JOSÉ COELHO (UM ARTISTA DE MOURA): NOVA BIOGRAFIA ILUSTRADA POR CARLOS RICO

De pequenino… não torceu o pepino! Mas tocou música!

O nosso querido amigo Carlos Rico publicou recentemente, com o apoio da Câmara Municipal de Moura — linda cidade que trazemos no coração, devido aos saudosos Salões de Banda Desenhada —, um opúsculo muito bem ilustrado (no seu estilo inconfundível) sobre JOSÉ COELHO, um músico da terra, autodidacta, cuja vida foi um exemplo de paixão e dedicação a essa melodiosa arte.

A obra apresenta-se, já se vê, em quadradinhos com filacteras e texto, à razão de uma vinheta por página, num formato quadrado, relatando, no final, algumas curiosidades que explicam certos traços biográficos desenvolvidos por Carlos Rico ao longo das páginas.

O conjunto é agradável, com aquelas afinadas notas humorísticas que o Carlos sabe extrair como poucos dos seus “instrumentos”. Claro que recomendamos aos nossos leitores a aquisição desta obra, bastando para isso entrar em contacto com a Câmara de Moura ou com o próprio Carlos Rico: carlos.rico@cm-moura.pt

Mais um excelente trabalho para a sua bibliografia. E apetece-nos perguntar: para quando o próximo? Porque sabemos que o Carlos tem sempre novos projectos na manga… todos com temas humorísticos, mesmo quando os trata de forma séria!

Catherine Labey/Jorge Magalhães

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“JOSÉ COELHO – O MÚSICO AUTODIDATA”: UM NOVO TRABALHO DE CARLOS RICO

Como reza o convite que reproduzimos com todo o gosto (embora não possamos estar presentes, por motivo de força maior), no próximo sábado, dia 1 de Abril, às 15h30, na Feira do Livro de Moura, será apresentado o novo álbum de banda desenhada de Carlos Rico, com a biografia de um mourense de eleição: José Coelho, músico e compositor cuja obra mais conhecida é o Hino a N.ª S.ª do Carmo, tocado em todos os pontos do país (e não só).

A edição é da Câmara Municipal de Moura. A seguir ao lançamento, haverá um concerto com a Banda da Sociedade Filarmónica União Mourense “Os Amarelos”. E à noite, um outro concerto com os… “Virgem Suta”. Um programa aliciante, que merece a vossa presença. Muitos parabéns, amigo Carlos Rico! E parabéns também à autarquia de Moura (e ao seu Presidente), por não desistir da BD!

EXPOSIÇÕES SOBRE JIJÉ E VANDERSTEEN NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

No próximo dia 18 de Março, o CPBD realiza mais um evento que certamente ficará para a sua história, inaugurando simultaneamente três exposições: a primeira sobre o Cavaleiro Andante (como já aqui foi anunciado), e as restantes em homenagem a dois grandes nomes da BD franco-belga, Joseph Gillain (Jijé) e Willy Vandersteen — numa parceria com o Gicav, de Viseu, e a Câmara Municipal de Moura, entidades que patrocinaram, em anos recentes, exposições sobre estes autores, cuja obra foi bastante conhecida e apreciada em Portugal, pelos leitores do Diabrete, Cavaleiro Andante, Zorro, Foguetão, Nau Catrineta, Mundo de Aventuras e outras publicações juvenis. 

A  preceder a abertura destas mostras, que ocupam três salas do CPBD, haverá um colóquio, às 16hoo — subordinado ao tema “Jijé, um artista sempre presente” —, com um destacado membro do clã Jijé, o seu neto Romain Gillain, há muitos anos a viver no nosso país e que, por isso, domina perfeitamente a língua portuguesa.

