A BLOGOSFERA E AS REDES SOCIAIS – UM TEMA DE ACTUALIDADE EM FOCO NO JORNAL “i”

Recebemos há dias um pedido de colaboração por parte de uma jornalista do quotidiano i que pretendia elaborar um artigo sobre os blogues em Portugal… Junto, vinha uma série de perguntas. Como fomos muito gentilmente abordados, a minha gata Mounette também achou, como porta-voz dos Gatos, Gatinhos e Gatarrões! [e “madrinha” d’O Gato Alfarrabista] que seria cortês responder, pois a nossa experiência de sete blogues — com O Voo do Mosquito e A Montra dos Livros, entre outros irmãos mais novos deste blogue, dirigidos pelo Jorge Magalhães — poderia contribuir para enriquecer o conhecimento sobre a matéria da senhora jornalista Joana Marques Alves.

Aqui divulgamos, com a devida vénia, parte do seu artigo (publicado na edição do i em 6 de Março p.p.), a primeira e a última páginas de seis. A primeira, por ter o título e a introdução, e a última, onde se fala dos nossos blogues, assim como do blogue Imaginário-Kafre, do nosso prezado amigo José de Matos-Cruz.

(Texto de Catherine Labey, extraído do seu blogueGatos, Gatinhos e Gatarrões”. Para ver/ler as páginas em toda a sua extensão, clicar duas vezes sobre a imagem).

JOSÉ GARCÊS E A HISTÓRIA DE SILVES EM BD

Texto de José de Matos-Cruz

historia-de-silvesUm privilegiado cruzamento entre modos actuais de informação, meios consagrados de divulgação e métodos artísticos de expressão, consuma-se em A História de Silves em BD. Novo álbum de José Garcês — editado pela Câmara Municipal de Silves — que, assim, concretiza outras propostas de revitalização, em incidências sociais, políticas, criativas, e nas primordiais implicações comunitárias. Em referência e testemunho, «a história de um território com uma ocupação humana muito antiga e rica de factos e episódios, que remonta à Idade do Ferro, e por onde passaram gregos, fenícios, cartagineses, romanos e muçulmanos. Dá a conhecer importantes figuras da cultura e do desporto locais, bem como nos encanta com a célebre Lenda das Amendoeiras em Flor»… Eis uma aliciante incidência, pela concepção de mestre José Garcês, atribuindo à figuração narrativa uma componente interactiva, quanto à função pedagógica e ao entretenimento.

Com uma carreira intensa e multifacetada, que recentemente celebrou 70 anos, José Garcês considera que «o autor de banda desenhada procura transmitir, ao público em geral, uma mensagem visual apoiada num texto, e essa mensagem não terá de ser igual para um adulto ou uma criança com menos de dez anos. Se o conseguir, melhor para todos».garces-em-silves

Actualmente com 88 anos, e sendo ainda pintor, ilustrador e autor de construções de armar, José Garcês tratou em quadradinhos, por revistas, jornais e separatas, ou em livro e álbum, com uma importante vertente didáctica e notáveis valências gráficas e estéticas, os mais variados assuntos e géneros, desde a biografia, a natureza, a arquitectura e os temas militares, à História de Portugal, das cidades e vilas, ou à ênfase literária.

(Nota: texto e imagens reproduzidos, com a devida vénia, do blogue Imaginário-Kafre (http://imaginario-kafre.blogspot.pt/2016/12/imaginario-extra-jose-garces-e-historia.html), orientado por José de Matos-Cruz.

TRAÇOS & TONS: EXPOSIÇÃO DE DANIEL MAIA

Daniel Maia (exposição)Com inauguração em 30 Abril p.p. e encerramento este domingo, 22 de Maio, o Ateneu Popular do Montijo expôs Traços & Tons, uma mostra composta por uma selecção de trabalhos recentes do talentoso jovem desenhador Daniel Maia, figurando personagens de comics como Batman, Tartarugas Ninja e Mulher Maravilha, ou de ficção como O Infante Portugal (criado por José de Matos-Cruz), e complementada por diários gráficos e cadernos de desenho.

