CLUBE TEX PORTUGAL JÁ TEM A SUA REVISTA!

Convívio do Cacém - 1

Já lá vão duas semanas, mas parece que foi ontem!… Conforme largamente divulgado no Tex Willer Blog, realizou-se em 29 de Novembro p.p. o 2º Convívio do Clube Tex Portugal e o cenário eleito para esse evento, que reuniu dezenas de sócios e seus familiares, foi, mais uma vez, o espaçoso e concorrido restaurante Regiões, sito naquela que já é denominada por muitos pards, membros e simpatizantes do Clube, como Cacém City.

O Gato Alfarrabista também se fez representar nesse caloroso (e ruidoso) Convívio, com a sala a abarrotar de gente — nas noites de sábado o restaurante está sempre à cunha — e música de fundo a ressoar-nos nos tímpanos durante horas e horas… o que proporcionou muitos momentos de alegria e de animado bailarico, sobretudo a um grupinho de moças do nosso clã, que se destacou pelo seu contagiante entusiasmo.

Convívio do Cacém - 2

Mas o momento mais alto — à parte o efusivo ritual, celebrado com as honras devidas, de partilhar e saborear o artístico bolo comemorativo deste Convívio, com uma imagem de Tex, como é da praxe —, foi, sem dúvida, a apresentação pelos directores do Clube, José Carlos Francisco, Mário João Marques e Carlos Moreira, do número de estreia da sua revista, que todos os sócios presentes fizeram questão de comentar e elogiar, considerando-a uma das mais belas surpresas com que foram brindados nesta quadra natalícia. E até os mais novinhos ficaram satisfeitíssimos por a receber!…

Convívio do Cacém -3Convívio do Cacém - 4Convívio do Cacém - 5

Pela nossa parte, queremos desde já sublinhar o seu excelente aspecto gráfico, com uma capa de belo efeito da autoria do grande artista texiano Andrea Venturi — capa essa que serviu de mote à requintada arte culinária do mestre(a) confeiteiro(a) que confeccionou o recheio e a cobertura do magnífico bolo de aniversário, rapidamente tragado por mais de 50 gulosos convivas! E é muito bem capaz de não ter chegado para todos!…

Convívio do Cacém - 7

Com colaboração variada, nas suas luzidas 32 páginas, onde a cor é uma nota dominante, este 1º número destaca-se ainda por apresentar outras ilustrações inéditas de grandes artistas da Velha Bota, como Maurizio Dotti e Stefano Biglia, e por ter sido quase inteiramente realizado por sócios do Clube, portugueses, italianos e brasileiros.

Se quisesse dar-me ao cuidado de recomendar o que mais me agradou no seu conteúdo — o que me parece tarefa ingrata e sem grande utilidade, pois cada um fará o seu próprio juízo —, começaria por referir os textos do seu director, Mário João Marques, a quem são devidos, com inteiro mérito, os maiores elogios pelo notável trabalho realizado, sob a sua alçada, por este grupo de colaboradores (entre os quais, sem imodéstia, me incluo).

Rev Club Tex dupla

Através do Tex Willer Blogue chega-nos a notícia — confirmando o grande êxito que este número obteve entre todos os sócios que já o receberam (pois nenhuma das suas expectativas saiu defraudada… e, nesta matéria, falo também por mim!) — de que a partir da próxima edição a revista terá periodicidade semestral, continuando a ser distribuídadesenho Lança Guerreiro225 gratuitamente a todos os sócios com as quotas em dia. Mário João Marques está ainda apostado em aumentar o número de páginas, devido à crescente afluência de colaboradores, assim como ao interesse já manifestado por outros autores italianos em participar com trabalhos inéditos, juntando-se a Venturi, Dotti e Biglia.

Esperemos que entre esses insignes colaboradores esteja também um talentoso artista português, autor do cartaz deste memorável Convívio e texiano dos quatro costados: António Lança Guerreiro, que teve a amabilidade de nos obsequiar com um exemplar autografado de um dos seus recentes trabalhos. Aqui o reproduzimos, com o maior prazer.

Pelos largos trilhos da Aventura, com Tex cavalgando sempre a seu lado, o destino do Clube e desta bela revista, unidos pelos mesmos objectivos — que merecem ser calorosamente saudados e apoiados —, parece, pois, a longo prazo, sereno e auspicioso.

Como diriam os nossos heróicos pards, acenando alegremente com os seus chapéus, do alto de uma colina iluminada pelo sol: Tanti auguri! Buona fortuna, Clube Tex Portugal!!

Convívio do Cacém - 8

Nota: as fotos que inserimos neste post foram reproduzidas, com a devida vénia, do Tex Willer Blog, onde pode ser apreciada uma completa reportagem do 2º Convívio do Cacém: http://texwillerblog.com/wordpress/?p=56687

 

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4 thoughts on “CLUBE TEX PORTUGAL JÁ TEM A SUA REVISTA!

