CONVERSAS SOBRE BANDA DESENHADA – 2

No passado dia 8 de Julho, como oportunamente informámos, teve lugar na Bedeteca José de Matos-Cruz (ala da Biblioteca Municipal de Cascais – S. Domingos de Rana), a 3ª Conversa sobre BD moderada pelo próprio José de Matos-Cruz, especialista e crítico de cinema, com vasta obra publicada, historiador, coleccionador e divulgador pioneiro da Banda Desenhada em Portugal (Copra, Ploc!, Mundo de Aventuras, Boomovimento, etc).

Desta feita, os convidados foram o escritor/argumentista Jorge Magalhães e a desenhadora e artista plástica Catherine Labey, ambos profissionais de BD desde a década de 1970, nas mais diversas áreas, e que continuam a alimentar o seu gosto pela 9ª Arte, dedicando-se ludicamente, na idade da reforma, à actividade de bloggers

Perante um público assíduo — entre o qual tivemos a grata surpresa de ver, além de Mestre José Garcês e esposa, e do desenhador João Amaral e esposa, uma bela “embaixada” da família de Jorge Magalhães, com a filha Maria José Pereira (editora da Babel) e o genro, dois netos e duas bisnetas — , falaram ambos das suas carreiras (muitas vezes em comum), apoiados por uma apresentação em “Powerpoint” de obras que consideram as mais representativas dessa colaboração mútua ou com outros autores. Na sua intervenção, Jorge Magalhães, autor multifacetado, dissertou também sobre o seu longo percurso nas revistas e editoras onde trabalhou, desde o Mundo de Aventuras (APR) às Selecções BD (Meribérica), passando por muitas outras.

Eis um breve registo fotográfico dessa sessão, que nos foi enviado por João Camacho, técnico superior da Câmara Municipal de Cascais, a quem publicamente agradecemos. Seguem-se algumas imagens extraídas dos dois “powerpoints”.

A BLOGOSFERA E AS REDES SOCIAIS – UM TEMA DE ACTUALIDADE EM FOCO NO JORNAL “i”

Recebemos há dias um pedido de colaboração por parte de uma jornalista do quotidiano i que pretendia elaborar um artigo sobre os blogues em Portugal… Junto, vinha uma série de perguntas. Como fomos muito gentilmente abordados, a minha gata Mounette também achou, como porta-voz dos Gatos, Gatinhos e Gatarrões! [e “madrinha” d’O Gato Alfarrabista] que seria cortês responder, pois a nossa experiência de sete blogues — com O Voo do Mosquito e A Montra dos Livros, entre outros irmãos mais novos deste blogue, dirigidos pelo Jorge Magalhães — poderia contribuir para enriquecer o conhecimento sobre a matéria da senhora jornalista Joana Marques Alves.

Aqui divulgamos, com a devida vénia, parte do seu artigo (publicado na edição do i em 6 de Março p.p.), a primeira e a última páginas de seis. A primeira, por ter o título e a introdução, e a última, onde se fala dos nossos blogues, assim como do blogue Imaginário-Kafre, do nosso prezado amigo José de Matos-Cruz.

(Texto de Catherine Labey, extraído do seu blogueGatos, Gatinhos e Gatarrões”. Para ver/ler as páginas em toda a sua extensão, clicar duas vezes sobre a imagem).

UM DUPLO ANIVERSÁRIO

Parabéns, Fulvia! 2

Decorrido um ano desde a criação do blogue Franco Caprioli – o desenhador dos mares do sonho, onde homenageamos a memória e a obra de um grande ícone da Banda Desenhada, saudamos todos os nossos visitantes, admiradores da arte de Caprioli (que são cada vez mais numerosos!), e muito especialmente a nossa amiga Fulvia, filha dilecta do Mestre italiano, que hoje festeja também o seu aniversário.

MUITOS PARABÉNS, FULVIA!