DUAS NOVAS E INTERESSANTES EXPOSIÇÕES NO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

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Como anunciámos em devido tempo, foram inauguradas, no passado dia 30 de Abril, duas novas exposições na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), alusivas ao tema Eça de Queirós e Alexandre Herculano na Banda Desenhada, com a presença dos seus dois comissários, Carlos Rico e Luiz Beira, de directores e de vários sócios, simpatizantes e colaboradores do Clube. Como oradores intervieram Carlos Rico, Luiz Beira e Pedro Mota, presidente da direcção recentemente eleita.

Estas exposições são fruto de uma parceria entre o CPBD, o Município de Moura (que foi o seu primeiro organizador) e o GICAV (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que tomou também a iniciativa de levá-las ao público da sua cidade.

Montadas em grandes painéis e divididas por autores que adaptaram de forma mais directa ou mais criativa algumas obras dos dois grandes vultos da literatura portuguesa do século XIX, as mostras abrangem várias épocas e várias publicações carismáticas, desde O MosquitoModas & Bordados, O FalcãoMundo de Aventuras e Cavaleiro Andante ao Tintin (português e belga) e até revistas brasileiras, sem olvidar as versões que foram publicadas em álbuns ou que permanecem ainda inéditas.

Apresentamos seguidamente uma breve reportagem dessa informal cerimónia, graças aos préstimos do nosso amigo Dâmaso Afonso, diligente repórter fotográfico a quem, uma vez mais, agradecemos a amável e valiosa colaboração.

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AS FUTURAS ACTIVIDADES DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA (CPBD)

CPBD entrada

No passado dia 14 de Novembro, nas novas instalações cedidas pelo município da Amadora, onde anteriormente funcionava o CNBDI (Av. do Brasil, 52-A, Reboleira), o Clube Português de Banda Desenhada, reunido em Assembleia Geral, com mesa formada por Dâmaso Afonso (presidente), António Isidro (vice-presidente) e Carlos Moreno (secretário), definiu a programação para o período até Dezembro de 2016: exposições, encontros, palestras, acções de formação, etc. Aqui lhe damos a devida publicidade.

CPBD Assembleia 1 e 2

Nota: as fotos da citada reunião foram gentilmente cedidas pelo blogue Divulgando Banda Desenhada, orientado por Geraldes Lino, a quem retribuímos a amizade e agradecemos a partilha. O CPBD já tem páginas nas seguintes redes sociais:

https://www.facebook.com/Clube-Português-de-Banda-Desenhada-1674979312745675/

https://plus.google.com/u/0/109089305559630635992/posts

https://twitter.com/cpbd1976

https://pt.linkedin.com/in/clubeportuguesbandadesenhada

EVENTOS DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA PARA A TEMPORADA 2015/2016

CPBD novo logo.pngComo é óbvio, as nossas propostas para futuros eventos do CPBD estarão sujeitas a quaisquer condicionalismos que possam surgir futuramente, não no aspecto da sua possível realização e concretização por falta de mão-de-obra ou de possibilidades financeiras (pensamos que aí teremos uma preciosa ajuda da nossa anfitriã, a Câmara Municipal da Amadora), mas por decisões de maior oportunidade de aproveitar esta ou aquela nova realização, por conveniência dos intervenientes. De todos os modos, estarão empenhados nestes eventos todos os esforços de uma associação que, embora antiga, está neste momento a dar os seus primeiros passos com novos associados e ainda com uma moral que, embora rejuvenescedora, precisa de criar os seus alicerces.

Queremos que fique aqui bem expresso que todas estas novas actividades do CPBD só serão possíveis devido à grande vontade e empenhamento de José Ruy, nosso mentor e ajuda preciosa na concretização de todos estes projectos.

Um primeiro grupo de actividades corresponde a uma “programação mínima” que vinculará o CPBD perante a Câmara Municipal da Amadora, no âmbito de um contrato- -programa a celebrar entre o Clube e o Município da Amadora.

