QUANDO O FUTEBOL VOLTOU AO CAVALEIRO ANDANTE – 2

Apresentamos hoje mais seis páginas desportivas do Cavaleiro Andante, com equipas de futebol do Campeonato Nacional da 1ª Divisão na época de 1959/60, dadas à estampa nos nºs 441 a 443 (11/6 a 25/6/1960). O assunto tinha tão boa receptividade entre os leitores que o (ainda) popular semanário continuou a dar-lhe honras de capa. As ilustrações que ornavam algumas dessas páginas eram da autoria de Artur Correia, um dos mestres da nossa BD humorística, já então com extenso e apreciável currículo.

Futebol no CA - Porto

Futebol no CA - Académica

Futebol no CA - Lusitano

Nesses números, mantinha-se também a fórmula das histórias completas, geralmente com 7 ou 8 páginas, oriundas da revista italiana Il Vittorioso, com destaque para os trabalhos de Carlo Boscarato, Renato Polese, António Sciotti e Alberto Tosi — embora, nesse tempo, os nomes destes desenhadores (e de muitos outros) não fossem conhecidos, salvo raríssimas excepções, dos leitores portugueses. Esporadicamente, também surgiram histórias completas de origem nacional, ilustradas por José Garcês e Fernando Bento.

A título de curiosidade, recordamos alguns desses episódios, pela ordem em que foram publicados no Cavaleiro Andante: “A História de Best Munior” (A. Sciotti), nº 437; “Há um Avião em Perigo” (R. Polese), nº 438; “O Tigre de Sanguém” (J. Garcês), nº 440; “Bisonte Vermelho” (C. Boscarato), nº 441; “A Verdadeira Coragem” (C. Boscarato), nº 442; “A Caminho da Terra do Ouro” (R. Polese), nº 443.

ao em perigo

O Tigre de Sanguem575

A Verdadeira Coragem e A Caminho da Terra do ouro

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7 thoughts on “QUANDO O FUTEBOL VOLTOU AO CAVALEIRO ANDANTE – 2

  1. Mais um artigo sobre a importante revista de BD que foi o Cavaleiro Andante e todos os seus suplementos e separatas.
    Gostava de lhe perguntar se nessas edições dedicadas ao futebol, tinham um poster da respectiva equipa incluído. Abraço Paulo Pereira

  2. Obrigado por mais este comentário, caro Paulo, o que prova que o Cavaleiro Andante foi (e continua a ser) a sua revista de eleição. Também eu sinto por ela um apreço muito forte, pois acompanhou-me durante grande parte da minha adolescência e até na idade adulta, mesmo em Angola, onde passei a viver a partir de 1961. Durante esse período, tanto o CA como o Zorro, o Mundo de Aventuras, o Jacto, o Jornal do Cuto e outras revistas de BD foram, para mim, uma espécie de elo com o passado e com a terra onde nasci. Infelizmente, quando regressei não pude trazer comigo a maioria das colecções que tinha reunido ao longo dos anos, entre elas a do Cavaleiro Andante.
    Quanto à questão que me põe, tenho conhecimento de que foi publicada apenas uma separata com a equipa de futebol do Sport Lisboa e Benfica no nº 437. Nos nºs 25 e 26 saíram separatas alusivas ao Campeonato Mundial de hóquei em patins, com fotos de vários jogadores da equipa nacional. Outras imagens com equipas desportivas (de várias modalidades) apareceram no suplemento Desportos.
    Um abraço do
    Jorge Magalhães

    • Sou um pouco mais novo, cresci com o Tintin e com tudo o que veio a seguir, obviamente BD’s compradas pelo meu pai que era e ainda é um grande leitor de BD. O que me surpreende no meu pai é que nunca se preocupou muito com a questão do colecionismo, ele gosta mesmo de ler BD. Quando as colecções já não tinham histórias interessantes deixava pura e simplesmente de as comprar. Por essa razão andar eu agora a tentar completar as colecções, ah!, ah! Mas tendo conhecimento do CA, só um pouco mais tarde me interessei por essa edição e em especial pelo material da ENP. Em relação ao artigo obrigado pela informação.
      Um abraço Paulo Pereira

  3. É uma felicidade, quando se gosta de BD, ter na família alguém que partilha as mesmas “paixões” e até nos estimula, com o seu exemplo, a continuar nessa senda, mesmo sem estar virado para o coleccionismo… Não foi o meu caso, pois não herdei as minhas colecções de nenhum membro da família, antes pelo contrário, até fui, em certa altura, proibido de ler revistas de BD, por causa de ter chumbado no 5º ano a Matemática. A partir de então, enquanto estive na dependência familiar, foi quase sempre às escondidas que continuei a manter esse “vício”, mas depois desforrei-me e fui aumentando as minhas colecções… até ficar sem grande parte delas quando voltei de Angola, sendo obrigado a refazê-las pouco a pouco e aos preços altos que já então vigoravam no mercado.
    Sempre incentivei as minhas filhas a ler, mas só uma, a mais velha, acabou também por gostar de BD, e há muitos anos que a sua carreira profissional tem estado ligada a essa actividade, em duas grandes editoras, tal como a minha esteve ligada, entre 1974 e 1987, ao “Mundo de Aventuras” e à Agência Portuguesa de Revistas.
    Um abraço,
    Jorge Magalhães

    • Só mesmo por curiosidade. Também num determinado periodo do liceu as coisas não me correram bem e fui proibido de ler BD por uns tempos, curtos é certo. Até alguns albuns do Jornal do Cuto e do Tintin ( o meu pai mandava encadernar as revistas naquelas capas cinzentas de pano que acho fantasticas.) desapareceram das vistas… Hoje recordamos tudo isso com um grande sorriso. E por incrivel que pareça a minha profissão ( produtor de TV e Cinema) deve muito à leitura de BD e aos conhecimentos que adquiri. Abraço Paulo Pereira

  4. Fantástico re-encontrar neste blog (encontrado ao acaso) o “Jorge Magalhães” cujo nome me lembro dos tempos em que coleccionava o Mundo de Aventuras, 2ª fase, pois era fã do
    “Sete de Espadas” com a sua secção do policiário… cerca de 30 anos passaram… e continuo
    a conservar bem estimadas essas revistas. Gostaria de lhe perguntar se conhece um tal Carlos Gonçalves, e teria o e-mail dele, pois queria entrar em contacto. Grato! Virei por cá para matar saudades sempre que possivel…
    Um forte abraço Luciano Neves

  5. Sim, o Jorge Magalhães de que se lembra dos tempos do saudoso “Mundo de Aventuras” é o mesmo que hoje está à frente deste blogue, para continuar a manter aceso o seu amor à Banda Desenhada, partilhado por muitos outros fãs dos quadradinhos, espalhados pelo vasto universo da blogosfera.
    Saúdo, pois, o seu primeiro encontro com o nosso “Gato Alfarrabista” e as memórias que nos trouxe do “Sete de Espadas” e da sua famosa rubrica do MA “Mistério Policiário” (aliás, já aqui evocada).
    Vou entrar em contacto com o Carlos Gonçalves, com quem já não falo há algum tempo, e depois lhe direi alguma coisa…
    Um forte abraço, com amizade, do
    Jorge Magalhães

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