(A imagem deste post é uma composição de Catherine Labey, sobre um desenho de Caprioli, com os retratos de Fulvia e do seu pai).

Layout 1

(As duas páginas supra foram reproduzidas do dvd (e-book) editado pelo Gicav – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, em Agosto de 2012, aquando das celebrações do 1º centenário do nascimento de Franco Caprioli).

HOJE FAZEMOS ANOS… EM BOA COMPANHIA!

3º aniversário do gato alfarrabista

Era nossa intenção comemorar o 3º aniversário deste blogue de forma algo especial, mas as limitações a que estamos sujeitos, de momento, condicionados pela assistência técnica que a Catherine Labey, por motivos de força maior, está impedida de nos prestar assiduamente, durante algum tempo, obrigam-nos a ser mais modestos nos nossos propósitos.

E assim O Gato Alfarrabista, para se manter activo, contando com menos recursos técnicos (e com menos espaço), teve de reduzir a programação de Janeiro aos “serviços mínimos”, isto é, a posts sobre notícias que nos são enviadas ou respeitantes a outros acontecimentos especiais que têm lugar também este mês, como o aniversário d’O Mosquito, cujos 80 anos de existência — não real, estatística, mas caldeada na memória e no afecto dos seus inúmeros leitores que jamais o esqueceram, alguns dos quais também já Mosquito 648alcançaram, ou ultrapassaram, essa respeitável idade — serão festejados, como habitualmente, num almoço- -convívio a realizar hoje, pelas 12h30, num restaurante da baixa lisboeta (coincidindo, portanto, com o nosso aniversário).

Uma honrosa coincidência, aliás, que muito desvanece O Gato Alfarrabista, sempre disposto a evocar a memória e as glórias de uma das mais prestigiadas revistas da BD portuguesa — à qual a nossa Loja de Papel quis prestar também homenagem, criando em 1/8/2014 um blogue com o seu nome: O Voo d’O Mosquito (https://ovoodomosquito.wordpress.com)

Quanto a nós, esperamos continuar na senda de um contínuo progresso, apresentando posts mais frequentes e mais bem elaborados, como já aconteceu em 2015, com um saldo francamente positivo: 208 posts publicados, um aumento de 20% em relação ao nosso 2º ano de existência. E com um número também nitidamente superior de visitantes, muitos deles regulares (cerca de 41.000 visitas, oriundas de 86 países, com predomínio de Portugal, Brasil e França, segundo o relatório da WordPress), número que esperamos possa continuar a crescer. O dia mais activo do ano foi 17 de Outubro, com 360 visitas, e o post mais lido, segundo o mesmo útil e eficiente relatório, foi “A História de Portugal em BD – 3” (A conquista de Ceuta).

Como podem verificar na nossa coluna de Archives, Outubro e Dezembro foram os meses mais “produtivos”, com 24 e 28 posts, respectivamente… quase um por dia. “Cada vez melhor” continuará, pois, a ser o lema com que procuraremos nortear a nossa acção, seguindo o exemplo d’O Mosquito (que nos perdoem esta pequena vaidade!), um aclamado jornal infanto-juvenil cujos maiores trunfos foram sempre a atenção que deu aos desejos dos leitores e a ambição de superar as suas expectativas, ano após ano.

Aos nossos visitantes, bem como a todos os colegas e amigos da blogosfera, alguns deles já experimentados internautas, endereçamos calorosos votos de saúde, harmonia, prospe- ridade e muitos êxitos no exercício das suas tarefas.

CAPITÃO BLASCO

ENCONTRO COM JESÚS BLASCO (Barcelona – 1985)

Cartaz Salón del Comic 2015 - 1

Cartaz do Salón del Comic 2015 - 2Está a decorrer, durante este fim-de-semana, o 33º Saló del Còmic de Barcelona, um dos eventos de maior nomeada no panorama bedéfilo espanhol e interna- cional, cuja perfeita organização atrai sempre milhares de visitantes, tornando ainda mais concorrida e festiva a populosa capital da Catalunha, onde além do Salón del Comic não faltam, nesta quadra primaveril, outros motivos de interesse para ver e admirar, mormente as suas célebres belezas naturais e urbanísticas, banha- das pelo idílico sol do Mediterrâneo.