  1. Muito obrigado por nos brindar com este seu excelente texto sobre o nosso Convívio Texiano e sobre o lançamento da revista nº 1 do Clube Tex Portugal, prezado consócio Jorge Magalhães. E obrigado também pelo seu excelente relato na revista sobre como conheceu Tex, ou melhor, os famosos irmãos Blasco em Espanha, sem dúvida um dos que mais me agradou nesta revista que seguramente terá uma longa vida e que foi realmente acolhida com imensos elogios por parte de todos que já a puderam ter em mãos, inclusive a própria SBE que nos felicitou pelo excelente trabalho em prol do nosso Tex.

    Caso me autorize, gostaria de publicar no blogue do Tex este seu texto, com os devidos créditos (a si, Jorge e ao seu blogue) para que seja lido por um maior número de público, inclusive no estrangeiro. Pode ser caríssimo Pard e Amigo Jorge Magalhães?

    Um abraço!

    José Carlos

  2. Caríssimo Pard e Amigo Zeca,

    Sinto-me imensamente lisonjeado pela forma como eu e a Catherine fomos recebidos por si e por outros pards neste 2º Convívio Texiano do Cacém (mas o primeiro em que estivemos presentes), e quero agradecer-lhe mais uma vez a calorosa amizade com que nos tem distinguido, desde aquele famoso Salão de Moura em que nos conhecemos, há uma boa porção de anos.
    Se tudo correr bem, esperamos não faltar aos próximos Convívios de Cacém-City (mesmo que se realizem no mesmo restaurante… cuja balbúrdia lembrava, de facto, aqueles grandes saloons do Wild West apinhados de cowboys foliões!), e ter a honra de celebrar em companhia desta grande roda de Amigos a publicação de mais uma série de números da bela revista do Clube Tex Portugal.
    Os elogios que todos lhe fizeram (e a Sergio Bonelli Editore não foi excepção, o que significa que a revista ganhou logo ao primeiro round o seu maior desafio!) são também para si e para o Mário João Marques outro sinal de vitória, nesta grande empresa a que ambos sem vacilar meteram ombros, juntamente com o Carlos Moreira e outros pards, e que está, sem dúvida, fadada ao sucesso — pois em menos de um ano o nome do Clube Tex Portugal chegou a todos os cantos deste pequeno país à beira-mar plantado, mas também ao Brasil, a Itália e a outras vastas regiões onde Tex prossegue triunfalmente a sua carreira.
    Assim se confirma o carinho que os pards portugueses nutrem por este peculiar herói do Oeste que lhes chegou do outro lado do Atlântico num dia de nevoeiro (terá sido mesmo assim?… risos), e que por cá se tem mantido sem quebra de popularidade (antes pelo contrário), rivalizando com outros cowboys de primeiro plano que foram pouco a pouco caindo no esquecimento… enquanto ele continuava firme e saudável no seu posto.
    E assim se prova também que este ardoroso entusiasmo dos fãs lusitanos, que os encorajou a ultrapassar todos os obstáculos na realização de um sonho, consegue até contagiar os pards de outros países, inclusive os italianos, mostrando-lhes como Tex ocupa no nosso coração um lugar tão especial como no deles.
    Claro que o meu texto está à disposição do Tex Willer Blog (de onde, aliás, vieram as fotos com que o ilustrámos), para o divulgar da forma que entender, pois foi em honra de Tex, do seu Clube e da sua revista que o escrevi, juntando-me a todas as homenagens que merecidamente lhes têm sido feitas.

    Um grande abraço,
    Jorge Magalhães

  3. Meu caro Jorge Magalhães,
    As suas palavras são um tónico e uma motivação para que todos possamos continuar a fazer cada vez mais e melhor.
    Este trabalho nunca teria sido possível sem a dedicação e a paixão de muitos, onde naturalmente o Jorge está incluido.
    Poder contar com a participação e a amizade de tantos (cada vez mais) é um verdadeiro privilégio.
    A maior alegria é mesmo essa, o convívio e a camaradagem. Habituei-me a apreciar as suas qualidades em revistas de BD que colecionava com muito carinho, recordando, por exemplo, o saudoso Mundo de Aventuras. Decorridos estes anos, poder sentar-me ao seu lado, trocar umas impressões, ouvir os seus comentários e aprender com os seus conhecimentos, é algo que muito me honra. O seu artigo, relatando a experiência vivida em Barcelona com os irmãos Blasco, é demonstrativo do seu talento e da experiência que foi acumulando. A sua escrita é uma delícia para quem a lê, sendo a sua resposta ao pard Zeca um exemplo eloquente.
    Bem haja meu caro.
    E não se esqueça que as páginas do 2º número da revista contam consigo
    Abraço
    Mário João Marques

