“COWBOYS” E VAMPIROS NOS COLÓQUIOS DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

CPBD entrada

Como o nosso título parece sugerir, este deve ter sido um dos encontros mais estranhos promovidos pelo Clube Português de Banda Desenhada, apesar de não ter decorrido numa sexta-feira 13, nem ter aberto a caça aos bandidos no Far-West americano.

Mas do título à realidade vai um grande salto, porque a magna reunião do CPBD realizada no passado sábado, dia 11 de Junho, não teve nada de insólito, antes pelo contrário… Foi até bem animada e divertida, com a presença do desenhador argentino Juan Cavia e do argumentista Filipe Melo, os dois autores convidados para o primeiro colóquio deste encontro, que apresentaram a sua nova obra “Os Vampiros”, uma novela gráfica cujo tema confirma o talento desta dinâmica dupla, já com honrosa projecção internacional.

As apresentações da praxe foram feitas por Pedro Mota, presidente da direcção do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD).

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No segundo colóquio, que começou cerca de uma hora depois, o tema em debate foi o célebre personagem do western italiano Tex Willer, cuja crescente popularidade em Portugal deu origem à criação de um Clube que ostenta o seu nome, edita uma revista semestral e realiza anualmente, em Anadia (região da Bairrada), uma Mostra de BD que já vai na 3ª edição e tem contado sempre com a presença de ilustres autores italianos da editora Bonneli, a “fonte” de onde brotam todas as aventuras de Tex.

Esse animado colóquio — que durou cerca de duas horas, assinalando a primeira e frutuosa colaboração entre o CPBD e o novel Clube Tex Portugal — foi orientado por três grandes fãs texianos, fundadores e membros da direcção do referido Clube: José Carlos Francisco (ao centro), Mário João Marques (à sua esquerda) e Carlos Moreira.

Para todos os presentes, foi um prazer ouvi-los dissertar sobre as suas vivências como leitores e admiradores fanáticos de uma série de culto, cujas idiossincrasias os marcaram profundamente, abrindo-lhes as portas de um vasto e fascinante universo, criado em 1948 por dois “gigantes” da BD italiana: Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini.

Como vêem, pelo que aqui ficou descrito, cowboys e “vampiros” conseguiram coexistir em colóquios separados, mas que mantiveram sempre vivo o interesse da assistência.

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(Nota: as fotos que ilustram esta reportagem são da autoria de outro membro do CPBD e nosso amigo de longa data, Dâmaso Afonso, a quem agradecemos a sempre pronta e valiosa colaboração).

CLUBE TEX PORTUGAL JÁ TEM A SUA REVISTA!

Convívio do Cacém - 1

Já lá vão duas semanas, mas parece que foi ontem!… Conforme largamente divulgado no Tex Willer Blog, realizou-se em 29 de Novembro p.p. o 2º Convívio do Clube Tex Portugal e o cenário eleito para esse evento, que reuniu dezenas de sócios e seus familiares, foi, mais uma vez, o espaçoso e concorrido restaurante Regiões, sito naquela que já é denominada por muitos pards, membros e simpatizantes do Clube, como Cacém City.

O Gato Alfarrabista também se fez representar nesse caloroso (e ruidoso) Convívio, com a sala a abarrotar de gente — nas noites de sábado o restaurante está sempre à cunha — e música de fundo a ressoar-nos nos tímpanos durante horas e horas… o que proporcionou muitos momentos de alegria e de animado bailarico, sobretudo a um grupinho de moças do nosso clã, que se destacou pelo seu contagiante entusiasmo.

Convívio do Cacém - 2

Mas o momento mais alto — à parte o efusivo ritual, celebrado com as honras devidas, de partilhar e saborear o artístico bolo comemorativo deste Convívio, com uma imagem de Tex, como é da praxe —, foi, sem dúvida, a apresentação pelos directores do Clube, José Carlos Francisco, Mário João Marques e Carlos Moreira, do número de estreia da sua revista, que todos os sócios presentes fizeram questão de comentar e elogiar, considerando-a uma das mais belas surpresas com que foram brindados nesta quadra natalícia. E até os mais novinhos ficaram satisfeitíssimos por a receber!…

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Pela nossa parte, queremos desde já sublinhar o seu excelente aspecto gráfico, com uma capa de belo efeito da autoria do grande artista texiano Andrea Venturi — capa essa que serviu de mote à requintada arte culinária do mestre(a) confeiteiro(a) que confeccionou o recheio e a cobertura do magnífico bolo de aniversário, rapidamente tragado por mais de 50 gulosos convivas! E é muito bem capaz de não ter chegado para todos!…

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Com colaboração variada, nas suas luzidas 32 páginas, onde a cor é uma nota dominante, este 1º número destaca-se ainda por apresentar outras ilustrações inéditas de grandes artistas da Velha Bota, como Maurizio Dotti e Stefano Biglia, e por ter sido quase inteiramente realizado por sócios do Clube, portugueses, italianos e brasileiros.

Se quisesse dar-me ao cuidado de recomendar o que mais me agradou no seu conteúdo — o que me parece tarefa ingrata e sem grande utilidade, pois cada um fará o seu próprio juízo —, começaria por referir os textos do seu director, Mário João Marques, a quem são devidos, com inteiro mérito, os maiores elogios pelo notável trabalho realizado, sob a sua alçada, por este grupo de colaboradores (entre os quais, sem imodéstia, me incluo).

Rev Club Tex dupla

Através do Tex Willer Blogue chega-nos a notícia — confirmando o grande êxito que este número obteve entre todos os sócios que já o receberam (pois nenhuma das suas expectativas saiu defraudada… e, nesta matéria, falo também por mim!) — de que a partir da próxima edição a revista terá periodicidade semestral, continuando a ser distribuídadesenho Lança Guerreiro225 gratuitamente a todos os sócios com as quotas em dia. Mário João Marques está ainda apostado em aumentar o número de páginas, devido à crescente afluência de colaboradores, assim como ao interesse já manifestado por outros autores italianos em participar com trabalhos inéditos, juntando-se a Venturi, Dotti e Biglia.

Esperemos que entre esses insignes colaboradores esteja também um talentoso artista português, autor do cartaz deste memorável Convívio e texiano dos quatro costados: António Lança Guerreiro, que teve a amabilidade de nos obsequiar com um exemplar autografado de um dos seus recentes trabalhos. Aqui o reproduzimos, com o maior prazer.

Pelos largos trilhos da Aventura, com Tex cavalgando sempre a seu lado, o destino do Clube e desta bela revista, unidos pelos mesmos objectivos — que merecem ser calorosamente saudados e apoiados —, parece, pois, a longo prazo, sereno e auspicioso.

Como diriam os nossos heróicos pards, acenando alegremente com os seus chapéus, do alto de uma colina iluminada pelo sol: Tanti auguri! Buona fortuna, Clube Tex Portugal!!

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Nota: as fotos que inserimos neste post foram reproduzidas, com a devida vénia, do Tex Willer Blog, onde pode ser apreciada uma completa reportagem do 2º Convívio do Cacém: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=56687