Nos anos 80, há mais de três décadas, muitas foram as comitivas de autores, editores, jornalistas e bedéfilos portugueses que rumaram a Barcelona, para visitar o Salón del Comic e confraternizar com os seus amigos e colegas espanhóis, retribuindo visitas como a de Jesús Blasco, o famoso autor de Cuto e Anita Diminuta, que teve lugar em 1983, durante o certame organizado pelo Clube Português de Banda Desenhada nos antigos pavilhões da FIL (Feira Internacional de Lisboa).

1º e 3'Salón del Comic

Almanaque O Mosquito 1984Desse caloroso e animado convívio entre o grande mestre espanhol — que o revivalismo fomentado pelo Jornal do Cuto tornara conhecido das novas gerações — e os seus inúmeros admiradores portugueses, nasceu uma fraterna e duradoura amizade, consubstanciada desde logo num ambicioso projecto que arrancaria poucos meses depois: o lançamento de um almanaque e da 5ª série d’O Mosquito, planeada e posta em prática por uma equipa de que fiz parte, com a Catherine Labey, o saudoso editor da Futura, dr. Chaves Ferreira, e outros valiosos colaboradores nacionais e estrangeiros.

O êxito desse projecto não pode medir-se apenas em termos quantitativos — doze números e quatro almanaques publicados entre Novembro de 1983 e Novembro de 1986 —, porque este saldo é pouco significativo, 2014-10-23 22.09.24mas pela repercussão que alcançou no meio bedéfilo nacional e até em Espanha, onde o 1º número do novel O Mosquito nos serviu de cartão de visita quando demandámos o Salón del Comic de Barcelona, em meados de Maio de 1984. A recepção que nos foi feita por Jesús Blasco (e seus irmãos) e por outros autores presentes no Festival — como Jordi Bernet, Puigmiquel, Manfred Sommer, Luis Bermejo e Juan Gimenez — não podia ter sido mais efusiva e gravou-se indelevelmente na nossa memória. Alguns deles já eram colaboradores dessa nova série d’O Mosquito, com criações como Torpedo, de Jordi Bernet e Sánchez Abuli, e Ás de Espadas, de Juan Gimenez e Ricardo Barreiro.

4º e 5º Salón del Comic

2014-10-23 22.04.12No ano seguinte, a expedição a Barcelona e ao Saló del Còmic repetiu-se, na companhia de outros membros da nossa afanosa equipa e de mais amigos. Foi nessa ocasião que António José (Tozé) Simões, um dos mais jovens e talentosos colaboradores do ressus- citado O Mosquito, criador com Luís Louro de uma série que se tornaria a mais emblemática da BD portuguesa dessa época (estamos a falar, claro, de Jim del Monaco), entrevistou Jesús Blasco, durante um encontro no recinto do Salón, sempre a abarrotar de público, num ambiente que tornava a atmosfera daquele quente dia de Junho ainda mais abafada.

Almanaque Mosquito 1987Tal como o insólito calor primaveril de Barcelona, a loquacidade (proverbial) de Jesús Blasco não deu tréguas ao entrevistador, mas Tozé Simões saiu-se airosamente da tarefa, como os nossos leitores poderão constatar nas páginas que a seguir reproduzimos com essa entrevista, publicada no Almanaque O Mosquito de 1987 (cuja capa, ilustrada por Augusto Trigo, também aqui revive).

