O MUNDO MARAVILHOSO DAS COLECÇÕES DE CROMOS NA AMADORA

A par desta exposição sobre colecções de cromos publicadas em Portugal nas últimas décadas — algumas da autoria de ilustradores nacionais de reconhecido mérito, como Carlos Alberto Santos, José Garcês, José Pires, Vítor Péon, Júlio Amaro e outros —, o CPBD organizou também, em conjunto com a Bedeteca da Amadora, uma mostra sobre o mesmo tema, subordinada ao título “As Cadernetas e os Desenhadores – À Procura da Simbiose Perfeita”, que está patente desde 30 de Junho nas instalações da Bedeteca, Av. Conde Castro Guimarães, nº 6, Amadora.

O vasto, aliciante e garrido universo das colecções de cromos, onde ainda há muitas coisas para descobrir, desvenda ao público, em jeito de saudosismo, alguns dos seus segredos. De 1 de Julho a 9 de Setembro de 2017, a não perder!

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AMADORA BD 2016 (PROGRAMAÇÃO)

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A 27ª edição do Amadora BD, organizada pela Câmara Municipal da Amadora, decorre entre os dias 21 de Outubro e 6 de Novembro de 2016.

O núcleo central das exposições acontece, como vem sendo habitual, no Fórum Luís de Camões, e a programação satélite tem lugar na Bedeteca da Amadora, na Galeria Municipal Artur Bual e na Casa da Cerca. A par das exposições, a programação inclui sessões de autógrafos, apresentações e lançamentos, sessões de cinema e workshops.

Paralelamente, no âmbito da Trienal de Arquitetura, decorrerá a exposição “Limites da Paisagem”, na Casa Roque Gameiro, na Amadora.

O tema da exposição central deste ano é “O Espaço e o Tempo na Banda Desenhada”. Esta exposição explora a evolução das noções de Espaço e Tempo, enquanto sistema conceptual, na Banda Desenhada, organizando-as em três categorias, que correspondem a períodos de uma certa constância nos paradigmas existenciais: Classicismo (Aristóteles e Euclides); Modernismo (Newton e Monge); e Contemporâneo (Einstein e Heisenberg).

O autor em destaque é Marco Mendes, vencedor do Prémio de Melhor Álbum Português de Banda Desenhada 2015, com o álbum “Zombie” (ed. Mundo Fantasma/Associação Turbina). “Zombie” consiste numa banda desenhada com ilustração e argumento de Marco Mendes, com texto de Samuel Buton e design de Virgínia Valente (Not-Wolf). A obra debruça-se sobre o tema da juventude, emigração, praxes e o significado da “dança macabra”, tendo como pano de fundo o contexto social nacional.

A par destes destaques, o Festival associa-se às comemorações dos 70 anos de Lucky Luke, com uma exposição evocativa. Tex, outro famoso herói do Oeste, e a BD de Pasquale Frisenda, autor de “Patagónia” (Polvo Editora), estão também em evidência.

Ver toda a informação em https://amadorabd.com/

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EXPOSIÇÃO DE ORIGINAIS DE AUGUSTO TRIGO NA BEDETECA DA AMADORA

Bedeteca Amadora

Com a presença dos autores, Augusto Trigo e Jorge Magalhães, foi inaugurada no passado dia 23 uma exposição com cerca de 30 originais pertencentes ao acervo da Bedeteca da Amadora, que estará patente numa das suas salas até ao próximo dia 26 de Agosto.

À sessão, apresentada por Pedro Mota, presidente do Clube Português de Banda Desenhada — entidade que propôs esta mostra à Bedeteca, integrando-a na celebração do seu 40º aniversário —, assistiram várias figuras do nosso meio bedéfilo, como José Ruy, Fernando Relvas (e esposa), Catherine Labey, Irene Trigo (e sua mãe), Carlos Gonçalves, Geraldes Lino, Cândida Silva (coordenadora da Bedeteca), Pedro Moura, Carlos Moreno, Monique Roque, e um público pouco numeroso, mas atento e interessado, que seguiu com curiosidade, como demonstram as fotos inseridas mais abaixo, os comentários de Augusto Trigo, perante as pranchas expostas, e do seu argumentista, ambos notoriamente satisfeitos por recordarem um tempo em que “trabalhavam para revistas, sem pensarem sequer na hipótese de terem as suas histórias publicadas em álbuns”. Isto é, um tempo em que havia mais segurança e mais oportunidades para os autores de BD.

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Finda a apresentação do seu trabalho, a veterana dupla foi entrevistada por uma repórter da TVA (Televisão da Amadora), antes de passar à sala seguinte, onde está patente outra excelente exposição intitulada “As Jóias da Bedeteca”, com originais de vários autores portugueses e estrangeiros que fazem parte do valioso espólio desta instituição.

