EXPOSIÇÕES SOBRE JIJÉ E VANDERSTEEN NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

No próximo dia 18 de Março, o CPBD realiza mais um evento que certamente ficará para a sua história, inaugurando simultaneamente três exposições: a primeira sobre o Cavaleiro Andante (como já aqui foi anunciado), e as restantes em homenagem a dois grandes nomes da BD franco-belga, Joseph Gillain (Jijé) e Willy Vandersteen — numa parceria com o Gicav, de Viseu, e a Câmara Municipal de Moura, entidades que patrocinaram, em anos recentes, exposições sobre estes autores, cuja obra foi bastante conhecida e apreciada em Portugal, pelos leitores do Diabrete, Cavaleiro Andante, Zorro, Foguetão, Nau Catrineta, Mundo de Aventuras e outras publicações juvenis. 

A  preceder a abertura destas mostras, que ocupam três salas do CPBD, haverá um colóquio, às 16hoo — subordinado ao tema “Jijé, um artista sempre presente” —, com um destacado membro do clã Jijé, o seu neto Romain Gillain, há muitos anos a viver no nosso país e que, por isso, domina perfeitamente a língua portuguesa.

LUIZ BEIRA – UMA GRANDE HOMENAGEM EM VISEU

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Com a devida vénia, reproduzimos na íntegra o post seguinte, publicado no blogue BDBD (com um belo texto de Carlos Rico), sobre a homenagem que será prestada a Luiz Beira, no próximo sábado, dia 28 de Janeiro, tendo como cenário a Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva, em Viseu, a que está acoplada a Bedeteca que tem o seu nome.

Ao homenageado, nosso amigo de longa data e companheiro de muitas jornadas bedéfilas, enviamos sinceros parabéns, desejando-lhe a continuação de uma carreira recheada dos maiores êxitos e em que a paixão pelas Artes (com destaque para o Teatro, a Poesia, o Cinema e a BD) seja sempre a Musa que ilumina e inspira o seu talento.

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No próximo dia 28 de Janeiro, sábado, pelas 16:00 horas, a Câmara Municipal de Viseu (CMV) e o Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) promoverão uma justíssima homenagem a Luiz Beira — meu ilustre amigo e colega de blogue —, integrada nas comemorações do 15.º aniversário da Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva.

Estas comemorações visam homenagear algumas das figuras que mais se notabilizaram neste período de vida da Biblioteca e o nome de Luiz Beira — o primeiro de um conjunto de doze — vem a propósito uma vez que, como é sabido, doou a Viseu grande parte do seu acervo de Banda Desenhada, com a finalidade de aí ser fundada uma Bedeteca, o que viria oficialmente a acontecer em 31 de Maio de 2002.

Na Bedeteca Luiz Beira (que está acoplada à Biblioteca Municipal Dom Miguel da Silva) podem ser consultados milhares de documentos como sejam álbuns, revistas e fanzines de banda desenhada (alguns dos quais de incontestável raridade e valor histórico), bem como livros de Teatro, Poesia e outros temas.

Mas Luiz Beira está intimamente ligado à cidade de Viriato, não só através da Bedeteca como do próprio salão de Banda Desenhada, cuja génese em muito se deve às digressões que, inicialmente, as exposições das Jornadas BD da Sobreda (também elas uma criação de Luiz Beira) faziam a Viseu. E não poderíamos, obviamente, esquecer a longa e assídua colaboração com a revista “Anim’Arte” (que ainda mantém) ou a publicação de todas as peças de Teatro que o Gicav lhe editou, em seis volumes, há alguns anos.

É, pois, por tudo isto e com inteira justiça que a CMV e o Gicav se preparam para homenagear este amante das Artes, inaugurando uma exposição que permanecerá patente ao público até dia 22 de Abril. Quem puder deslocar-se a Viseu, no dia 28, e assistir à homenagem pública, será muito bem-vindo, pois o Luiz merece, nesse dia tão especial para ele, estar verdadeiramente entre amigos (e são muitos os que a Banda Desenhada, o Teatro, o Cinema e a Televisão lhe têm trazido ao longo dos anos…). Fica o convite feito.