Memórias de outro tempo, de alguns velhos amigos, de uma hospitaleira cidade e de um ícone da BD mundial que Tozé Simões apelidou, com humor, de Capitão Blasco, um nome carismático que soa a Aventura…

Capitão Blasco 1 e 2Capitão Blasco 3

DOIS ANOS DEPOIS…

2º ANIVERSÁRIO D’O GATO ALFARRABISTA

Anos do GatoAlfarrabista 2015

O nosso blogue festeja hoje mais um aniversário com um cartoon oferecido pela sua preciosa assistente técnica Catherine Labey, sem cujo permanente apoio não teríamos chegado, com toda a certeza, até aqui.

Em 2014, o balanço foi totalmente positivo, pois, cumprindo a promessa feita há um ano, publicámos mais posts (165), criámos novas rubricas e mantivemos a regularidade pretendida, com picos em Abril e Agosto.

Este segundo ano de actividade ficou marcado também pela criação de dois novos blogues, O Voo d’O Mosquito (em Agosto) e A Montra dos Livros (em Novembro), para onde transitaram alguns posts d’O Gato Alfarrabista, mas que têm apresentado também rubricas novas e vão fazendo paulatinamente o seu caminho.

Infelizmente, neste mês de Janeiro a “pedalada” do nosso Gato tem sido menor, ressentindo-se de alguns percalços de saúde do seu coordenador e da inclemente falta de espaço (problema que esperamos resolver muito em breve).

Feito o balanço, só nos resta desejar (e confiar) que 2015 seja ainda melhor que os dois primeiros anos, em que o número de visitantes não parou de aumentar. Obrigado a todos!  

EFEMÉRIDES

FELIZ ANIVERSÁRIO!

Aniversário Cath

Já aqui apresentámos alguns curiosos e atraentes doodles (logos) criados pelo Google, geralmente a propósito de uma data, comemorativa do aniversário de figuras célebres, ou de acontecimentos mediáticos como o último Campeonato Mundial de Futebol, disputado em terras brasileiras.

Mas hoje, dia 8 de Setembro, fomos completamente apanhados de surpresa pelo tema que o Google dedicou a uma pessoa para nós muito especial, que nesta data celebra também um aniversário natalício: Catherine Labey.

Aqui têm, como comprovativo, o “delicioso” doodle com que a Catherine foi presenteada por um dos maiores portais da Net e que lhe soube tão bem, podemos garantir-vos, como as outras guloseimas que saboreou durante o dia.

Obrigado, Google!

ORIGINAIS E REPRODUÇÕES – 2

DOIS TRABALHOS INÉDITOS DE AUGUSTO TRIGO

 Desta feita, a título de curiosidade (e também de novidade), temos originais, mas não temos reproduções… porque os desenhos que apresentamos mais abaixo, com a assinatura de Augusto Trigo, destinavam-se a servir de capas aos dois primeiros números de uma revista quinzenal que nunca viu a luz do dia.

Foi um projecto meu e da Catherine Labey, à qual se devem duas maquetes da capa do primeiro número dessa revista — com o título provisório Aventuras & Viagens.

Aventuras e Viagens 1 & 2

Como podem ver, os originais de Augusto Trigo, excelentes como sempre, apesar das suas pequenas dimensões, próximas do formato da revista — 19,5 x 27 cms e 20,5 x 30 cms, respectivamente —, foram feitos com inteira liberdade criativa, ilustrando cenas das histórias escolhidas para esses números de estreia: O Rei da Polícia Montada, de Zane Grey e Allen Dean, e Mandrake, de Lee Falk e Phil Davies, duas séries clássicas cuja popularidade prometia um bom arranque da revista, num mercado potencial de cinco a dez mil leitores que ainda não “arrefecera”, após o desaparecimento, pouco tempo antes, do Mundo de Aventuras e de todas as publicações da Agência Portuguesa de Revistas.

Mas o projecto, como tantos outros com que sonhámos um dia, não passou da fase de planeamento, por falta dos apoios de que precisávamos para lançar uma revista com essa tiragem (e ainda por cima quinzenal), restando dele apenas as maquetes e os dois garridos originais de Augusto Trigo, inéditos até hoje.