CPBD (alguns sócios)

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EXPOSIÇÕES

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Stuart Carvalhais (na comemoração dos 100 anos do aparecimento das personagens Quim e Manecas)

José de Lemos (20 anos do seu desaparecimento)

Entre Janeiro e Maio de 2016:

“O Mosquito” (na comemoração dos 80 anos desta publicação)

Eça de Queiroz na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Alexandre Herculano na Banda Desenhada (exposição cedida pelo Município de Moura)

Entre Junho e Setembro de 2016:

40 anos do CPBD (sobre o Historial do Clube Português de Banda Desenhada, na comemoração dos seus 40 anos de existência)

Entre Outubro e Novembro de 2016:

“ABCzinho” (exposição comemorativa dos 95 anos desta revista)

Quim e Manecas (CPBD)II

PROGRAMAÇÃO DIVERSA

Entre Novembro e Dezembro de 2015:

Um autor, uma obra (série de encontros com autores de BD, sobre o seu método de trabalho e uma obra em destaque): José Ruy e A Peregrinação

Entre Janeiro e Maio de 2016:

No âmbito da exposição “O Mosquito” – ciclo de palestras coordenado por José Ruy:

– Uma BD de “O Mosquito”: Os Doze de Inglaterra (por E.T. Coelho) – incluindo o lançamento do álbum editado pela Gradiva

– Os novelistas de “O Mosquito”

– Os processos gráficos de “O Mosquito”

No âmbito das mostras “Eça de Queiroz na Banda Desenhada” e “Alexandre Herculano na Banda Desenhada”:

Workshop sobre a adaptação de textos literários à banda desenhada

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

Entre Junho e Setembro de 2016:

No âmbito da exposição “40 anos de CPBD”:

– Conferência sobre a história do CPBD

– Jornada de reflexão e debate sobre o futuro do CPBD

– Feira de fanzines e revistas

Entre Outubro e Novembro de 2016:

No âmbito da exposição “ABCzinho”:

– Palestra sobre o “ABCzinho” e Cottinelli Telmo

– Riscos e Rabiscos – sessão de desenho ao vivo

Um autor, uma obra (autor a confirmar)

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Fora deste grupo de actividades que será objecto do contrato-programa, o CPBD pretende ir mais longe na programação deste período. O Clube está receptivo às sugestões dos sócios.

Não faltam ideias:

Nas várias edições do Boletim do CPBD, foram publicadas algumas obras de jovens desenhadores portugueses, que estavam a dar os seus primeiros passos na 9ª Arte. Uma exposição de comparação entre as suas realizações, enquanto jovens, e as posteriores, será um facto a considerar.

Realização de outras acções de formação (nomeadamente oferta de ocupação dos tempos livres – sugestão da Srª. Presidente da Câmara).

Realização de palestras e mesas-redondas temáticas:

José Ruy – Quando entrei para “O Mosquito” – 16 de Janeiro de 2016

Carlos Pessoa – Homenagem a Hugo Pratt – 1º trimestre de 2016

José Carlos Francisco – Como conheci Tex – 11 de Junho de 2016

Pedro Mota – Entrevistas com autores de BD: Pedro Massano

Pedro Mota – Os argumentistas de BD

Carlos Gonçalves – Memórias da fundação do CPBD

Pedro Bouça – História do mangá no Japão

Machado-Dias – Autores brasileiros modernos desde Shimamoto

Prof. António Martinó – A função pedagógica da Banda Desenhada

Exposições de homenagem a autores (a promover na sede do CPBD ou noutros espaços, designadamente equipamentos culturais da Amadora, em parceria com a respectiva Câmara Municipal).

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EXPOSIÇÃO “VIRIATO NA BANDA DESENHADA”

Viriato garcês

“Viriato na Banda Desenhada” é o nome da exposição que foi inaugurada ontem, dia 16 de Julho, às 19:30, no espaço Inovinter, na cidade de Moura. A mostra é uma co-produção da Câmara Municipal de Moura e do Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu (Gicav), com colaboração da Câmara Municipal de Viseu, Junta de Freguesia de Viseu, Instituto Português do Desporto e Juventude e Inovinter — polo de Moura.

