DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

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Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade.

Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma mais directa ou mais criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

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RECORDAÇÕES DE FÉRIAS

Embora alguns felizardos (e felizardas) continuem de férias em Setembro, a grande maioria tem de regressar ao trabalho e a outras ocupações (como os políticos e o seu séquito de comentadores) quando os cálidos dias de Agosto chegam ao fim.

Para mitigar as saudades desse tempo que passou tão depressa, aqui têm, caros amigos do Gato Alfarrabista, outra capa do Tintin belga dedicada às “belles vacances”, com a assinatura de um jovem talento que dava os primeiros passos a caminho da fama. Serão capazes de descobrir o seu nome?

Tintin 28-1951 capa

E, para os que sabem francês, reproduzimos também a nota de abertura, com uma “ode” poética às férias grandes, e um belo conto de Jacques Lillois, com ilustrações de René Follet, publicados no mesmo nº 28 (6º ano), do Tintin belga.

Tintin 28-1951nota de aberturaNão só as férias, nesse tempo, eram maiores, como os jovens preferiam geralmente a leitura a outras distracções. Lembro-me bem de levar sempre um livro e algumas revistas — como O Mosquito e o Mundo de Aventuras — quando ia para a praia de Santo Amaro de Oeiras, a minha preferida. E a família chegou mesmo, em anos seguidos, a passar lá um mês inteiro, numa casa alugada. Então, ia abastecer-me regularmente a um quiosque onde não faltavam as revistas de BD que saíam todas as semanas… incluindo o Diabrete, que em Agosto de 1951 ainda se publicava, mas não tardaria a chegar ao fim da sua carreira, para dar lugar ao Cavaleiro Andante, outra revista que eu não dispensava nas férias grandes (e no resto do ano).

Se os dias de lazer eram passados na praia,    as noites eram dedicadas ao convívio com os amigos, pois juntara-se um grupo de jovens veraneantes, em Oeiras, que à noite se encontravam, sempre no mesmo sítio, para fumar e conversar (a praia, o futebol e o ciclismo eram os principais temas de verão… o liceu ficava esquecido), e atirar piropos às garotas que passeavam pelo parque. Belos tempos!

Tintin 28- conto 1 e 2

Foi também na praia de Santo Amaro de Oeiras, mas noutro ardente verão, que me deliciei a ler os primeiros episódios de uma nova aventura de Cuto, “A Ilha dos Homens Mortos”, e de “O Defunto”, um conto de Eça de Queirós, magistralmente ilustrado por E. T. Coelho, que O Mosquito começou a publicar em 26/7/1950. Lembro-me tão bem desse dia como se fosse hoje!… E, para rematar este saudosista apontamento estival, aqui ficam, dedicadas especialmente aos admiradores de E. T. Coelho e de Jesús Blasco (que ainda são muitos), a primeira página de “O Defunto” e duas páginas de Cuto, extraídas dos nsº 1157 e 1158     d’O Mosquito. Qualquer dia O Gato Alfarrabista tem de recuperar estas histórias.

O Defunto900

Cuto Vermelho

Cuto Azul