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Graças aos bons préstimos de João Francisco, um bedéfilo oriundo do Seixal, que quis testemunhar de viva voz o seu apreço pela obra de Trigo & Magalhães — o que deixou o argumentista (e autor destas linhas) também muito lisonjeado —, apresentamos seguidamente mais algumas imagens deste evento, com os nossos agradecimentos ao jovem amante da 9ª Arte (e coleccionador de mérito, pelo que nos foi dado apreciar), cujos talentos fotográficos aqui ficam também registados.

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PRIMEIRA EXPOSIÇÃO DO CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA NA BEDETECA DA AMADORA

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Em Outubro de 1982, terminava a revista Tintin portuguesa, que desde 1968 marcou gerações de leitores. No momento em que a banda desenhada em Portugal fez a transição dos jornais e revistas para os álbuns, destacaram-se as obras da autoria de Augusto Trigo e Jorge Magalhães.

“A Moura Cassima”, terceiro título da colecção Lendas de Portugal em Banda Desenhada, foi o primeiro álbum distinguido na Amadora com o prémio para o melhor álbum português de banda desenhada, em 1992. Dez anos antes, o Clube Português de Banda Desenhada distinguia os dois autores com o Troféu O Mosquito, reconhecendo Jorge Magalhães como Melhor Argumentista do Ano de 1981 e Augusto Trigo como Revelação do Ano de 1981.

35 anos depois desse 1981 que revelava Trigo, num ano em que Magalhães completa 40 anos de actividade como argumentista, justifica-se uma exposição da histórica dupla, na cidade que ainda distinguiria os dois autores com o mais prestigiado prémio da BD portuguesa, o Troféu Honra (Jorge Magalhães em 1999, e Augusto Trigo em 2000).

A exposição, presente na Bedeteca da Amadora a partir de 23 de Junho, parte dos muitos originais que Augusto Trigo doou ao Município da Amadora e que estão no edifício da Biblioteca Municipal, onde funciona a Bedeteca.

Para além da apreciação da notável técnica individual que distingue cada um dos dois autores, a mostra permitirá abordar a temática do trabalho em colaboração entre argumentista e desenhador, e observar a forma de abordagem a diferentes géneros que se afirmaram na banda desenhada.

Trata-se da primeira colaboração do Clube Português de Banda Desenhada com a Bedeteca da Amadora, permitindo ao município associar-se à celebração do 40.º aniversário do Clube, e permitindo ao Clube concretizar uma apresentação com outras possibilidades ao nível do requinte de forma, susceptíveis até de atrair a malta jovem, como diria o Machado-Dias.

Sobretudo, permite-se à banda desenhada portuguesa reconhecer e homenagear o trabalho em colaboração de dois autores fundamentais na sua história recente.

CLUBE PORTUGUÊS DE BANDA DESENHADA

Os principais álbuns de Trigo & Magalhães:

Capas álbuns Trigo-Magalhães

Excalibur, a Espada Mágica
– O Anel Mágico (Meribérica)
Lendas de Portugal em Banda Desenhada
– A Lenda do rei Rodrigo / A Moura Encantada (Asa)
– A Lenda de Gaia / A Dama Pé-de-Cabra (Asa)
– A Moura Cassima (Asa)
Luz do Oriente (Futura)
Ranger
– A Vingança do Elefante (Meribérica)
Wakantanka
– O Bisonte Negro (Edinter)
– O Povo Serpente (Meribérica)

 

PALESTRA DE NATANIA NOGUEIRA NA BEDETECA DA AMADORA: “MULHERES NA BD BRASILEIRA”

Biblioteca da Amadora

25 de abril | 16h00

BEDETECA | Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos

Numa organização do Clube Português de Banda Desenhada, a Bedeteca da Amadora recebe, no próximo dia 25 de Abril (segunda-feira), pelas 16h00, a especialista brasileira Natania, que dissertará sobre o tema “Mulheres na BD Brasileira”.

Em 2 de Novembro de 2003, no âmbito do Amadora BD sob o tema da mulher, Sónia B. Luyten e a autora Ciça fizeram uma primeira abordagem ao tema da mulher na BD brasileira. Em causa estava, sobretudo, uma mudança de paradigma decorrente do aparecimento de mulheres autoras. Escrevia Sónia B. Luyten em texto do catálogo do Festival: “As mulheres do novo milénio tentam fugir dos estereótipos da personagem feminina saídos da pena masculina, construída e produzida a partir de seu registo. As mulheres não querem ser mais como a ninfa Eco, de Ovídio, que apenas repete como um eco o que Narciso diz, e foi, sem dúvida, desta repetição que nasceram todos os equívocos e paradoxos que ilustram a fala da mulher em textos e desenhos feitos por homens”.

