IN MEMORIAM

DE UMA SAUDOSA AMIGA, ENCONTRADA NA RUA, E QUE VIVEU CONNOSCO ATÉ HÁ UM MÊS, SERVINDO-NOS MUITAS VEZES DE MODELO E DE INSPIRAÇÃO

Poesia Felina – 2, com ilustração de Catherine Labey, publicada em 17/11/2012 no blogue Gatos, Gatinhos e Gatarrões

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2 thoughts on “IN MEMORIAM

  1. Jorge e Catherine

    Linda a imagem, belíssimo o poema.
    Eu tenho uma companhia semelhante. Tem cadeira ao lado da minha, junto ao computador, vem e vai quando quer. Não incomoda, não sugere, não critica, limita-se a ser e estar. Transmite paz, uma serenidade que nenhum outro animal consegue fluir.
    Perdi a irmã, tal como vós, sem saber por quê. Indignei-me, porque estava vacinada contra o mal que a vitimou. Queixei-me junto dos laboratórios, junto da D.G. da Alimentação Animal e Veterinária. Quiseram saber como, fazer rolar cabeças… e eu desisti. Não quis processos para ninguém, nada faria reviver a gata. Pura e simplesmente passei a descrer na medicina veterinária.
    Essa perda fez reavivar a que eu tive.
    Prossegui… fazei com que o vazio se preencha de novo; e que tenham a companhia por muito tempo.

    Um abraço do

    Santos Costa

  2. Caríssimo Amigo Santos Costa,

    Obrigado pelo seu comentário repassado de palavras de conforto (que só hoje li, pois tenho estado ocupado com outras tarefas). Já passou um mês, mas ainda nos dói a ausência desta companheira, que costumava sentar-se também ao pé de mim ou no colo da Catherine, quando estávamos os dois a trabalhar no computador. Não foi o primeiro felino que tivemos, mas o terceiro… e eu sempre esperei que ela vivesse mais tempo do que os outros. Infelizmente, um malvado cancro levou-a rapidamente, quando já não havia nada a fazer. Tinha sido operada mais ou menos há um ano e, nessa altura, as nossas esperanças reacenderam-se. Durou apenas mais alguns meses…
    Tivemo-la, depois de a Catherine a encontrar na rua e resolver adoptá-la, durante 10 anos e meio. 10 anos em que ela ajudou a preencher a solidão que os humanos, por vezes, não sentem, mas que está à nossa volta. Por isso, esta amiga nos faz muita falta. Ultimamente, até dormia connosco, todas as noites. Lembrá-la-emos sempre, como lembramos muitas vezes os nossos outros companheiros de quatro patas que já partiram, dois gatos e um cão. Sei que eles estão onde merecem estar, isto se o paraíso ou coisa semelhante existir. Mas no nosso espírito e no nosso coração viverão sempre, enquanto andarmos por este “vale de lágrimas”… assim chamado porque os homens persistem em estragar o belo recanto do universo onde tivemos a sina (e a sorte) de nascer. Só os animais sabem respeitá-lo e, se calhar, até amá-lo.

    Um grande abraço,
    Jorge Magalhães

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