O BOLETIM DO CPBD CONTINUA EM PUBLICAÇÃO

O Clube Português de Banda Desenhada (CPBD) acaba de editar o nº 143 do seu Boletim, com data de Fevereiro de 2017, um dos fanzines mais antigos em publicação, não só em Portugal como em toda a Europa, e que pela sua qualidade e longevidade merece ombrear com os melhores (como, aliás, tem sido realçado por vários especialistas).

Neste número, dedicado ao Titã — uma revista de BD dos anos 1950, editada pela Fomento de Publicações em moldes inovadores, mas que não teve o sucesso esperado, devido à forte concorrência do Cavaleiro Andante e do Mundo de Aventuras —, destaca-se um excelente artigo sobre este tema, da autoria de Ricardo Leite Pinto, sobrinho do saudoso Roussado Pinto, incontornável pioneiro da “época de ouro” da BD portuguesa, que no Titã exerceu as funções de novelista/argumentista, redactor principal e, a breve trecho, director, depois de ter saído do Mundo de Aventuras e da Agência Portuguesa de Revistas.

No Titã colaboraram também alguns desenhadores portugueses, já nessa época com largo e invejável currículo, como Vítor Péon, José Garcês e José Ruy, devendo-se a Péon e ao seu traço dinâmico a capa do 1º número e a história “Circos em Luta”, cujo herói, criado por Edgar (Roussado Pinto) Caygill, se chamava nem mais nem menos… Titã!

Completa este número um artigo de Carlos Gonçalves sobre a magnífica arte de E.T. Coelho, com uma galeria de trabalhos deste grande desenhador para O Mosquito, que estiveram patentes, até há pouco tempo, numa exposição realizada pelo CPBD na sua nova sede.

As imagens reproduzidas neste post foram extraídas, com a devida vénia, do blogue Sítio dos Fanzines de Banda Desenhada, orientado por Geraldes Lino, cuja consulta recomendamos a todos os interessados por este aliciante tema que o mestre Lino conhece e aborda como poucos. Ou melhor dizendo, como ninguém!

Nota: nos nossos blogues A Montra dos Livros e O Voo d’O Mosquito podem ver também este post com mais imagens.

DIA 16: ASSEMBLEIA GERAL DO CPBD

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No próximo sábado, dia 16 de Abril, pelas 15h30, na sede do Clube Português de Banda Desenhada (CPBD), sita na Avenida do Brasil 52A, Reboleira (Amadora), haverá nova reunião da sua Assembleia Geral, para tomar várias deliberações urgentes no âmbito dos processos de obtenção de apoio em curso (ratificação das contas de 2013 e 2014, orçamento e plano de actividades de 2016).

Serão ainda votadas as contas de 2015 e prestada informação aos associados sobre a recente actividade do Clube, projectos futuros e outras questões de interesse geral. Está  também prevista a distribuição aos sócios do nº 142 (Abril 2016) do Boletim do CPBD, dedicado a duas exposições marcantes inauguradas na sua sede, em Janeiro último: Os 80 anos d’O Mosquito e Tributo a Eduardo Teixeira Coelho.

Boletim 142

ASSEMBLEIA GERAL DO CPBD

logotipo CPBDNo passado sábado, dia 26 de Setembro, realizou-se a Assembleia Geral do Clube Português de Banda Desenhada, com a presença de mais de uma dezena de sócios, constando na ordem de trabalhos a alteração de duas alíneas dos estatutos e a eleição dos novos corpos gerentes, cuja lista era assim constituída:

Direcção: Pedro Mota (Presidente), António Amaral, Carlos Gonçalves e Geraldes Lino (Vice- -Presidentes); Mesa da Assembleia Geral: Dâmaso Afonso (Presidente), António Isidro (Vice- -Presidente) e Carlos Moreno (Secretário); Conselho Fiscal: Paulo Duarte (Tesoureiro e Presidente), Américo Coelho e Aurélio Lousada (Vogais).

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A lista foi aprovada por unanimidade, contando também para esta eleição os votos enviados por email — pois, pela primeira vez, o CPBD recorreu à Internet e às novas tecnologias, com agrado de quem, como nós, não pôde deslocar-se, nesse dia, à Avenida Duque de Ávila nº 26-2º, em Lisboa, onde o Clube tem ainda a sua sede.

Inserimos neste post uma breve reportagem da sessão, graças às fotos que nos foram amavelmente facultadas pelos nossos amigos António Martinó de Azevedo Coutinho e Dâmaso Afonso, a quem endereçamos os devidos agradecimentos.

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Prestes a iniciar uma nova etapa da sua já longa existência, conforme temos noticiado — em futura colaboração com a Câmara Municipal da Amadora, que deverá disponibilizar-lhe nova sede, em mais amplas e funcionais instalações —, o CPBD continua, entretanto, a publicar o seu Boletim, cujo nº 140 (com a última parte do extenso “dossier” dedicado ao detective inglês Sexton Blake) foi BOLETIM 140distribuído gratuita- mente aos sócios presentes nesta Assembleia Geral. Os outros recebê-lo-ão, como de costume, pelo correio.

Aproveitamos a oportunidade para divulgar um texto da autoria de Carlos Gonçalves — um dos principais elementos ligados à fundação do CPBD, que lhe deve grande parte do seu dinamismo e da sua influência nas primeiras décadas de vida —, onde este sócio recorda, em linhas gerais, o percurso percorrido pela primeira associação do género criada em Portugal, desde o ano já distante de 1976 até ao culminar de um período de grande actividade, em que se destacaram, pela sua importância e projecção a nível nacional e internacional, os quinze Festivais de Banda Desenhada de Lisboa, realizados entre 1982 e 1996, e a criação dos prémios O Mosquito, para distinguir a produção anual dos autores mais em evidência em várias categorias, sem esquecer os recém-chegados à 9ª Arte, através da promoção de concursos.

HISTORIAL DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

NOTÍCIAS DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA (CPBD)

Prestes a completar 39 anos de existência oficial, marcada por várias e intermitentes fases, da afirmação crescente à precária intervenção — que não escamoteiam, contudo, os seus êxitos e o seu papel dinamizador, durante quase duas décadas, do panorama da BD portuguesa, através das muitas e relevantes iniciativas que pôs em prática CPBD boys P&B —, o CPBD prepara-se, agora, para encetar uma nova etapa, depois de um período de relativa “obscuridade”, em que conti- nuou, porém, a contar com o apoio de um grupo de dedicados sócios, que não deixaram extinguir a lúdica “chama” dos  ideais que presidiram à sua criação, mantendo as reuniões regulares na sede, a celebração dos aniversários com um almoço tradicional e a publicação do seu Boletim, o mais antigo fanzine editado no nosso país e um dos mais antigos de toda a Europa.

Desta nova etapa, que pelas propostas anunciadas se augura tão dinâmica e frutuosa como as de épocas anteriores, durante o período de maior influência e projecção do CPBD, dá conta uma circular que nos foi enviada pelos seus responsáveis e que divulgamos neste espaço com o maior prazer, desejando também ao CPBD (dentro em breve com nova sede, em mais amplas e funcionais instalações) a renovação dos seus grandes êxitos e do seu espírito associativo, num futuro próximo, de molde a contribuir ainda mais para o progresso e para a identidade histórica da Banda Desenhada portuguesa.

Circular do Clube Português de Banda