Doze anos depois, no ano da polémica de Angoulême, após a não inclusão de qualquer nome feminino na lista de candidatos ao Prémio da Cidade, a estudiosa Natania Nogueira vem fazer o ponto da situação.

Há duas grandes diferenças entre 2003 e 2016: em primeiro lugar, a Internet, a par da cena independente, possibilitou um enorme aumento da BD feita por mulheres no Brasil; em segundo lugar, há uma maior proximidade da BD brasileira ao grande público português, para além dos grandes clássicos.

Natania

NATANIA NOGUEIRA

Natania Nogueira é mestre em História do Brasil pela Universidade Salgado de Oliveira (UNVERSO), onde teve como orientadora a historiadora e escritora Mary Del Priore. O tema da dissertação foi “As representações femininas nas histórias em quadrinhos norte-americanas: June Tarpé Mills e sua Miss Fury (1941 – 1952).”

É sócia fundadora da Associação de Pesquisadores em Arte Sequencial (ASPAS), onde actualmente ocupa o cargo de Directora Financeira, e membro da Academia Leopoldinense de Letras e Artes (ALLA), em Leopoldina, MG, e da Academia Lavrense de Letras (ALL), em Lavras, MG.  

Contribuiu com artigos para a revista francesa Papiers Nickelés. Tem diversos textos publicados sobre a temática da mulher na banda desenhada e sobre banda desenhada e projectos educativos.

 

EXPOSIÇÃO “OS DOZE DE INGLATERRA” – POR EDUARDO TEIXEIRA COELHO – NA BEDETECA DA AMADORA

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Bedeteca | Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos

18 de FEVEREIRO a 24 de MARÇO – Horário: 3ª feira a sábado,

das 10h00 às 18h00

A Bedeteca da Amadora inaugura no próximo dia 18 de Fevereiro, pelas 21h30, a exposição “Os Doze de Inglaterra”, do autor português de Banda Desenhada Eduardo Teixeira Coelho. Esta mostra é constituída por materiais originais de impressão da obra em causa, impressões do livro e arte original do artista, do acervo da Bedeteca.

Durante a inauguração da exposição, o livro será apresentado pelo artista José Ruy – autor de Banda Desenhada, ilustrador e pintor –, e por Rogério Miguel Puga – professor auxiliar da Universidade Nova de Lisboa.

Mais informações:
Bedeteca | Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos, 2º Piso | Av. Conde Castro Guimarães 6, Venteira (2720-119 Amadora)
Telefone: 214 369 054 | Fax: 214 948 777

Nota: Agradecemos a Mestre José Ruy a informação que nos permitiu rectificar a notícia colhida no página de Facebook da Amadora.Liga, que hoje de manhã ainda não tinha sido actualizada.

“CHARLIE HEBDO” EM EXPOSIÇÃO NA BEDETECA DA AMADORA

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É inaugurada hoje, dia 7 de Janeiro, pelas 20h00, na Bedeteca da Amadora, a exposição documental “Estúpidos, maldosos e semanais. Uma constelação em torno do Charlie Hebdo”, integrada no programa “Os 5 sentidos da Banda Desenhada”, com curadoria de Pedro Moura e colaboração de Osvaldo Macedo de Sousa. A entrada é livre.

Inaugurada um ano após os atentados que vitimaram, entre outros, alguns membros da redacção do polémico jornal satírico francês Charlie Hebdo, a referida exposição visa mostrar o contexto em que surgiu este título (assim como o grupo editorial que o formou, associado à revista Hara-Kiri). 

Revisitando referências da imprensa ilustrada satírica, outros títulos de banda desenhada, imagens da publicação e livros que reflectem a sua história, há ainda um complemento organizado por Osvaldo Macedo de Sousa: “Cartoonismo: uma profissão de risco?”, em que desfilam vários artistas que, no mundo dito do Médio Oriente e da Ásia, têm sofrido as consequências mais graves devido ao seu trabalho artístico, demonstrando que a luta pela liberdade de expressão é verdadeiramente universal, e que a solidariedade deve ultrapassar fronteiras, línguas e culturas. 

A inauguração é seguida de uma mesa-redonda informal, com a presença de Nuno Saraiva, Rui Pimentel e Osvaldo Macedo de Sousa

A exposição — que estará patente até 30 de Janeiro — conta com o apoio da Bedeteca da Biblioteca Municipal dos Olivais e do Museu Bordalo Pinheiro, em Lisboa, onde se realizará, no próximo dia 23 de Janeiro, um debate associado a este evento, com hora a indicar posteriormente.

Bedeteca da Amadora – 3ª a sábado, das 10h às 18h – Av. Conde Castro Guimarães, 6 – 2720-119, Amadora.