NO ANIVERSÁRIO DO “MUNDO DE AVENTURAS”

O 65º aniversário do “nascimento” d’O Mundo de Aventuras, a que pelo menos dois blogues fizeram referência — o nosso e “As Leituras do Pedro” (http://asleiturasdopedro.blogspot.pt/2014/08/mundo-de-aventuras-nasceu-ha-65-anos.html) —, foi também assinalado com grande destaque no suplemento “Domingo” do popular diário Correio da Manhã, que lhe dedicou, na sua edição de 24 do corrente, um artigo assinado por Leonardo Ralha, experiente jornalista (actualmente grande repórter daquele periódico) e fã de BD.

Também o Jornal de Notícias, na sua página “Artes & Vidas”, pela mão de Pedro Cleto, conhecido blogger, crítico e ensaísta, com créditos firmados na área da BD, publicou um texto de homenagem a um dos mais carismáticos títulos da imprensa infanto-juvenil portuguesa, no próprio dia que evocava o seu lançamento, em 18 de Agosto de 1949.

Pelo seu inegável interesse, como registos significativos de uma memória ainda viva nos padrões de certa “cultura paralela” de impacto visual e popular (ligada às artes gráficas e particularmente às histórias aos quadradinhos), aqui reproduzimos esses trabalhos, com a devida vénia aos seus autores e aos jornais que tiveram o mérito de publicá-los.

(Clicar sobre as imagens para as ampliar duas vezes).

Mundo de Aventuras C da Manhã 1 e 2Jornal de Notícias e Correio da Manhã 3

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5 thoughts on “NO ANIVERSÁRIO DO “MUNDO DE AVENTURAS”

  1. Boa noite Jorge Magalhães, não tem nada a ver com o MA, mas podia me dizer quantos números teve a colecção Mosquito Magazine, obrigado e boas continuações. Paulo Pereira

  2. Olá Paulo,
    Bem-vindo, de novo, a este espaço de convívio e amizade. O Mosquito Magazine, uma das edições paralelas que António Cardoso Lopes lançou para preencher os tempos livres da máquina que imprimia O Mosquito, teve 51 números, muitos dos quais com capas ilustradas por Stuart. Também teve separatas de artistas de cinema, iniciadas, salvo erro, no nº 21.

  3. que bela revista e que nostalgia me traz o Mundo de Aventuras. De certa forma fui formado como apreciador de Bd nesta revista e felizmente tenho a colecção completa da II Série (ou quinta, como alguns preferem) e muitasrevistas de outras fases. Talvez por isso, para mim o preto e branco tenha uma beleza especial um encanto único. Sim é sempre bom relembrar o tempo que as revistas criavam um público e permitiam o acesso a muita banda desenhada de grande qualidade a todas pessoas independentementedas suascondições financeiras. É verdade que os tempos são outros, mas continuo a acreditar que uma boa revista centrada em autores de qualidade com temáticas variadas para englobar um público maior ainda poderia ter sucesso por estas bandas. Só que falta tudo, julgo eu……..

  4. Obrigado pelo seu comentário, caro Letrée. O “Mundo de Aventuras” é uma revista que também recordo com nostalgia, pois acompanhei as suas primeiras etapas como leitor assíduo, testemunhando a enorme popularidade que tinha entre os jovens desse tempo. Quando me tornei coordenador da 2ª série, a partir de Maio de 1974, levava já na bagagem um profundo conhecimento da sua história, marcada por várias mudanças de formato e pela diversidade de escolhas editoriais, com predomínio das séries americanas, mas também, a partir de certa altura, inglesas, francesas, espanholas e italianas.
    Foi essa grande diversidade que permitiu à revista atingir um leque tão vasto de público, entre as camadas juvenis (e não só) que a compravam pontualmente às quintas-feiras, elegendo-a como um companheiro inseparável que lhes proporcionava emoção, entretenimento, fantasia, mas que também contribuía para alargar os seus horizontes culturais.
    Quanto à hipótese de uma revista em moldes modernos poder ocupar o lugar do MA, do “Tintin”, do “Jornal do Cuto” ou das “Selecções BD”, títulos com relevância noutra época – que, além de diferente, já parece bem distante –, seria preciso um grande esforço para a fazer vingar, pois as novas gerações cada vez se interessam menos pela BD e pela comunicação escrita, tal como ela era para os leitores de outras décadas, substituindo-as por novas tecnologias, cujos efeitos já se fazem sentir de muitas formas nefastas.
    Um abraço,
    JM

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