  4. Caríssimo pard Mário João Marques,

    No tempo em que eu me dedicava mais intensamente à BD, numa esfera profissional (isto é, há umas largas dezenas de anos), tive também a oportunidade, o prazer e o privilégio de conviver com alguns dos meus ídolos de infância — Jesus Blasco e “sus hermanos” estavam entre esse grupo, mas também Vítor Péon, Fernando Bento, E. T. Coelho, José Ruy, José Garcês, Carlos Alberto, António Barata, Raul Correia, Orlando Marques e muitos outros. Todos se tornaram meus amigos e com alguns deles tive mesmo a honra de trabalhar no Mundo de Aventuras e noutros projectos aliciantes.
    Nesse tempo (refiro-me especialmente aos anos 70 e 80), surgira uma nova geração de leitores, tão apaixonados pela BD como eu e outros rapazes da minha idade tínhamos sido quando o Mosquito, o Diabrete, o Mundo de Aventuras (1ª série) e o Cavaleiro Andante ainda apareciam nas bancas. E esses novos leitores, a geração mais próxima do século XXI, aliavam ao seu entusiasmo juvenil uma característica que os distinguia e valorizava aos olhos de quem, nas revistas da época, se esforçava por lhes agradar: gostavam da BD europeia, particularmente da franco-belga, mas também da americana clássica (e dos super-heróis da Marvel e da DC), dos novos autores portugueses mas também dos veteranos, dos mestres que tinham lançado os fundamentos de uma escola artística que ainda hoje perdura.
    Esse ecletismo de gostos e de orientações foi salutarmente cultivado por revistas como Jacto, Tintin, Jornal do Cuto, Mundo de Aventuras (2ª série) e outras surgidas já nos últimos decénios do século XX. E os leitores apoiaram-nas, rendidos à grande diversidade de géneros, de estilos, de escolas, de autores (muitos já com o epíteto de clássicos), que elas lhes ofereciam nas suas páginas, sem qualquer tipo de discriminação, de favoritismo ou de censura.
    Hoje em dia, creio que esse espírito de comunhão estética e artística que algumas revistas de BD fomentaram está quase a desaparecer. Mas alguns baluartes ainda resistem… alguns heróis ainda atravessam década após década, sobrevivendo intrepidamente ao declínio da BD clássica, mantendo à sua volta um núcleo firme de adeptos entusiásticos que não deixam morrer as velhas tradições, embora sempre abertos a novos rumos, a novos modelos, a novos estilos que se adaptem aos gostos e à mentalidade dos leitores mais jovens, que é preciso aliciar e recrutar para que a saga continue, sem atraiçoar as suas origens (como temos visto noutros casos).
    Não conheço melhor exemplo do que Tex Willer para ilustrar a longevidade e a resiliência (como agora se diz) de um herói da BD nascido há mais de seis décadas, que sucessivas gerações têm lido e apoiado com um culto fervoroso que, por vezes, raia quase a idolatria. Uma idolatria no bom sentido, que faz desses leitores, desses fiéis devotos, uma comunidade fraterna, sem fronteiras, culta, esclarecida, praticante dos valores mais positivos, que estende cada vez mais a sua acção a domínios como a Internet e vê na Banda Desenhada (a exemplo das gerações dos anos 60 e 70) uma forma útil de entretenimento e enriquecimento artístico e cultural (mas também um meio de comunicação de massas, isto é, de raiz popular, sem barreiras elitistas), cujos criadores lhe merecem toda a admiração, independentemente das épocas a que pertencem.
    Se, como posso deduzir das suas amáveis palavras, eu também contribuí um pouco para a generalização dessa ideia (ainda que numa escala que considero muito mais modesta do que aquilo que dá a entender), através de algumas revistas que coordenei, das mensagens que procurei transmitir (sobretudo a que advoga o respeito e a aliança que deverão sempre existir, mesmo que num plano simbólico, entre o clássico e o moderno, o passado e o presente), e de algumas obras que tive a boa sorte de realizar com grandes mestres que sempre venerei e com quem muito aprendi — a par de outros que, como o Augusto Trigo, me caíram literalmente do céu! —, é caso para me sentir recompensado, lisonjeado e grato aos leitores que, como o pard Mário, me acompanharam nessa “odisseia”. E que também muito me ensinaram, pois sempre procurei ouvir as suas opiniões, à boa maneira da escola do Mosquito, do Diabrete, do Cavaleiro Andante, cujos leitores tinham nas suas páginas uma tribuna onde podiam manifestar-se abertamente, tal como ainda hoje acontece nalgumas revistas da Mythos (Tex e Tex Colecção, em particular) que continuam a alimentar a nossa fantasia e a nossa paixão pelos quadradinhos.
    Quanto a colaborar no próximo número da revista do Clube Tex Portugal, esse é um desejo que a qualidade gráfica e temática evidenciada por esta 1ª edição (e cujos créditos em boa parte lhe pertencem, pois a mão do coordenador é a que tudo guia) não deixará certamente arrefecer… embora na minha idade as “brasas” já estejam um pouco apagadas (risos…).

    Um grande abraço,
    Jorge Magalhães

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