Trigo - original patra a Polícia Montada244Trigo - original para Mandrake245

CLÁSSICOS ILUSTRADOS – 2

“A Carta Roubada” (Edgar Allan Poe) – 2

A carta roubada página609Apresentamos hoje a 2ª e última parte desta história com desenhos de Catherine Labey, baseada no conto de Edgar Allan Poe, segundo a versão que surgiu no Diabrete, quando esta popular revista infanto-juvenil publicou, em folhetins destacáveis, os “Contos Fantásticos” do célebre escritor norte-americano, mestre absoluto do “horror gótico” e da poesia lúgubre, mas também considerado um dos grandes percursores da literatura policial e de mistério, com narrativas que ainda hoje figuram entre as melhores do género, como     “O Escaravelho de Ouro”, “O Duplo Crime da Rua Morgue” e     “A Carta Roubada”.

Quadradinhos 1Como, na altura, éramos colaboradores (num dos jornais mais lidos há 30 anos, A Capital) do suplemento Quadradinhos – 2ª série, dirigido por Adolfo Simões Müller, grande apreciador de adaptações literárias, foi nas suas páginas que esta história teve honras de estreia, publicando-se a duas cores e a preto e branco desde o nº 72, de 31/10/1981, até ao nº 86, de 6/2/1982.

Devemos sublinhar que “A Carta Roubada” (The Purloined Letter) é um conto concebido por Poe de forma peculiar, em dois tempos diferentes, sempre narrados em flash-back.     No primeiro tempo, correspondente às páginas 1 a 8 desta adaptação, o narrador é um Prefeito da polícia parisiense que revela ao seu amigo C. Auguste Dupin — uma “mente brilhante” atraída pelos meandros da lógica dedutiva —, as investigações infrutíferas que levara a cabo, com os seus agentes, para encontrar a carta roubada a uma dama da alta aristocracia por um político sem escrúpulos e como esse documento podia comprometer a honra e a segurança familiar da distinta senhora.

No segundo tempo, o narrador é o próprio Chevalier Dupin, que se limita a expor, com a maior naturalidade, os passos que deu em sentido inverso, guiado apenas pela intuição e pelo exercício da lógica, que cultivava com o mesmo fervor de um certo detective privado que iria estabelecer os cânones da literatura policial muitos anos depois.

Quadradinhos 2Estamos, portanto, perante o exemplo paradigmático de um caso aparentemente simples, sem mistérios nem grandes emoções, narrado a três vozes e cuja acção, dividida em duas partes, tem como fulcro acontecimentos ocorridos num tempo anterior. Poe veste a pele do terceiro personagem presente em casa de Dupin — um amigo íntimo cujo nome também desconhecemos e que assume um papel contextual e reflexivo, expondo ao leitor, como uma voz off, os factos concretos e o singular “mecanismo” dedutivo de Dupin, assente na maníaca observação dos rostos e da linguagem corporal e no raciocínio puro, que explora o aspecto “superficial” das coisas como a melhor fonte de informações. Sherlock Holmes e Watson nasceram, sem dúvida, destes modelos.

Claro que, no âmbito das histórias ilustradas, esse discreto comparsa, o (quase) abstracto narrador que podemos subjectivamente comparar ao próprio Edgar Poe, tem de possuir uma identidade física, um aspecto que o torne mais real aos olhos do leitor, embora a sua presença no conto seja um mero artifício literário. Pessoalmente gosto da caracterização que Catherine Labey lhe deu, sem se cingir a nenhum retrato específico.

Resta assinalar que esta adaptação de “A Carta Roubada” (uma das poucas que julgamos existir de um dos primeiros clássicos da literatura policial) foi também publicada no nº 4 dos Cadernos Sobreda BD, em 1991.

Para voltar a ver a 1ª parte, clicar aqui

Carta Roubada 9   Carta Roubada 10

Carta Roubada 11   Carta Roubada 12

Carta Roubada 13   Carta Roubada 14

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