O VOO D’O MOSQUITO

Mosquiro sentado com jornal
O Gato Alfarrabista anuncia a todos os seus amigos a criação, dentro em breve, de um novo blogue. Chama-se O Voo d’O Mosquito e será dedicado, quase em exclusividade, à mais mítica de todas as revistas portuguesas de banda desenhada.
Por uma questão de espaço, todos os posts que já apresentámos sobre O Mosquito transitarão para o novo blogue, embora pouco a pouco, pois teremos de os adaptar a um novo formato. E outros assuntos e rubricas inéditas surgirão, por sua vez, n’O Voo d’O Mosquito, que começará a sua existência já na próxima semana, precisamente um ano e meio depois do nascimento d’O Gato Alfarrabista.
Esperamos que o “neófito” — apadrinhado também pelo blogue Gatos, Gatinhos e Gatarrões, da nossa assistente técnica Catherine Labey — tenha asas fortes para voar e que agrade a todos os saudosistas da “velha guarda”, mas também aos internautas das gerações mais novas que gostam de fazer a ponte entre o passado e o presente.
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8 thoughts on “O VOO D’O MOSQUITO

  1. Parabéns pela iniciativa. Fui leitor do Mosquito dos anos 80 e gostaria de saber e ver ainda mais coisas acerca do mítico Mosquito original. Vou seguir o “neófito” com muito interesse.

  2. Obrigado, caro Filipe, pelo seu incentivo. No Gato Alfarrabista, como poderá ter visto, já publicámos muitos textos sobre O Mosquito, especialmente da 1ª série, dirigida por Raul Correia e António Cardoso Lopes Jr. Mas o espaço começa a faltar e, por isso, achámos boa ideia criar um novo blogue dedicado exclusivamente (ou quase) a esta mítica revista, que fez parte das leituras e das companhias que mais me marcaram na infância e na juventude. Esperamos, assim, levar O Mosquito (ou a sua memória) ao contacto das gerações mais novas, que só o conhecem de nome (não é o seu caso, pois até leu a 5ª série, editada pela Futura, que eu tive o privilégio e o prazer de coordenar, numa das mais memoráveis experiências da minha carreira).
    Sobre esta última série, muito diferente, como é óbvio, da primeira, irá sair em breve outro artigo, que completará as informações contidas no que já editámos em 31 de Maio.

    Um abraço do
    Jorge Magalhães

  3. Boas notícias. Tenho a 5ª série completa (incluindo os quatro anuais, e traz-me muitas recordações da minha adolescência. Ainda me lembro bem da tristeza que senti quando “O Mosquito” se despediu no fim da 5ª série, prometendo regressar em breve (o que infelizmente nunca aconteceu).

    Fazem falta editoras como a Futura (e a Meribérica e outras), que tinham um papel tão importante no panorama da BD em Portugal, não só na publicação de álbuns, mas também no de revistas de BD.

    Quanto às séries anteriores d’O Mosquito, não sou desse tempo, mas a minha mãe adorava. Vai ser interessante ter informação sobre todas as séries num só lugar.

    • Obrigado pelo seu comentário e pelo manifesto entusiasmo com que aguarda mais informações sobre O Mosquito. Em princípio, os posts que aparecerão no novo blogue são oriundos do Gato Alfarrabista, onde foram publicados em 2013, mas haverá novas rubricas e muitos outros assuntos para explanar, satisfazendo o interesse e a curiosidade dos nossos visitantes.
      Quanto aos editoriais de despedida das revistas que chegavam ao fim do seu ciclo de publicação, quase sempre deixavam no ar a promessa de um regresso mais afortunado, o que obviamente não podia acontecer. O próprio Mosquito encerrou a sua 1ª série, em Fevereiro de 1953, sem dizer um adeus definitivo aos seus leitores. Mas o certo é que só voltou a aparecer nas bancas em 1960, por iniciativa de José Ruy, que fora colaborador da 1ª série durante muitos anos. E essa 2ª série, apesar de todo o seu interesse, não teve melhor sorte, pois só durou 30 números.
      De certa forma, as promessas de ressurgimento acalentavam a esperança dos leitores, mitigando a sua mágoa de verem partir um companheiro de muitos momentos de feliz diversão. Creio, até por experiência própria, que era melhor assim do que quando as revistas acabavam abruptamente, sem qualquer explicação, deixando, ainda por cima, a maioria das suas histórias incompletas. Também houve muitos exemplos desses na longa crónica da nossa imprensa infanto-juvenil…
      Outras vezes, como foi o caso do Diabrete e depois do Cavaleiro Andante, as revistas acabavam, mas o seu ceptro passava para um novo título, que conseguia ter sucesso, graças à adesão de novos leitores. E depois do Cavaleiro Andante veio o Zorro, que se prolongou, de certa forma, na Nau Catrineta, suplemento do Diário de Notícias, pois foram todos publicados pela Empresa Nacional de Publicidade, a maior editora dessa época.

      Saudações bedéfilas,
      Jorge Magalhães

  4. Caro Jorge:
    Uma bela ideia essa de criar um bloque (quase) exclusivamente dedicado ao Mosquito. Já agora, estou curioso para saber o que será essa coisa do “quase”…
    Estou a ver que, em certa medida, seguiu a minha sugestão e vai começar a “abrir o livro” e a contar-nos histórias sobre esta emblemática revista (embora a minha ideia era que o Jorge falasse também de outras como o Mundo de Aventuras, o Tintin, o Falcão, etc).
    Mas, enfim, o Mosquito tem pano para mangas e, sendo uma das revistas mais antigas, percebe-se a prioridade que lhe deu.
    Cá fico à espera do Voo do Mosquito, com a curiosidade e o interesse habituais.

    Saudações bedéfilas para si e para a Catherine

  5. Amigo Carlos,
    Obrigado por se juntar ao grupo dos que esperam ansiosamente 🙂 a estreia do novo blogue, que deverá ocorrer dentro de alguns dias (O Gato Alfarrabista disso dará notícia). Farei os possíveis para corresponder às expectativas dos nossos visitantes, mas somente pelo prisma de leitor e coleccionador d’O Mosquito, cujo percurso acompanhei fielmente desde 1946 até ao seu último número.
    De resto, apenas estive presente como colaborador na 2ª série, dirigida e editada em 1960 por José Ruy, e na 5ª série, dirigida pelo dr. Chaves Ferreira e editada pela Futura, cujos 12 números + quatro almanaques me coube coordenar e traduzir, com a preciosa colaboração da Catherine Labey como legendadora e maquetista.
    Apesar de O Mosquito ter “pano para mangas”, como muito bem diz, não esquecerei O Gato Alfarrabista, que terá sempre a primazia. E nele já muito se tem falado de outras revistas portuguesas, como o Diabrete, o Cavaleiro Andante, o Papagaio e o Mundo de Aventuras, por exemplo.
    Como gosta de BD antiga, recomendo-lhe a consulta deste blogue:
    http://passagens-bd.blogspot.pt/2014_07_01_archive.html
    – uma autêntica “mina de ouro” onde poderá fazer download de muitas histórias publicadas em revistas que a maioria dos bedéfilos não possui.

    Abraços do
    Jorge Magalhães

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