A HISTÓRIA DE PORTUGAL EM BD – 9

Histórias da nossa história - Título

Folheando a colecção dos primeiros anos do Diabrete — uma revista que marcou o seu lugar na história da época de ouro da BD portuguesa, fazendo aguerrida (no bom sentido) concorrência aos seus rivais Histórias da nossa história - 1O Mosquito e O Papagaio — encontramos, a partir do n° 112, de 20 de Fevereiro de 1943, uma rubrica profusamente ilustrada que foi, sem dúvida, uma das primeiras a estender à imprensa infanto-juvenil o fervoroso culto do Estado Novo pelas grandes figuras da História Pátria.

Fernando Bento, que era, desde os primeiros números, um dos mais prolíficos e talentosos colaboradores artísticos do Diabrete, e Adolfo Simões Müller, seu director e mentor literário, cuja experiência era bem conhecida, encarregaram-se da tarefa com evidente entusiasmo, empolgados pelos ideais nacionalistas que viam na exaltação heróica dos feitos e das virtudes dos nossos remotos antepassados uma forma de doutrinar ideologicamente a juventude — tal como pretendia a escola da nova República.

Históriazinha de Portugal capa

Na rubrica Histórias da Nossa História, apresentada com regularidade durante largas dezenas de números, em imagens vigorosas e prosa liricamente apologética — como era timbre de Adolfo Simões Muller, que começou a distinguir-se na literatura infantil com uma obra do género, a Historiazinha de Portugal, ilustrada por Fernando Bento e Emmérico Nunes —, perpassou também a evocação de guerreiros, poetas, navegadores, santos, mártires, cronistas, sábios, fidalgos, cavaleiros, reis apostados em expandir o território e defender a independência, e rainhas virtuosas que queriam espalhar a caridade.

Históriazinha de Portugal contracapa

É claro que, na categoria grandes navegadores não podia faltar a evocação de Vasco da Gama, obreiro do sonho que empolgou a alma lusíada durante várias décadas, desde o Infante D. Henrique até D. Manuel I: a descoberta do caminho marítimo para a índia.

Outros heróis dos Descobrimentos fizeram também as honras da rubrica, com destaque naturalmente para o Infante de Sagres e para Pedro Álvares Cabral, que navegou em direcção ao Ocidente, aportando a uma terra desconhecida que, mais tarde, passaria a chamar-se Brasil. A figura do Adamastor surge também em grande plano, evocada pela primeira vez pelo traço vigoroso e expressionista de Fernando Bento.

Nos n°s 114, 133, 146 e 167 (1943-44) do Diabrete publicaram-se as páginas que a seguir reproduzimos, pela respectiva ordem, com o intuito de levar até aos nossos leitores alguns dos mais antigos exemplos da arte figurativa de um magnífico artista, que tantas histórias maravilhosas ofereceu à juventude, e acrescentar mais estes episódios à lista das versões ilustradas (especialmente aos quadradinhos) da gloriosa gesta dos Descobrimentos.

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