Trata-se de uma exposição composta por 15 quadros que incluem todas as adaptações em BD sobre a figura de Viriato. Estão 13 desenhadores representados nesta exposição, nomeadamente 11 portugueses: Artur Correia, José Garcês (autor do cartaz), Fernando Bento, Victor Mesquita, Crisóstomo Alberto, José Ruy, José Salomão, Eugénio Silva, Baptista Mendes, João Amaral, Pedro Castro — e dois espanhóis: Chuty e Manuel Gago.

A exposição “Viriato na Banda Desenhada” pode ser visitada de 16 de Julho a 2 de Agosto, nos seguintes horários: sexta-feira, 17, das 17:30 às 20:00; durante o fim-de-semana, 18 e 19, das 10:00 às 13:00 e das 18:30 às 22:30. Nos restantes dias, das 17:30 às 20:00.

CAPAS QUE ENCHEM O OLHO – 5

 AS CAVALGADAS DE JERRY E PANCHO NO “MUNDO DE AVENTURAS”

Jerry Spring - vinheta fond ocre

Jerry Spring - capa 1Nestas capas, que assinalam o percurso do famoso Jerry Spring e do seu inseparável companheiro mexicano no Mundo de Aventuras — onde se estrearam no nº 54 (2ª série), de 10/10/1974, com a trepidante aventura “Tráfico de Armas”, inédita em Portugal, depois de galoparem também, à rédea solta, no Cavaleiro Andante e no Zorro —, falta um pequeno pormenor: a assinatura do desenhador (excepto na do nº 137).

Quase todos os leitores sabem que esta série, uma das mais emblemáticas da BD western de origem europeia, foi criada por Joseph Gillain (Jijé), artista polivalente, mestre de mestres no campo da ilus- tração, pintor, escultor e inventor, cujo centenário se festejou em 13 de Janeiro do corrente ano, tendo a sua vasta obra sido alvo, a pretexto dessa efeméride, de uma notável exposição promovida pela Câmara Municipal de Moura e pelo Gicav (Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu), que estará patente até 21 de Julho próximo no centro histórico daquela cidade alentejana de nobres e antiquíssimas tradições.

Jijé (grande plano - 2)No blogue BDBD, orientado por Luiz Beira e Carlos Rico — os dois principais mentores da referida mostra, cuja admiração por Jijé já vem de longe —, pode ser visionada uma magnífica reportagem feita no dia de abertura deste evento, que contou com a grata presença de um neto de Joseph Gillain, residente em Portugal:

http://bloguedebd.blogspot.pt/2014/06/jije-comemorado-em-moura-reportagem.html

A maioria das capas do Mundo de Aventuras dedicadas a Jerry Spring são originais reproduzidos dos álbuns da série (1ª edição), publicados nos anos 50 e 60 pelas Éditions Dupuis, mas há duas que não foram desenhadas por Jijé. Além de outras três com características diferentes (nºs 235, 257 e 467), que foram adquiridas como material de agência a um vendedor espanhol e, por isso, não figuram nesta selecção.

Jerry Spring - capa 2 e 3Jerry Spring - capa 4 e 5

Como confiamos na perspicácia e nos conhecimentos dos habituais seguidores deste blogue, aqui lhes lançamos um desafio, à maneira dos “concursos relâmpago” que algumas revistas juvenis de boa memória organizavam em tempos idos: serão capazes de descobrir essas capas que, embora pareçam ter o cunho estilístico e a qualidade formal de Jijé, não são da sua autoria, e dizer-nos o nome do seu verdadeiro ilustrador?

Jerry Spring - capa 6 e 7Jerry Spring - capa 8 e 9

Nota: Convidamos também os nossos leitores para um exercício simples, mas curioso. Observando atentamente este grupo de capas, poderão apreciar a variação dos cabeçalhos e do preço de venda ao público do Mundo de Aventuras, que aumentou de 5$00 para 20$00 no espaço de oito anos. A inflação e o custo progressivo das matérias-primas, sobretudo do papel, a isso obrigavam… dando muitas dores de cabeça aos editores.