Eu, por mim, lá estarei para lhe dar um fraternal abraço, participar na festa e fazer a merecida reportagem para publicar, dentro de dias, no nosso blogue.    CR

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JOSÉ RUY E BAPTISTA MENDES HOMENAGEADOS PELO GICAV EM VISEU

José Ruy (Viseu 2016)

Infante D. Henrique (Viseu 2016)No âmbito da exposição sobre o Infante D. Henrique na Banda Desenhada, inaugurada em Viseu há uma semana, no Pavilhão Multiusos da famosa Feira de S. Mateus, onde estão patentes ilustrações de vários autores, queremos assinalar, mais uma vez, a homenagem prestada a José Ruy e Baptista Mendes, dois veteranos da BD portuguesa cuja longa e prestigiosa carreira ficou indelevelmente ligada aos personagens e às narrativas de índole histórica, género em que ostentam, com inteiro merecimento, o insigne título de Mestres.

Infante D. Henrique (álbum Gicav)Por iniciativa do Grupo de Intervenção e Criati- vidade Artística de Viseu (Gicav), organizador da referida exposição, com o apoio da Câmara Municipal daquela cidade, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude, foi editado um álbum com duas histórias dos homenageados, alusivas ao Ínclito Infante, ambas oriundas de publicações dos anos 1960.

Aqui ao lado reproduzimos a capa desse álbum, com sinceras felicitações a Baptista Mendes, José Ruy (na foto supra, com Luiz Beira) e ao dinâmico grupo cultural Gicav, de Viseu, promotor de uma meritória iniciativa que, nos últimos anos, tem posto em destaque os mestres da BD portuguesa e os profundos laços da sua obra artística com as maiores figuras do nosso património cultural e histórico.

Propomos a todos os interessados que façam uma visita ao excelente blogue BDBD, orientado por Carlos Rico e Luiz Beira, onde está patente uma reportagem alusiva ao acto inaugural deste evento, que teve como noutros anos grande afluência de público. Aqui fica o link: http://bloguedebd.blogspot.pt/2016/09/o-infante-d-henrique-em-viseu.html

O INFANTE D. HENRIQUE NA FEIRA DE S. MATEUS

EXPOSIÇÃO DE BD SOBRE O INFANTE D. HENRIQUE

Convite BD

No próximo dia 28 de Agosto, domingo, pelas 16:00 horas, será inaugurada em Viseu, no Pavilhão Multiusos da Feira de S. Mateus, uma exposição cujo tema se intitula “Infante Dom Henrique na Banda Desenhada”.

A exposição, composta por cerca de duas dezenas de quadros em grande formato, mostrará praticamente todas as versões existentes em BD sobre a vida do “Navegador”. A mostra é uma produção do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav) e conta com o apoio da Câmara Municipal de Viseu, da Viseu Marca e do Instituto Português do Desporto e Juventude.

Na mesma ocasião, serão homenageados ao vivo, pelo Gicav, José Ruy e Carlos Baptista Mendes, sendo também lançado um mini-álbum com a reedição de duas histórias destes consagrados autores, versando o Infante D. Henrique.

Tudo bons motivos, portanto, para uma visita à mui nobre cidade de Viseu, a pretexto da Banda Desenhada e de uma das maiores figuras da nossa História.

(Texto adaptado, com a devida vénia, de uma notícia publicada no BDBD, blogue orientado por Carlos Rico e Luiz Beira).

UM DUPLO ANIVERSÁRIO

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Decorrido um ano desde a criação do blogue Franco Caprioli – o desenhador dos mares do sonho, onde homenageamos a memória e a obra de um grande ícone da Banda Desenhada, saudamos todos os nossos visitantes, admiradores da arte de Caprioli (que são cada vez mais numerosos!), e muito especialmente a nossa amiga Fulvia, filha dilecta do Mestre italiano, que hoje festeja também o seu aniversário.

MUITOS PARABÉNS, FULVIA!

