter sonhado que a prancha que Hergé lhe oferecera valeria, no futuro, tanto dinheiro! Quanto a Renaud, não há dúvida que fez um bom negócio… mesmo descontando o valor da inflação!

Como é do domínio público, os originais de Hergé produzidos antes da guerra suscitam a “cobiça” de inúmeros coleccionadores, não só de BD mas de arte em geral, sendo em regra os que atingem preços mais elevados, como uma página de guarda utilizada a partir de 1937 nos álbuns de Tintin (em que este aparece em 34 posições) e que foi vendida, há dois anos, por 2,65 milhões de euros, recorde mundial que ainda permanece imbatível. Mas até quando?…

O certo é que, como rezam os peritos e coleccionadores, a Banda Desenhada está a tornar-se um bom negócio e já são muitos os autores bem cotados neste mercado, com destaque naturalmente para os da escola franco-belga (Hergé e Tintin à cabeça). Quando é que os originais de autores portugueses começarão também a ser devidamente valorizados, desde logo no nosso mercado de arte? Porque já é tempo da Banda Desenhada fazer jus também, entre nós, ao seu título de 9ª Arte, com que foi crismada por alguns críticos e intelectuais franceses em meados dos anos 60.