I.R.$ – UMA NOVA COLECÇÃO DA PARCERIA PÚBLICO/ASA (POR STEPHEN DESBERG E BERNARD VRANCKEN)

Uma nova colecção de BD franco-belga, inédita ainda em português, com argumento de Stephen Desberg e desenhos de Bernard Vrancken, que faz o leitor mergulhar no mundo da alta finança, com toda a corrupção que o envolve. Larry B. Max é um agente dos assuntos fiscais que tem na sua mira os “paraísos” onde o dinheiro circula livremente e as teias da corrupção ocultam grandes fortunas obtidas por meios ilícitos.

Uma série de enredo original, constituída por nove volumes duplos (cada um deles com uma aventura completa), que estará semanalmente nas bancas, a partir de hoje, 28 de Fevereiro. Outro grande lançamento editorial deste ano de 2018 que, para os leitores de Banda Desenhada, promete ser fértil em novidades.

CARLOS ROQUE: DEZ ANOS DE MÁGOA E DE SAUDADE

Carlos Roque retrato copy

Artigo de Carlos Pessoa publicado no jornal Público, de 1/8/2006. Carlos Santos Roque nasceu em Lisboa, em 12/4/1936, e faleceu na Bélgica, em 27/7/2006.

Páginas de Carlos Roque publicadas originalmente no Tintin e no Spirou (cortesia do BDBD, blogue orientado por Carlos Rico e Luiz Beira).

“PUTAIN DE GUERRE – A GUERRA DAS TRINCHEIRAS”, DE JACQUES TARDI

putain de guerre - Tardi

Considerado um dos mais importantes autores de Banda Desenhada franceses e um dos mais influentes do mundo, Jacques Tardi apresenta nesta exposição trabalhos de três álbuns do autor dedicados à Primeira Guerra Mundial: “Putain de Guerre”, “C’était la Guerra des Tranchées” e “Chansons contre la Guerre”.

Segundo Carlos Pessoa, crítico e jornalista especializado em Banda Desenhada, “é perfeitamente possível imaginar as longas noites de Inverno do pequeno Tardi, nos anos difíceis da reconstrução da Europa destruída pela II Guerra Mundial, a ouvir histórias contadas pela sua avó. E também se pode calcular que muitos desses relatos não foram contos de fadas ou histórias tradicionais da rica oralidade europeia, mas episódios vividos por Paul Tardi, seu avô, nas trincheiras da I Guerra Mundial. Esse avô corso que esteve em Verdun, foi ferido várias vezes, chegou a ser gaseado e não dizia uma palavra… Tardi também terá ficado suspenso das descrições do seu tio-avô, sobrevivente de guerra, mas com sequelas de um ferimento de obus, explicando-lhe com detalhe como lhe puseram vermes no penso para eliminar os tecidos gangrenados da ferida. E depois vieram as histórias do seu próprio pai, René Tardi, essas já situadas no ambiente da II Guerra Mundial, onde conduziu um carro de assalto”.

As cartas e os diários, os testemunhos de soldados nas trincheiras, as fotografias, as imagens dos uniformes, o armamento, são — segundo Carlos Pessoa “outros tantos elementos que permitem a Tardi recuperar a “sua” atmosfera da guerra, enriquecida com a experiência de deslocação pessoal a muitos locais das batalhas. Tudo isto para tornar possível ao leitor impregnar-se do ambiente quotidiano do soldado e apreender o tremendo sofrimento físico e emocional dos combatentes. As histórias de Tardi são curtas narrativas de situações vividas por homens deprimidos e roídos pelo medo nas trincheiras ou na terra de ninguém a excepção é “Putain de guerre!”, em que o autor privilegia uma perspectiva cronológica. Não há heróis, mas apenas soldados que são vítimas de uma guerra absurda e sem o menor sentido. Graficamente, apresentam-se muitas vezes como meras silhuetas, simples reflexos, sem profundidade, de seres que há muito perderam a condição de homens livres. Vivem esmagados pelo peso das mochilas e do armamento que transportam às costas, mas sobretudo pelo próprio conflito, que lhes assenta sobre os ombros com todo o peso do mundo.

A denúncia dos horrores da guerra, a afirmação de um pacifismo radical e o desmascaramento do papel “redentor” da religião no conflito, vão a par com um olhar sarcástico sobre a liturgia e a simbólica patrióticas, com os seus monumentos evocativos ao soldado desconhecido, cerimónias comemorativas, medalhas, desfiles de antigos combatentes e outras evocações com que foi construída uma certa memória colectiva do conflito”.

“A BATALHA”– NOVO ÁLBUM DE PEDRO MASSANO (2)

IMG_1983aPor amabilidade do nosso amigo e colaborador Dâmaso Afonso, um incansável e experimentado repórter fotográfico que tem captado imagens da maioria dos eventos bedéfilos realizados em Portugal, é-nos possível apresentar uma mostra da sessão de lançamento do novo álbum de Pedro Massano, A Batalha – 14 de Agosto de 1385, que decorreu, como já noticiámos, no dia 29 de Abril, às 18h30, numa conhecida livraria do Chiado.

A apresentação deste álbum, editado pela Gradiva e com o patrocínio da Fundação Batalha de Aljubarrota — obra de grande qualidade gráfica e de notável erudição, baseada nas crónicas de Fernão Lopes e Froissart, que dignifica a todos os níveis a BD portuguesa de expressão histórica —, esteve a cargo de Carlos Pessoa, jornalista, autor e crítico com larga experiência na área da BD.

IMG_2020aIMG_1999aIMG_2014aIMG_2016aIMG_2019aIMG_2021aIMG_2012aIMG_2013aIMG_2005aIMG_2001a

Entre o público que assistiu à sessão, queremos destacar a presença do elemento feminino e de algumas gradas figuras do nosso meio bedéfilo, como Zé Manel, José Ruy, Baptista Mendes, João Amaral, Geraldes Lino, Catherine Labey e Monique Roque.

Após um animado colóquio em que participaram diversos convidados — com Geraldes Lino, sempre interventivo, a dar o tom —, efectuou-se uma sessão de autógrafos, durante a qual Pedro Massano voltou a ouvir os maiores elogios à sua obra.

A Dâmaso Afonso expressamos, uma vez mais, o nosso reconhecimento por todas as provas de amizade e cooperação com que tem obsequiado este blogue.

IMG_2027a

IMG_2017a IMG_2025a IMG_1984a IMG_2028a IMG_1986a IMG_1985a IMG_1996a IMG_1997a IMG_1993a IMG_1995a