A percentagem dos aumentos também não parava de subir e, em determinada altura, o preço deixou de estar em destaque na capa. Tudo isso obedecia a uma estratégia comercial cuidadosamente planeada pela gerência da APR, em face das constantes flutuações do mercado. Uma época difícil para muitas publicações de BD (e não só), em que as tiragens diminuíam na mesma progressão dos inevitáveis aumentos de preço.

Vivi essa fase de instabilidade por dentro, durante os anos 80, sempre na expectativa de que a crise, como uma espada de Damocles, cortasse abruptamente a longa carreira do Mundo de Aventuras. Afinal, foi a revista da APR que resistiu mais tempo… quase até ao encerramento da empresa. O último número apareceu nas bancas em 15 de Janeiro de 1987 e já custava 50$00! Sem aumento do número de páginas, nem melhoria da qualidade do papel… debatendo-se na lenta agonia de uma morte anunciada!

HOMENAGEM EM MOURA A JOSEPH GILLAIN (JIJÉ)

Autoretrato de Jijé    803Em 19 de Junho de 1980, com 66 anos, morreu Joseph Gillain (mais conhecido por Jijé), um dos maiores expoentes da BD europeia, mestre de mestres como Gir, Hermann, Derib, Franz, Mezières, Chaland e muitos outros. A influência de Jijé foi imensa e imensos foram também os seus talentos: além de desenhar, pintava magnificamente, esculpia quase por instinto, fazia obras de cerâmica e joalharia, e tinha uma bizarra e ilimitada capacidade inventiva.

O seu método, que repetia invaria- velmente aos que o procuravam para aprender, era baseado numa ideia mestra: “desenhem sem olhar para o papel”. Para não cair na rotina, incitava também os seus discípulos a desenhar com a mão esquerda, desafiando-os assim a testarem as suas próprias capacidades, numa busca constante de novos efeitos e novas técnicas.

Cavaleiro Andante 254Alma e inspirador da equipa que, no pós-guerra, operou o renascimento do jornal Spirou, criando a famosa “escola de Marcinelle”, um dos pilares da BD franco- -belga, foi devido ao seu papel de pioneiro, amigo, conselheiro e guia que os sobre- viventes dessa velha guarda (Franquin, Will, Peyo, Roba, Delporte) se reuniram na redacção da revista, no próprio dia da sua morte, juntamente com Carlos Roque, Degotte, Arnaud e Alain, para lhe prestarem uma última e sentida homenagem.

Outra homenagem igualmente significativa irá decorrer na cidade de Moura, entre os dias 24 de Junho e 21 de Julho, celebrando o primeiro centenário do seu nascimento e a variedade e riqueza da sua vasta obra, conhecida em Portugal desde meados dos anos 50, graças a consagradas revistas juvenis como Cavaleiro Andante, Foguetão, Zorro, Mundo de Aventuras, Tintin e Spirou — sem contar com os álbuns e suplementos de jornais (vd. Nau Catrineta), que difundiram também algumas das suas magistrais criações.

Cartaz JijéConvite Jijé

Com o patrocínio da Câmara Municipal daquela bela cidade alentejana e de outras entidades, entre as quais o Gicav – Grupo de Intervenção e Criatividade Artística de Viseu, será inaugurada amanhã, no Espaço Inovinter, uma exposição constituída por 16 painéis, recheados de personagens e séries memoráveis como Jerry Spring, Blondin e Cirage, Spirou e Fantasio, Tanguy e Laverdure, Jean Valhardi, Baden Powell ou Barbe Rouge (que podem ser vistas neste vídeo promocional, realizado pelos organizadores do evento:

Após o seu encerramento, esta mostra, comissariada por Luiz Beira, assumido e entusiástico admirador da obra e do talento de Jijé (tal como Carlos Rico, um dos principais elementos da organização), transitará para Viseu, onde estará patente ao público em data e local a anunciar oportunamente pelo Gicav.

Jijé - Le Spirou de 1944