AINDA O HERÓICO CAVALEIRO ANDANTE…

Cavaleiro Andante Poster

Apesar de toda a gama de aventuras, heróis e autores que apresentou nas suas páginas, com destaque para os maiores desenhadores e argumentistas europeus da sua época, o verdadeiro papel que o Cavaleiro Andante desempenhou junto do público juvenil não se resumiu ao mero apelo lúdico, complementar de outras actividades recreativas, ou, num âmbito mais didáctico, ao refinamento da sensibilidade e do bom gosto pelo fomento de outros hábitos de leitura (publicando, como o Diabrete, adaptações de romances célebres) e do apreço pelas novas correntes estéticas e formais das histórias em quadradinhos (mormente italianas e franco-belgas).

Esse papel foi muito mais longe, atingindo um nível de valorização intelectual e artística que excedeu largamente o que os currículos escolares forneciam aos jovens em matéria de cultura geral, quase sempre de forma pouco coerente, misturando conhecimentos práticos e empíricos com disciplinas teóricas que pouco lhes interessavam. Ao contrário do Cavaleiro Andante, onde todas as noções de valor cultural e moral assimiladas pelos leitores, sem esforço, através da narrativa e da imagem, sempre primorosas, se gravavam indelevelmente no seu espírito, caldeando não só a sua própria personalidade como, nalguns casos, os sonhos e as fantasias que moldariam a sua vocação e as suas carreiras futuras.

Ainda hoje, por exemplo, não esqueci que a minha primeira leitura de “O Bobo”, de Alexandre Herculano, adaptado à BD por José Ruy, e de “Tartarin de Tarascon”, o impagável e inimitável romance de Alphonse Daudet, teve lugar nas páginas do Cavaleiro Andante.

Citando, a propósito, o Professor António Martinó de Azevedo Coutinho e o magnífico artigo que publicou no seu blogue Largo dos Correios, em 5 do corrente, dia de aniversário de uma revista que fez história,o Cavaleiro Andante (…) representou na inocência da nossa puberdade uma saudável ocupação de tempos livres, a fonte possível de todos os sonhos e desejos, lugar de fantasias, e até ponto de encontro, hoje ainda, de gratas memórias de tempos irrepetíveis”.

Recomendamos o acesso ao Largo dos Correios, para ler este artigo na íntegra, em http://largodoscorreios.wordpress.com/2015/01/05/uma-antiga-e-nobre-ordem-de-cavalaria

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