(A imagem deste post é uma composição de Catherine Labey, sobre um desenho de Caprioli, com os retratos de Fulvia e do seu pai).

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(As duas páginas supra foram reproduzidas do dvd (e-book) editado pelo Gicav – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, em Agosto de 2012, aquando das celebrações do 1º centenário do nascimento de Franco Caprioli).

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

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Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade.

Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma mais directa ou mais criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

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UMA HISTÓRIA DE PÁSCOA

“COMO FOI DESCOBERTA A CRUZ” (por José Garcês)

José Garcês no seu estúdioIntegrada na rubrica Contos e Lendas — onde já surgiram “Os 12 trabalhos de Hércules”, pelo traço de Marcello de Morais —, apresen- tamos hoje uma história com a assinatura de mestre José Garcês, um dos mais infatigáveis obreiros da BD portuguesa, cuja carreira iniciada em 1946, nas páginas d’O Mosquito, nunca foi interrompida. Mesmo 70 anos depois, José Garcês continua a ter uma agenda cheia de projectos, acalentando o sonho de voltar a fazer BD com temas didácticos e animalistas, duas áreas em que se tornou um consagrado especialista, assim como na das construções de armar, com monumentos nacionais fielmente reproduzidos (a Torre de Belém, os Mosteiros da Batalha e dos Jerónimos, etc), num meticuloso e impressionante labor arquitectónico que lhe tem granjeado os maiores elogios.

Viriato (José Garcês)José Garcês espera também lançar este ano um álbum (já concluído) sobre a história de Silves e tem sido alvo de várias homenagens, uma delas a decorrer ainda na Biblioteca Nacional, onde uma exposição dos seus trabalhos está patente até 12 de Abril. Em 2015, teve também uma exposição em Viseu, com particular destaque para a sua famosa obra “Viriato”, reeditada pelo Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), em grande formato, a partir das páginas publicadas, em 1952, no Cavaleiro Andante.

A história que seguidamente reproduzimos — incluída numa retrospectiva que iremos dedicar a este veterano da BD portuguesa, começando por algumas das suas criações menos conhecidas (anos 40-50) — apareceu originalmente na revista mensal Pisca-Pisca, onde José Garcês deixou também a marca do seu multifacetado talento artístico. 

No sumário do nº 4 do Pisca-Pisca (Abril de 1968), há outra história de Garcês, baseada na lenda de Amadis de Gaula, um tema que abordou de forma inspirada, como os nossos leitores poderão brevemente confirmar nesta rubrica. Dentro da mesma temática, que sempre o seduziu, registam-se ainda as magníficas versões do Palmeirim de Inglaterra e de Os Cavaleiros de Almourol, duas lendas bem conhecidas da historiografia medieval portuguesa, adaptadas por Garcês na Fagulha e no Mundo de Aventuras Especial.

Garcês Páscoa 1 e 2

Garcês Páscoa 3 e 4

“A VIAGEM DO ELEFANTE” – EXPOSIÇÃO EM VISEU

cartaz viseu- viagem do elefante

É já amanhã sábado, dia 14, às 16.00 horas, que será inaugurada na Biblioteca Municipal D. Miguel da Silva, em Viseu, uma exposição relativa ao mais recente e valioso trabalho de João Amaral: a adaptação de A Viagem do Elefante”, de José Saramago, em banda desenhada, cujo merecido êxito tem feito o seu autor calcorrear também um longo caminho, recheado de episódios marcantes.

“Quem tiver a oportunidade de se deslocar a esta bonita cidade beirã” — escreveu João Amaral no seu blogue — “poderá ver algumas reproduções de pranchas, desenhos, e saber um pouco do que foi todo o processo criativo desta obra. Na sessão inaugural, obviamente que estarei presente para falar também sobre esse assunto. Para já, fica o meu agradecimento aos elementos do GICAV, que tiveram a ideia e organizaram todo o núcleo expositivo relativo a este meu trabalho, bem como à Câmara Municipal de Viseu pelo seu apoio. Fica, então, aqui exposto o cartaz e o convite dirigido a todos os que puderem comparecer”.