Comissariada por Marta Ferreira, a exposição visou mostrar obras recentes do autor, em banda desenhada e ilustração, demonstrar o seu processo de trabalho — de interesse para o público escolar, a fim de dar a conhecer as fases criativas que levam um projecto, desde o guião ou esboço inicial, até à peça finalizada e respectiva edição — e partilhar comparações entre estas obras e desenhos da sua fase amadora, pré-adolescência.

Infante Portugal (José Matos-Cruz)A mostra estará proximamente em itinerância em dois outros locais, na grande Lisboa, oferecendo assim uma nova oportunidade ao público que não pôde visitá-la na outra margem do Tejo.

Na foto ao lado: Em visita à exposição Traços & Tons, de Daniel Maia, deu-se o “encontro” de José de Matos-Cruz, o criador, com a sua famosa criação O Infante Portugal (cuja imagem serviu de ex-libris a esta mostra). Uma oportuna convergência, enquanto se última a estreia da personagem e todo o respectivo universo criativo em banda desenhada.

(Ler mais informações nos blogues Imaginário-Kafre, de José de Matos-Cruz http://imaginario-kafre.blogspot.pt/ — e Daniel Maia Artwork http://danielmaia-art.blogspot.pt/ — onde recolhemos estas notas, com a devida vénia).

VASCO GRANJA – VIVÊNCIA E MEMÓRIA

EXPOSIÇÃO NO CENTRO CULTURAL DE CASCAIS

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Vasco Granja panfleto 1456A incontornável relação de Vasco Granja com os desenhos animados — à qual ficou a dever grande parte do seu renome como figura pública e a sua aura junto dos mais (e dos menos) jovens —, foi pretexto para uma pequena mas notável exposição inaugurada na passada sexta-feira, dia 6 de Março, no Centro Cultural de Cascais, com a presença de distintas personalidades como Carlos Carreiras, Presidente do município, José de Matos-Cruz, comissário da exposição, e Cecília Granja, filha de Vasco Granja e principal herdeira e curadora do seu precioso espólio.

O numeroso público presente ficou encantado não só com o acervo bibliográfico e fotográfico exposto, constituído na sua maioria por obras sobre cinema de animação, em várias línguas, mas também com os filmes projectados durante a sessão, nomeadamente diversas curtas-metragens de Tex Avery, que com zelo e paciência Cecília e os seus familiares recuperaram digitalmente das gravações em VHS conservadas por Vasco Granja, com “religioso” fervor, no seu santuário doméstico, cheio de relíquias de duas (ou mais) carreiras paralelas, marcadas por inúmeros contactos internacionais.

Vasco Granja panfleto 2  457A exposição Vasco Granja e o Cinema de Animação, patrocinada pela Fundação D. Luís I, estará patente no Centro Cultural de Cascais até ao próximo dia 19 de Abril e merece uma visita de todos os que se deslocarem à bela vila da linha do Estoril, onde as actividades recreativas e culturais têm estado em foco nos últimos anos, graças ao dinamismo dos seus responsáveis autárquicos, em colaboração com diversas entidades.

Transcrevemos seguidamente, com o maior prazer, um folheto editado no âmbito desta mostra, em cujos textos José de Matos-Cruz, Cecília Granja e outros familiares do homenageado contextualizaram o fecundo percurso biográfico e profissional de Vasco Granja, um dos maiores dinamizadores culturais da sociedade portuguesa, nos anos 50 a 90, cuja presença em inúmeros programas da RTP ainda hoje é calorosamente recordada por muitos dos seus admiradores.

Amador esclarecido — que conviveu com literatos, artistas, críticos, cineastas, editores, desenhadores —, autodidacta de grande craveira intelectual, foi também Vasco Granja que introduziu no nosso léxico a expressão “banda desenhada”, hoje genericamente consagrada, em detrimento da tradicional “histórias aos quadradinhos”.

Vasco Granja panfleto 3 e 4Vasco Granja panfleto 5 e 6