CONTO: “O PREDADOR” – Introdução

Cabeçalho Caçada em África

Todo o mundo vibrou de indignação com a notícia, ainda recente, daquele caçador norte- -americano, dentista afortunado que pagou 50.000 dólares por uma caçada (S. Pedro vai certamente exigir muito mais para lhe abrir as portas do Céu!), matando um leão do parque natural de Hwange, no Zimbabwe, depois de o atrair traiçoeiramente a uma emboscada.

Essa notícia, devidamente confirmada pelas agências informativas e por organizações acima de qualquer suspeita, como a Avaaz, deu-me a ideia de reescrever um conto, que já em tempos idos tinha planeado transformar num guião de banda desenhada.

Caçada em África 2O projecto não se concretizou, na altura, mas a ideia renasceu quando o caso de Cecil, o leão do Zimbabwe, se tornou conhecido. Já o comentámos neste blogue, recordando uma extraordinária história de E.T. Coelho publicada n’O Mosquito, em 1948, “A Lei da Selva”, onde os leões eram as figuras prin- cipais, tão importantes como os heróis das outras histórias aos quadradinhos.

Devo esclarecer que, ao pegar neste tema e na personagem de Walter Palmer — o tristemente célebre caçador que matou Cecil, um dos mais populares habitantes da reserva de Hwange, procurado e admirado pelos turistas —, não tenho intenção de exaltar o nome do primeiro, nem os seus “feitos venatórios”, mas sim de mostrar, na minha humilde óptica de novelista, o que poderia acontecer ao seu sósia se vivesse noutra época — num futuro distópico onde fosse proibido matar animais selvagens — e continuasse a nutrir uma doentia paixão pela caça.

Este conto, que intitulei “O Predador”, será publicado em três partes consecutivas no nosso blogue. Espero que gostem da ideia… Mas antes de “passarmos à acção”, quero recordar aqui algumas peripécias de um intrépido caçador que, na sua primeira viagem a África, também se viu a contas com um leão. Só que as coisas acabaram de forma muito diferente para o rei da selva… que se sentiu apenas beliscado na sua dignidade (e no seu apêndice caudal) por um adversário que infundia ainda mais respeito! Quanto a esse caçador, dispensa apresentações…

TINTIN NO CONGO E O LEÃO

  

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