GRANDES SÉRIES PARA (RE)LER E RECORDAR – 4

ROB THE ROVER – A Saga do Submarplano (por Walter Booth)

Pelo Mundo Fora127Finda a publicação das trepidantes aventuras do Capitão Meia-Noite (obra completa em quatro volumes), José Pires, incansável na sua actividade de faneditor, tem já em preparação a famosa saga do Submarplano (também oriunda do Puck), um longo ciclo de aventuras de Rob the Rover, o mais carismático herói d’O Mosquito e da BD inglesa no segundo quartel do século passado, com o cunho inédito de se tratar de uma história com alguns ingredientes de espionagem, em que Rob, o Dr. Seymour (inventor do maravilhoso Submarplano, o primeiro avião submersível da História) e os seus dois inseparáveis companheiros, Mabel e o velho Dan, enfrentam a tenaz perseguição de um bando de implacáveis espiões, dotados de poderosos recursos tecnológicos, que tentam apoderar-se do Submarplano a todo o custo. Mais uma vez, Walter Booth faz gala do seu espírito criativo, como um émulo de Júlio Verne, antecipando-se aos progressos da aviação e dos meios bélicos (em vésperas da 2ª Guerra Mundial), e até ao mais mediático invento do século XX: a televisão.

Outra magnífica obra do genial mestre inglês, precursor mundial da BD de aventuras em estilo realista, que nenhum dos seus admiradores portugueses deve deixar de (re)ler — até porque também ficou incompleta n’O Mosquito —, e cuja extensão muito acima da média obrigou José Pires a dividi-la em seis volumes do Fandaventuras Especial.

poster-fandaventuras

Eis, em “ante-estreia”, as respectivas capas, com cenas panorâmicas de grande impacto visual e gráfico, que espelham todo o talento de Walter Booth, o seu sentido da composição, da perspectiva, das proporções, o seu apuro documental, a variedade geográfica e o dinamismo que introduzia em cada vinheta e em cada página.

Façam desde já as vossas reservas, porque a tiragem será limitada. O 1º tomo tem lançamento previsto durante o Amadora BD 2013, que se inicia este fim-de-semana, decorrendo até ao próximo dia 10 de Novembro.

Cap. M-N Capa-IPag.-03Pag.-12Pág.-14Pag.-29

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4 thoughts on “GRANDES SÉRIES PARA (RE)LER E RECORDAR – 4

  1. Estou de acordo com o seu desabafo, pois de facto é pena que alguns destes trabalhos de recuperação (e divulgação) da obra de um mestre como Walter Booth, levados a cabo pelo infatigável José Pires, não tenham chamado a atenção do júri que selecciona os títulos a concurso nos prémios do Festival da Amadora – pelo menos, na categoria de fanzines. Talvez para o ano…

  2. Caríssimo Jorge

    São, de facto, fanzines com muita qualidade, o que não acontece com as publicações originais, uma vez que o José Pires faz “milagres” no restauro.
    Temos de concordar que o desenho de Walter Booth é magistral, pelo que se agradece não ter recorrido à introdução dos balões, ao tempo em desuso neste género de tiras de banda desenhada.

    Outro assunto:
    Quero chamar-lhe a atenção para o seguinte blog, do Luís Pessoa
    http://crimepublico.blogspot.pt/
    uma vez que há lá uma referência ao Mundo de Aventuras e a si, bem como uma identificação que eu, na perspectiva de arquivador, não consegui (pelos vistos) acertar.
    Devo ter confundido um encontro do “Mistério…Policiário” em Santarém, onde o Jorge Magalhães esteve – conforme notícia e foto no MA que eu invoquei – organizado pelo Tony Cooper.
    De resto, peço desculpa pela forma como introduzi esta nota, despropositada ao post e de forma intempestiva. Valha-me o assunto referido, que suponho traga algumas recordações boas e um pretexto para uma identificação interessante.

    Abraço
    Santos Costa

    • Caríssimo Santos Costa,

      Estamos todos de acordo em que se trata de um notável trabalho de restauração da obra de um grande mestre dos quadradinhos ingleses como Walter Booth. Mas só possível, em parte, graças à colecção de Américo Coelho, outro fanático, como José Pires (no bom sentido do termo), destas velhas séries inglesas. Quanto aos balões, se bem reparar, aparecem alguns nas tiras desenhadas por Booth, embora o texto didascálico continuasse a ser imprescindível (e omnipresente). Era uma norma das revistas daquele tempo, mas mesmo esses raros balões foram suprimidos na versão d’O Mosquito, para tornar o aspecto da revista mais homogéneo. Isto quando na América já começavam a aparecer as grandes séries da BD de aventuras, com nomes como Hal Foster, Milton Caniff e Alex Raymond à cabeça.

      Fui dar uma olhadela ao blogue do Luís Pessoa (que, aliás, já conhecia, mas que só visito de longe em longe), e agradeço o seu comentário, lisonjeiro para a minha pessoa, no tempo em que fui coordenador do saudoso “Mundo de Aventuras”. Quanto àquela foto é, realmente, do convívio de Santarém, o primeiro realizado pelo Sete de Espadas, como coordenador do “Mistério…Policiário” no MA, mas você não foi totalmente feliz na identificação dos “fotogénicos” participantes nesse convívio e que eram, começando pelo lado direito da foto, o Big-Ben, myself e o Vítor Hugo; do lado esquerdo, o Dr. Aranha, o Tony Cooper e, tapado por este, o Pais Pinto. O fotógrafo deve ter sido o Sete, que não ficou no grupo. Eram estes os “Sete Magníficos”, os primeiros a dar o pontapé de saída nos convívios do policiário e da banda desenhada que levaram o nome do “Mundo de Aventuras” a muitos recantos do país, mês após mês, numa regularidade sem quebras… e aos quais afluíram dezenas de leitores de todas as idades. Bons tempos, sem dúvida, em que o entusiasmo pelo MA, pela BD e pelo policiário era contagiante!

      Obrigado por me despertar estas recordações, amigo Santos Costa.
      Um grande abraço do
      Jorge Magalhães

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