FERNANDO BENTO E O CAVALEIRO ANDANTE – 1

O DIA DE PORTUGAL… HÁ 57 ANOS

Foi assim, através da arte sempre original, atraente e superlativa de Fernando Bento, que    o Cavaleiro Andante, no seu nº 232, celebrou o 10 de Junho de 1956 — ontem como hoje chamado Dia de Camões, Dia de Portugal. Com a diferença de que, nessa época, se fazia abertamente a apologia daquelas figuras que eram consideradas os grandes heróis, os grandes obreiros da nossa gesta histórica, procurando fixá-las no imaginário de todos os miúdos com idade escolar. Outros tempos e outros rumos ideológicos…

Mas o que queremos é chamar a atenção para o estilo inconfundível e o poder altamente sugestivo do grafismo de Mestre Fernando Bento e para o fascínio que ele exercia sobre os leitores infanto-juvenis, numa época em que História, aventura, religião, raça, nacionalismo e propaganda estavam intimamente associados.

Cavaleiro Andante 10 de junho

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4 thoughts on “FERNANDO BENTO E O CAVALEIRO ANDANTE – 1

  1. Bem a propósito. Rica ilustração de um grande desenhador. Sinto alguma tristeza por estes dias não existir uma única publicação que possa deixar uma marca na historia portuguesa. Daqui a outros 57 não teremos uma nova capa para celebrar. Quem cá estiver vai ter que celebrar novamente com esta fabulosa capa de Fernando Bento.

  2. Tem toda a razão… As revistas, particularmente, como neste caso, as de BD, são o testemunho gráfico de épocas passadas que já poucos relembram… e, ao mesmo tempo, um repositório de criações artísticas que tornam esse passado mais próximo de nós.
    Fernando Bento foi, sem dúvida, um dos grandes mestres figurativos do século XX e a sua memória perdurou, através de gerações, tão viva e perene como um símbolo de perfeição. Basta ver o acolhimento que tiveram as suas obras reeditadas nos anos 70 e 80 e o seu regresso, pouco depois, à BD.
    Quanto ao Dia de Camões, Dia de Portugal, daqui a 57 anos talvez já não haja poetas nem pátrias para celebrar!
    Um abraço do
    Jorge Magalhães

  3. Fernando bento sempre me cativou com o seu traço muito característico.
    Perdoem-me a memória e o facto de estar a escrever sem prévia consulta, mas “Beau Geste” é de mestre Fernando Bento não é?

  4. Caro Mário,
    Comungo inteiramente da sua opinião. Fernando Bento foi um dos mais extraordinários desenhadores do seu tempo e um dos maiores Mestres da narração figurativa portuguesa, que criou clássicos incontornáveis nas páginas do “Diabrete” e do “Cavaleiro Andante”, alguns deles já recuperados em álbuns, como foi o caso de “Beau Geste”, magnífica adaptação da obra de Percival C. Wren, mas baseada no filme homónimo, de grande êxito, com Gary Cooper e Ray Milland (que infelizmente ainda não encontrei em DVD).
    Esse álbum foi publicado pela Futura, na sua colecção “Antologia da BD Portuguesa”, que eu tive o prazer de coordenar para um editor que muito fez pela recuperação da obra de vários autores nacionais.
    Um grande abraço,
    Jorge Magalhães

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