A QUINZENA CÓMICA – 39

Se a barafunda já era assim, em 1952, nos transportes públicos de Lisboa (como parodia José Viana nesta capa do Cara Alegre), imagine-se como será agora, com tantos turistas no Verão a enxamear a capital portuguesa, desde que esta ficou na “moda”. O que vale é que muitos deles preferem andar a pé… E por onde andam hoje os nossos humoristas (os émulos de Viana, Stuart, Vilhena)… que só se interessam pela política e até se esquecem dos turistas? Rima e é verdade!

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A QUINZENA CÓMICA – 37

As eternas festas dos Santos Populares, que animam neste cálido mês de Junho as ruas e os bairros de Lisboa e Porto e de outras localidades do país, foram também, por diversas vezes (como já aqui mostrámos), tema de capas do Cara Alegre, com alguns dos seus símbolos mais icónicos e pitorescos efusivamente retratados por artistas de feição igualmente popular, em especial José Viana, Stuart e José Manuel Soares.

Parece que hoje o símbolo mais em voga é a sardinha… Pudera! Ao preço que ela está e com as enchentes que se registam nos arraiais e nas “tasquinhas” que surgem em cada esquina, o melhor petisco das festas é também o melhor negócio do mês!

A QUINZENA CÓMICA – 36

PIROPOS (1)

A arte do “piropo” não está ao alcance de todos e são inúmeros os exemplos com que os humoristas de fértil imaginário procuram ilustrar essa verdade… quase sempre ridicularizando o sexo que gosta de usar o “piropo” a torto e a direito, expondo-se por isso às situações mais caricatas, como retrata José Viana nesta capa do Cara Alegre.

Na próxima quinzena aqui teremos outro exemplo.

A QUINZENA CÓMICA – 34

SINAIS DE PRIMAVERA (1)

Chegou a Primavera (também chamada “estação dos amores”) e as raparigas românticas extravasam os seus sentimentos, em efusiva comunhão com a Natureza… como retrata esta primaveril ilustração de José Viana, com a verve gráfica e humorística que o tornou um dos melhores colaboradores do Cara Alegre.

A QUINZENA CÓMICA – 33

MÁSCARAS DE CARNAVAL

O Carnaval já passou, mas não resistimos a publicar mais uma capa do Cara Alegre com o traço de José Viana, que bem ao seu jeito (aliando a eficaz singeleza do traço a uma comicidade de efeito fácil, como as piadas revisteiras) retrata a utilidade prática de usar máscaras carnavalescas quando se vai a uma festa em companhia da “cara-metade”… sobretudo se esta é do tipo matrona e zelosa vigilante da fidelidade conjugal!

A QUINZENA CÓMICA – 32

FOLGUEDOS DE CARNAVAL

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Em plenos festejos carnavalescos — que para muitos (e muitas) continuam a ser bem animados, como nos belos tempos em que não havia crise —, aqui têm outra garrida capa do Cara Alegre, ilustrada por José Viana, cujos êxitos no teatro de revista se somaram aos seus indiscutíveis dotes de cartunista (rima e é verdade!), no mesmo género (o humor) em que tanta popularidade conquistou entre o público. Lamenta- velmente, comparando as duas carreiras, a sua faceta de artista gráfico (em que também teve muitos admiradores) sempre se apagou perante a sua paixão pelo teatro.

A QUINZENA CÓMICA – 31

SERENATA À CHUVA

Mesmo nos dias chuvosos, não faltam aos cartoonists motivos de inspiração, como o que José Viana encontrou para esta capa do Cara Alegre. Claro que o tema nada tem a ver com o célebre filme musical realizado por Stanley Donen em 1952, nem  com a cena em que Gene Kelly executa um sapateado debaixo de uma carga de água.

Fica a homenagem, sugerida pelo título deste post, a uma eterna melodia que parece tornar a chuva mais agradável e a um grande humorista a quem se devem algumas das melhores “cenas” do Cara Alegre e do teatro de revista português.

A QUINZENA CÓMICA – 30

FOLGUEDOS DE ANO NOVO

Com esta capa, o folgazão Cara Alegre, sempre em boa companhia (aqui retratado por José Viana, a partir da risonha efígie criada por Stuart Carvalhais no 1º número da revista), festejou a sua entrada no ano de 1954. Mais quatro se sucederam, até ao final desta 1ª série, recheada de excelentes humoristas portugueses.

A QUINZENA CÓMICA – 29

ENFIM, SÓS!

Mais duas capas do Cara Alegre com a assinatura de José Viana, a atestar a criatividade deste grande humorista, que foi também um excelente actor do teatro de variedades.

Mesmo num local solitário, cheio de cadeiras vazias, ou num banco de jardim, dois namorados podem não encontrar o isolamento e a intimidade que procuram. Moral da história: o melhor é não namorar ao ar livre!

A QUINZENA CÓMICA – 28

O CENTRO DAS ATENÇÕES

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Esta cena, que a “câmara indiscreta” de José Viana, um dos melhores humoristas portugueses — na dupla faceta de expoente da ilustração e do teatro de revista —, registou na capa do Cara Alegre nº 134, não seria muito diferente se outra beldade se passeasse numa das muitas piscinas espalhadas hoje pelo país, do Alto Douro ao Algarve. Mas os “mirones” ficariam de olho ainda mais arregalado, porque o modelo de fato de banho seria certamente muito mais ousado…

O tempo passa, as modas mudam, o progresso avança, e os homens continuam a render-se à beleza feminina… para gáudio dos humoristas.